O bi-set é um método de treino usado desde os primórdios da musculação e tem um efeito muito positivo, quando usado da forma correta. O treino bi-set traz inúmeras possibilidades de trabalho, o que o torna muito usado em determinados contextos da musculação. Saber utilizar todas as variáveis de um treino e compreender as aplicações destas em um treinamento é algo complexo. O treino Bi set baseia-se em estímulos hipertróficos potentes sem que tenha a necessidade de um treino de alto volume. Entenda como o treino Bi set funciona De modo geral, o treino Bi set é um método que procura causar estímulos intensos nos músculos. Estes estímulos são causados através da utilização de mais unidades motoras no movimento. Sendo assim, este método pode ser utilizado para o mesmo músculo, para músculos antagonistas e ainda com variações de exercícios.   Leia também: Musculação para iniciantes, cuidados e práticas recomendadas! Plano de treino para emagrecimento que dá resultado!   Basicamente, o treino Bi set é um método onde a pessoa efetua determinado movimento até a falha, ou até mesmo até um certo número de repetições. Depois disso, mudamos o movimento, mas não o enfoque do exercício.  Este número de repetições é pré-definido e não conta com intervalos. Sendo assim, caso utilizarmos um movimento para o mesmo músculo, são necessárias algumas alterações para que sejam usadas novas unidades motoras. Para ficar mais fácil de compreender, vamos fazer uma explicação mais detalhada. Exemplo de treino bi-set Imagine o seguinte cenário: Primeiramente, você está realizando o exercício de supino reto. Em determinado momento, você atinge a falha concêntrica ou chega ao número de repetições que foi pré-estabelecido. Sem pausa, você passa para outro exercício, como por exemplo, um crucifixo, crossover ou até um apoio (push up).  Com isso, teremos o mesmo músculo sendo trabalhado, mas mais unidades motoras sendo solicitadas. Isto pode ser feito com diversos outros exercícios. Puxadas, agachamentos e quase todos os movimentos multiarticulares se enquadram nesta lista. Em diversos casos não é recomendado fazer isso em movimentos monoarticulares, mas existem várias exceções. Deste modo, além de promover um estímulo mais intenso para as fibras musculares, ainda temos um estresse metabólico e tensional muito alto. Isso irá fazer com que os ganhos sejam potencializados quando se trata de hipertrofia. Obviamente não podemos utilizar o treino Bi-set o tempo todo, uma vez que este deve ser inserido em um determinado contexto. Porém, trata-se de uma forma extremamente interessante de tornar o seu treino mais efetivo e intenso. Deste modo, você poderá ter mais tempo para realizar outras atividades e sabe que treinou de forma correta. Por que usar mais unidades motoras é importante? Antes de falar especificamente das formas de utilizar o treino bi-set, é importante entender por que usar mais unidades motoras é importante. Todos os nossos movimentos são coordenador pelo sistema nervoso central, que envia comandos para as unidades motoras, que são neurônios que comandam a ação muscular.   Leia também: Drop-set, como funciona e como usar em seu treino Tempo de tensão e hipertrofia, qual a relação entre ambos?   Quanto mais nós solicitamos estas unidades motoras em nosso treino, maior será o trabalho muscular e a melhora da coordenação intra-muscular. Por isso, o Bi-set é tão importante. Ele vai aumentar o volume total de trabalho muscular, tornar o treino mais intenso e volumoso e também, vai fazer com que mais fibras sejam solicitadas. Veja agora, algumas formas de usar o treino bi-set. Como usar de forma inteligente o treino bi-set   Existem inúmeras formas de usar o treino bi-set em sua rotina. Todas estas maneiras precisam estar alinhadas com o que você tem de planejamento. Em seu plano de treino para hipertrofia, por exemplo, é possível usar alguns exercícios com o método bi-set. Em meu serviço de personal trainer online, trabalho com estas variações. Naturalmente, este não é um método para ser usado sempre, o tempo todo. Ele se enquadra muito bem em dados cenários e não é indicado para outros. Veja como usar de forma inteligente o treino Bi set.   Procure selecionar os exercícios mais adequados   É muito comum diversas pessoas utilizarem o Bi set de forma correta, mas com erros na escolha de exercícios. Podemos exemplificar esta situação com a necessidade de deslocamento. Imagine que você tenha que se deslocar de um aparelho para outro na troca e estes estão longe um do outro. Com isso, você pode acabar perdendo um pouco da intensidade, devido à demora na troca de aparelhos. Sendo assim, é recomendado avaliar pontos como este na hora de pensar em usar o Bi set. Quanto a montagem de treino para este tipo de método, é indicado que sejam selecionados movimentos mais “simples” na segunda parte, que não torne a troca mais lenta. Inicie com o Crossover, por exemplo. Após este exercício, utilize o apoio. Ambos exercitarão o mesmo agrupamento. Isto resultará em um estímulo motor diferente. Além disso, o segundo é de fácil aplicação, devido ao fato de utilizar somente o peso corporal contra a resistência gravitacional. Outra forma simples de se fazer isso é a puxada alta na polia. Neste caso, a mudança na forma de pegada oferece grandes diversidades motoras. Alterar a pegada aberta para pegada fechada resulta na ativação de novas unidades motoras. Por este motivo, é fundamental selecionar com inteligência os exercícios a serem utilizados no método de treino Bi set.   O treino Bi set funciona em determinados momentos   Para que as séries de exercícios se tornem mais longas, o treino Bi set não deve ser utilizado em qualquer hora. Caso a sua periodização tenha programado um certo tempo para o aumento da força máxima, por exemplo, o Bi set pode não ser recomendado. Para se ter um bom desempenho do treino Bi set, é fundamental escolher os momentos certos para o mesmo. É necessário compreender que este método muda consistentemente a intensidade do treino. Por isso, ele não deve ser utilizado como a única fonte de treinamento. A efetividade do treino Bi set

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Um bom plano de treino para hipertrofia não é algo necessariamente simples. Há muitas variáveis envolvidas em uma série de questões, que precisam ser levadas em conta. Montar um plano de treino para hipertrofia é analisar todas as variáveis de um treino, bem como a individualidade de cada pessoa. Dentro de um plano de treino para hipertrofia, devemos pensar nos estímulos a serem usados e na recuperação deles.   Isso, em termos gerais, é bastante complexo. Mas muitas pessoas ainda acreditam que um bom profissional de educação física é aquele que passa determinados planos de treino para hipertrofia, de forma aleatória. Ninguém “passa” um plano de treino. O que fazemos é montar uma estratégia, dentro de uma periodização para hipertrofia.  Portanto, não espere neste artigo, um plano de treino para musculação pronto. O que você encontrará aqui, são os fundamentos primordiais para a montagem de um bom plano. Nada pronto!   Leia também: Liberação miofascial, o que é e como usar em seu treino Características do treino de hipertrofia feminino Ao contar com um planejamento adequado, os seus treinos serão muito mais eficientes, trazendo os resultados desejados de maneira mais saudável e segura. Treinar sem ter um plano de treino para musculação pode ser uma grande perca de tempo, uma vez que você não estará se beneficiando ao máximo com seus exercícios e suas práticas. Princípios básicos de um bom plano de treino para musculação   O plano de treino para musculação, seja ele extremamente rígido e regrado ou flexível e leve, é uma das bases para a melhora de sua estética e desempenho.  Podendo ser complexo e complicado, o seu plano de treino deve ir de acordo com os seus objetivos e suas capacidades. Dependendo das suas necessidades e sua disposição, o seu plano de treino para musculação pode ser elaborado de maneira simples e sem muitas restrições. Os treinos são algo que beneficiam a saúde, seja ela física ou mental. Cada pessoa possui necessidades e capacidades diferentes. Portanto, um bom plano de treino para musculação é importante para adaptar os treinos e torná-los flexíveis a ponto de evitar perigos em sua rotina. Um dos principais pontos do planejamento é focar em seu treino, e não no treino de outras pessoas. Preciso realmente de um plano de treino para musculação?   Para pessoas que treinam musculação, um planejamento é essencial para se obter os resultados estéticos e de desempenho desejados. Levantar pesos de maneira regular coloca as fibras musculares sob stress. Isso faz com que tenhamos um aumento de massa muscular se desenvolva. Dentro deste cenário, nós trabalhamos com conceitos de choque e recuperação dentro do treino. Buscamos um estímulo adequado, seguido de um tempo útil para a recuperação muscular. Sem isso, o plano de treino para musculação é apenas um amontoado de exercícios, sem ligações e real efetividade.   Adequação as individualidades Para começar, você deve ter bem claro em sua mente qual é o seu objetivo de treino. Seja emagrecimento, hipertrofia ou melhora do desempenho e funcionalidade. Compreender isto é um ponto de partida para o plano de treino para musculação. É fundamental que a sua rotina e o seu estilo de vida sejam levados em conta na criação do planejamento. Uma pessoa que trabalha muito e tem pouco tempo para treinar, por exemplo, deve ter um treino diferente do que uma pessoa que tem muito tempo livre.   Leia também: Tempo sob tensão e hipertrofia, qual a relação? Plano de treino para emagrecimento que dá resultado   Isso também faz parte das individualidades, que tanto falo.  Do mesmo modo, as atividades que a pessoa realiza em seu cotidiano também devem ser levadas em consideração. Pessoas que possuem uma atividade laboral que exija muito do físico devem possuir um planejamento diferente de alguém que trabalha sentado. Neste cenário, o ponto de partida de qualquer plano de treino para musculação é a adequação as individualidades de cada pessoa. É necessária a compreensão de que cada pessoa é única, com diferentes experiências e maneiras de reagir a estímulos. Por isso, necessariamente, o plano de treino deve ser individual. Este deve ser elaborado após uma análise da pessoa, traçando estratégias específicas de treino. Além disso, é fundamental entender o nível de condicionamento de cada pessoa, bem como se ela possui algum desvio postural que pode atrapalhar os treinos. Periodização é fundamental! Pense que você vai fazer um jantar. O menu é a periodização. As receitas, são o plano de treino. Se você não tem um menu, consegue fazer um jantar inesquecível? Provavelmente não. Será um amontoado de comida, que não “conversa” entre si. A mesma lógica acontece com a relação entre plano de treino para musculação e periodização. Periodizar os treinamentos de maneira correta é um dos pontos mais importantes para se obter os resultados desejados. Treinar sem um planejamento que periodize os seus treinos prejudica o seu desempenho e não permite que a evolução desejada seja alcançada. Afinal, treinar sem planejar e sem prever determinados cenários é algo quase que inaceitável.   Progressão de cargas   Com base na periodização e nas individualidades da pessoa, a progressão de cargas deve ser feita de acordo com a capacidade da mesma. Quando falo de carga aqui, não me refiro apenas a peso em si, mas a carga total de treino. Um iniciante, mesmo com um plano de treino considerado fácil, vai ter uma resposta fisiológica mais acentuada, do que uma pessoa bem condicionada. Por isso, é fundamental no plano de treino para musculação, adequar a progressão de carga.  A progressão de cargas em um plano de treino para musculação depende do desenvolvimento orgânico da pessoa. Isto é, quanto mais a capacidade da pessoa aumenta, maior deve ser a carga total de trabalho.    Adaptação no plano de treino para musculação   Com um planejamento adaptado de acordo com as suas individualidades, periodizado de maneira correta e com uma progressão de cargas eficiente, você já estará bem encaminhado. No entanto, em alguns casos são necessárias algumas adaptações. Estas adaptações podem ser de diversas

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A liberação miofascial é uma técnica muito utilizada na fisioterapia, que busca relaxar a musculatura e distensionar as fáscias. Geralmente é utilizada em atletas e em diversas patologias como retrações musculares, contraturas, tensionamento local, dores musculares crônicas, fibromialgia, etc. No entanto, está cada vez mais comum seu uso em praticantes de musculação pelo fato de promover mais liberdade de movimentos e aumentar a capacidade de expansão muscular, no caso da hipertrofia.     Vamos entender um pouco mais sobre o assunto: o termo miofascial significa “mio: musculo, fascial – fáscia: tecido conectivo = fáscia muscular”. A fáscia é uma espécie de membrana formada por tecido conjuntivo que recobre cada fibra muscular, cada músculo e também toda a superfície do conjunto muscular, sendo encontrada em diversas extensões, espessuras e densidades em nosso corpo, permitindo que a função corporal em geral seja bem executada, fornecendo juntamente sustentação aos tecidos, proteção, coordenação e impedindo que ocorra o atrito entre os músculos.   O encontro final das fáscias ou um conjunto de fáscias formam os tendões, fornecendo suporte e tração adequada entre o osso e a musculatura, e tendo grande influência no desempenho das funções das estruturas musculares. Segundo Rêgo (2012), “as fáscias também são sempre interligadas uma na outra, havendo uma continuidade entre elas, sendo assim, seja qual for o tipo de alteração na tensão em qualquer parte da sua extensão, será repercutido no conjunto, afetando de forma global o nosso corpo. ” Esse fato também explica, por exemplo, juntamente com o sistema nervoso, a dor por irradiação, ou a dor crônica global.   De que forma a fáscia pode ser afetada e o que isso altera no nosso organismo? Atividades da rotina, posturas inadequadas por grandes períodos de tempo, alterações posturais instaladas, fatores ocupacionais, o efeito da gravidade sobre o nosso corpo, tensões do dia-a-dia, questões emocionais, overtraining, sedentarismo, lesões e intercorrências musculares ou mesmo ósseas, entre outros acometimentos que poderão gerar contraturas, pontos gatilho (pontos tensionados e dolorosos ao toque, que reverberam em toda extensão próxima), retrações musculares (que podem originar tendinopatias), fibromialgia, síndrome da dor miofascial, cansaço excessivo, envelhecimento precoce, estresse, ansiedade, dores crônicas globais, etc. Desta maneira, a liberação miofascial irá ajudar você a ter um relaxamento muscular e promove uma melhor regeneração dos treinamentos.   Leia também: Manguito rotador, por que fortalecer?   Todos esses quesitos acima citados reduzem a elasticidade e flexibilidade muscular, restringem a capacidade do corpo de se movimentar, diminuem a nutrição muscular, impedem o bom desempenho no treino (principalmente na capacidade de gerar força), tornam mais difícil a hipertrofia (pelo fato da fáscia estar tão aderida ao conjunto muscular que não permite o crescimento das fibras), dificultam o rendimento dos atletas e também atrapalham bons resultados no emagrecimento.   O que a liberação miofascial proporciona? Alívio de dores (crônicas, tensionais, pós treino, patológicas, etc.), relaxamento muscular, maior mobilidade articular, mais liberdade na execução dos movimentos, melhora na capacidade de contração muscular. Além disso, temos ainda a melhora na disposição, mais flexibilidade, elasticidade e agilidade, prevenção de lesões e doenças musculares crônicas, melhor desempenho na hipertrofia, definição muscular e emagrecimento. Para atletas, temos  melhora de rendimento, maior facilidade na nutrição muscular, acelerando a remoção de metabólitos, melhora da propriocepção e consciência corporal.   Ela pode ser indicada tanto no pré quanto no pós treino, cada um para uma finalidade diferente. No pré treino é mais usada para diminuir a fadiga muscular, melhorar a flexibilidade e execução dos exercícios, e no pós treino, para redução da dor muscular e relaxamento.   Como é realizada a liberação miofascial? Pode ser feita por um profissional, ou por você mesmo. Se for realizada por um profissional, é possível utilizar-se da forma manual, por meio da manipulação dos tecidos utilizando diferentes direções de deslizamento, apoios e pressões, de acordo com a necessidade e os relatos do paciente. O terapeuta também pode fazer uso de um rolo específico para a liberação, e da mesma forma que a manual, dosar a intensidade e a pressão que é exercida. Já se você for realizar a auto-liberação miofascial, existem alguns equipamentos específicos que proporcionam a liberação, enquanto você usa seu peso corporal no lugar da pressão manual terapêutica: Stick (bastão), foam rollers (rolo de espuma), bolas de tênis e soft ball. Neste caso, você irá rolar a parte do corpo dolorosa, por exemplo a coluna lombar, em cima de um desses equipamentos citados; se for utilizar as bolas, é mais confortável que seja feito de pé, contra a parede, guiando a bola. Atenção: O ideal é que a auto-liberação seja efetuada apenas nos indivíduos saudáveis, sem nenhuma lesão muscular ou mesmo indício de patologia. Nestes últimos dois casos, é necessária a atuação de um fisioterapeuta.   É possível fazer a liberação miofascial sozinho?   Este é um questionamento altamente comum. No geral, não se indica fazer a liberação miofascial sozinho, pois podem haver problemas, caso a pessoa apresente tecidos lesados. Se este não for seu caso, há algumas possibilidades de realizar a liberação miofascial. Veja neste vídeo, mais sobre a liberação miofascial e como ela pode ser feita!   Liberação miofascial e a melhora na recuperação dos treinos A liberação miofascial ganhou bastante destaque para o grande público, como uma forma de melhorar a regeneração muscular. Usada fortemente por atletas em fase de preparação esportiva, a liberação miofascial se tornou mais conhecida. Há várias evidências que mostram que a liberação miofascial é uma excelente forma de melhorar a regeneração muscular. A premissa para isso é bastante simples: menos aderida as fibras musculares, a fascia dá mais espaço para que o músculo “relaxe” e possa se recuperar. Além disso, o processo de liberação miofascial também estimula fortemente a circulação local. Isso, para fins de regeneração muscular, é fundamental. Porém, é importante trabalhar de forma inteligente com a liberação miofascial para a regeneração muscular. Por exemplo, se em seu plano de treino você tem sessões de choque, espere que estas acabem, para então optar por uma sessão completa de liberação miofascial. Não adianta fazer uma liberação

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Mesmo existindo diversas diferenças entre os homens e as mulheres, o treino de hipertrofia feminino segue alguns princípios comuns a ambos. Sendo assim, isto significa que para as mulheres que querem aumentar a sua massa muscular, elas precisarão treinar de forma intensa e inteligente, assim como acontece com os homens.  Ou seja, vai precisar literalmente, fazer força.   Para melhorar a eficiência de um treino de hipertrofia feminino, é necessário que os estímulos sejam pensados de uma forma progressiva e contínua. Só assim será possível obter mudanças significativas em seu corpo. Apesar de ter características parecidas, o treino de hipertrofia feminino tem um ponto fundamental: a ação dos hormônios anabólicos, principalmente da testosterona. A questão da testosterona no treino de hipertrofia feminino Você deve estar se perguntando: se eu treinar assim não vou ficar musculosa e masculinizada? A resposta desta pergunta é não. Quando se trata de aumento de massa muscular, o principal hormônio responsável por tal é a testosterona. As mulheres, por sua vez, possuem em seu corpo apenas uma pequena fração da quantidade de testosterona quando comparadas aos organismos masculinos. Nos homens, os níveis normais de testosteronas giram em torno de 200 a 1200 ng/dl. Já nos corpos femininos este valor é de 15 a 70 ng/dl. Como você pode ver, as mulheres possuem muito menos testosterona do que os homens. Sendo assim, mesmo que uma mulher possua os seus níveis de testosterona no topo da referência natural (cerca de 70ng/dl), esta ainda contará com quase 3 vezes menos do que um homem que conta com o mínimo para o seu sexo. Deste modo, em suma, as mulheres basicamente não contam com o suporte hormonal adequada para ganharem massa muscular a ponto de ficarem masculinizadas. Isso também traz uma dificuldade de ganho de massa muscular, que precisa ser compensado com um treino eficiente e uma dieta alinhada. Além disso, há limitações genéticas para grande parte das mulheres. Por isso, as expectativas entre o treino de hipertrofia para mulheres e os resultados, precisam ser realistas.   Como deve ser um treino de hipertrofia para mulheres   É muito comum para diversas mulheres quando começam a treinar querer apenas aumentar o tônus muscular e em pontos específicos, como coxas e bumbum.   Leia também: Treino de glúteos, exercícios e 4 formas de melhorar o seu   Porém, indiferente do objetivo do treino, é justamente o treino bem feito, com foco na hipertrofia que irá fazer com que o resultado seja atingido de forma mais rápida. Tendo este pensamento em mente, é preciso entender formas diferentes de organizar seu treino.   Veja um modelo comum de treino de hipertrofia feminina. Não copie o treino, ele não foi feito ou pensado para suas individualidades!   Treino A (Coxas e panturrilhas) Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Agachamento livre com barra 3 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos Avanço com halteres 4 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica   30 segundos Leg Press 45° 4 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica   30 segundos Stiff com halteres 3 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos Flexão plantar 3 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos   Treino B (Costas e peitoral)   Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Remada curvada- pegada supinada 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos Remada unilateral com halteres 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica   30 segundos Rosca direta na polia baixa 3 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica     30 segundos Supino reto com barra 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica 30 segundos Supino inclinado com halteres 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica 30 segundos Tríceps na polia alta 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica 30 segundos   Treino C (Core)   Exercício Séries Repetições Descanso Prancha 5 30 segundos 30 segundos Abdominal crunch+ abdominal infra 4 20 30 segundos Abdominal hipopressivo 3 20 segundos 30 segundos Prancha lateral 3 15 segundos 30 segundos Rotação de tronco 4 15 (para cada lado) 30 segundos Ponte 4 15 30 segundos Hiperextensão lombar 4 20 30 segundos   Este é um treino para hipertrofia feminino generalista, que pode ser feito de diferentes formas. O objetivo aqui não é falar da sequência de exercícios, mas sim da forma como é estruturado este treino para mulheres. Primeiramente, usamos muito a falha concêntrica   para termos um bom trabalho em termos de intensidade e volume. Além disso, ainda usamos uma variedade de movimentos para trabalhar em diferentes cenários. Perceba que um treino é todo focado em core. Isso não é, de forma alguma, uma regra. Eu particularmente gosto deste tipo de divisão, mas cabe a cada treinador trabalhar da forma que acredita melhor. Além disso, há um trabalho de membros superiores, que é fundamental para a hipertrofia feminina. Para uma pessoa bem condicionada, este é um treino mediano. Primeiramente, por que trabalhamos de uma forma mais generalista. Segundo que o trabalho em termos de volume, não é tão alto. Porém, o fator que traz mais dificuldade são os intervalos curtos. Para determinados momentos da periodização para hipertrofia, podemos modificar isso. O principal foco deste modelo de treino para hipertrofia feminino, é o tempo sob tensão para hipertrofia. Afinal, dentro do volume total de treino, mais de 60% do tempo é colocando os músculos sob tensão. Agora, vou tratar de um ponto bastante importante: a carga.   Cargas no treino para hipertrofia feminino Quando falo de carga, não estou falando diretamente de peso, mas sim, da carga total que é imposta para o organismo. A carga total precisa ser alta. Para isso, usamos variações de carga, número de repetições, intervalos de descanso ou métodos de treino. No caso da carga, o mais importante é pensar que

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O tempo de tensão e sua relação com a hipertrofia é um tema que vem sendo constantemente discutido. Não há um consenso sobre as formas que ele se mostra mais efetivo, porém, já é de aceitação entre pesquisadores, que o tempo de tensão é altamente relevante. Mas este é um ponto que depende de diversas variáveis e não apresenta uma constância de fatores. O tema de tempo de tensão muscular e a sua relevância em relação a hipertrofia ainda gera grandes discussões a seu respeito.      A relação entre tempo de tensão e hipertrofia   Os estímulos para que ocorram a hipertrofia precisam ser intensos e muito bem distribuídos. Estes estímulos precisam levar em conta as cargas usadas e principalmente, a intensidade e o volume dos exercícios.   Tudo isso influencia diretamente em seu treino. Porém, há um bom tempo, passou-se a perceber que tanto volume, quanto intensidade, são diretamente influenciados pelo tempo total de tensão muscular. Leia também: Como conciliar Pilates e musculação? Agachamento livre, execução e benefícios de usar em seu treino   O que é tempo sob tensão O tempo sob tensão é um termo bastante conhecido, mas que ainda deixa muitas dúvidas quanto a sua aplicação. A ideia pra trás deste conceito e manter os músculos sob tensão por um certo período de tempo. Deste modo, causar o máximo de estímulos nas fibras musculares, gerando processos hipertróficos.  O tempo sob tensão nada mais e do que um termo para definir o tempo que os músculos são submetidos ao stress de deslocar uma carga. Se você realizar uma série que demore 30 segundos, por exemplo, o tempo sob tensão total será de 30 segundos. Outro fator que também deve ser considerado e o tempo levado em consideração e o tempo tomado para a realização de cada movimento (fase excêntrica e fase concêntrica).     Leia também: Treino de hipertrofia para pernas   Caso o tempo utilizado seja de 3-1-1 (3 segundos para a fase excêntrica, 1 segundo de pausa e 1 segundo para a fase concêntrica), o tempo sob tensão total por repetição será de 5 segundos. Deste modo, e possível calcular o tempo sob tensão de cada serie, e após isso, calcular o tempo sob tensão por cada exercício separadamente. Estudos sobre o tempo de tensão muscular (TUT) na hipertrofia Para termos um melhor panorama do assunto, e importante consultarmos estudos sobre tal. Uma recente pesquisa de Schoenfeld, em 2015, avaliou as respostas hipertróficas em diversos cenários. O estudo analisou a maneira como indivíduos bem treinados apresentavam as suas respostas hipertróficas em diferentes métodos de treino.  Schoenfeld é um pesquisador que ficou conhecido por defender o alto volume de séries para a hipertrofia. No entanto, e necessário tomar cuidado com determinadas formas de interpretar estes estudos. Na pesquisa supracitada, foi criado um programa de treinos que submetia cada grupo muscular a 2 a 3 series em cada treinamento. Sendo assim, o volume total de series para cada grupo de músculos foi de 6 a 9 series semanalmente. No final da pesquisa, foi possível chegar a conclusões solidas relacionadas a hipertrofia. Tendo os músculos tríceps e bíceps braquial, vasto lateral e braquial como os avaliados, a pesquisa trouxe resultados que podem ser verificados por meio da verificação da espessura muscular. Em uma outra pesquisa, esta realizada por Ceola no ano de 2008, foram analisadas as respostas a diferentes metodologias relacionadas a hipertrofia. Neste estudo, foram utilizados os métodos de super-série e tradicional. Deste modo, foi possível analisar a diferença entre os resultados pelo tempo de tensão muscular. Isso por que  o método da super-serie apresenta um maior volume de repetições. No final desta pesquisa, foi constatado que o método tradicional obteve melhores resultados em termos de hipertrofia do que a metodologia da super-série. Porem, é importante ressaltarmos que o estudo de Ceola (2008) apresentada determinadas limitações.  Diferentes conclusões sobre o tema Ambos os estudos citados não são totalmente conclusivos. O que nos leva a afirmar que a questão do tempo de tensão muscular, que está diretamente relacionada ao volume de treino não nos traz uma resposta única. A eficiência de cada método vai de acordo do objetivo de cada treinamento. Se colocarmos o nosso musculo sob tensão por um período maior de tempo, necessariamente teremos que diminuir as cargas de trabalho. Sendo assim, este estimulo se tornara mais metabólico do que tensional. Com isto, os resultados serão extremamente limitados caso sejam realizados apenas treinos com um grande tempo de tensão muscular. Porém, isso não significa que os estímulos metabólicos não sejam bons indutores de hipertrofia, mas sim porque não teremos alternância de estímulos. De maneira geral, o mais recomendado e utilizar variações em seus treinamentos. Inclusive, é recomendado que o tempo de tensão seja diferenciado. Com estas variações, o processo adaptativo de seus músculos se dará de maneira muito mais intensa e acentuada. Além disso, ainda existem outros fatores que devem ser levados em consideração além do tempo de tensão muscular. De modo geral, na hipertrofia a intensidade elevada é mais importante do que apenas o tempo de tensão muscular. Porém, esta questão e dependendo de uma série de variáveis, como por exemplo, o ciclo da periodização e até mesmo o nível de condicionamento físico. Devido a estes fatores, e necessário que seu treinamento apresenta uma variedade de estímulos. O ideal e que o tempo de tensão muscular de cada exercício também seja variado, com o intuito de se ter uma maior adaptação muscular. Sem a alternância de estímulos, obter resultados significativos e desejados se tornara muito mais difícil. Em minha academia em Timbó, uso muito este método como base.  Como usar o tempo tensão muscular em seu treino para hipertrofia   Há várias formas. O princípio básico é usar um determinado exercício, promovendo um maior tempo de tensão muscular. Para isso, podemos usar algumas possibilidades: Aumentar o tempo de cada movimento, tornando-o mais lento; Aumentar o número de séries e repetições; Reduzir o intervalo de descanso entre as séries; Usar séries conjugadas (como por exemplo, Drop-set,

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Para conciliar Pilates e musculação é um desafio para muitas pessoas. Porém, como trabalho no meu Studio junto com minha esposa, que é fisioterapeuta e atua no mesmo local com Pilates, encontramos formas de conciliar as atividades com o máximo de eficiência. Costumo dizer que conciliar Pilates e musculação é um desafio bom. Afinal, a junção das duas atividades é fantástica e melhora em muito a qualidade de vida, desempenho e resultados do praticante. Mas para que isso aconteça, é fundamental que a integração musculação e Pilates seja feita com inteligência.   Entendendo o Pilates e a Musculação, para integrá-los Não vou me aprofundar muito neste assunto, pois já fiz um artigo sobre o tema: Pilates e musculação, uma combinação fantástica. O Pilates tem como principal objetivo a centralização, melhora do controle motor e da mobilidade articular e muscular. Ele é um método amplamente usado no mundo todo e cientificamente comprovado. Já na musculação, podemos trabalhar com diferentes enfoques, mas no geral, o aumento de força muscular é um de seus fundamentos. Veja só, neste momento já dá para perceber a importância da conciliação de Pilates e musculação. Estaremos melhorando toda a questão motora e de controle muscular, ao integrar as duas modalidades. Porém, dentro da rotina de treino, conciliar musculação e Pilates pode ser um desafio, no sentido de usar os treinos de forma integralizada.   Leia também: Por que seu treino de hipertrofia não dá resultados? Um guia de treino para iniciantes Como conciliar Pilates e musculação e forma inteligente   É preciso entender que cada um dos métodos precisa ter objetivos específicos. Isso é o primeiro ponto da integração entre eles. Por exemplo, para conciliar musculação e Pilates, temos que entender, dentro de nossa individualidade, o que cada um dos métodos trará de vantagens. Depois de definir isso, podemos partir para a periodização e planejamento, conciliando-as. Para conciliar Pilates e musculação, devemos seguir algumas regras básicas:   Definir a frequência de cada treino/aula É importante definir quantas aulas serão feitas, semanalmente, de Pilates e musculação. Este é, na verdade, o primeiro ponto a ser levado em conta. Por exemplo, alguém que faça Pilates 2 vezes por semana e musculação mais 2, terá uma forma de conciliação diferente de quem faz musculação 3 vezes na semana e 1 de Pilates. Aqui não há número ideal. O mais importante é que, nas sessões semanais, tenhamos pelo menos 3 a 4 treinos por semana. Caso contrário, os resultados serão muito abaixo do esperado, pela falta de frequência.   Defina o que é importante no primeiro momento Sempre que chega um aluno ao nosso studio, eu e minha esposa conversamos com ele para definir as prioridades. Desta forma, para conciliar Pilates e musculação, nós entendemos como atingir diretamente este objetivo. Em cima disso, montamos o planejamento. Por exemplo, se o aluno sofre de dores, tem desalinhamentos musculares, pouca mobilidade e outros problemas, o primeiro foco é no alinhamento destes problemas e no condicionamento físico geral. No Pilates, será natural o trabalho em cima destes problemas. Já na musculação, será trabalhado a melhora da força e controle muscular, fortalecimento de core e outras estruturas estabilizadoras, além da melhora do condicionamento geral. Uma pessoa com este quadro pode treinar para a hipertrofia na musculação? Com certeza. Porém, é preciso começar “arrumando a casa”, para que o desenvolvimento seja adequado.   Integração das cargas de trabalho Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Pilates tem uma carga total de trabalho bem alta. Por mais que o aumento do gasto calórico não seja o objetivo, ele tem uma carga muscular e articular de trabalho bem alta. Por isso, precisamos conciliar o trabalho de forma inteligente. Por exemplo, é possível, dentro do Pilates, trabalhar com enfoque em determinados objetivos, como fortalecimento do core, por exemplo. Se na segunda fizermos uma sessão com este enfoque, no Pilates, na terça, temos que levar isso em conta na musculação. O ideal neste caso é dar um descanso para os músculos trabalhados, usando exercícios que tem menos solicitação deste grupo. A integração das cargas de trabalho, dentro da integração entre Pilates e musculação é o ponto principal para a potencialização dos resultados e prevenção de lesões.   Primeiro melhore o quadro geral, depois o específico Isso é um ponto muito importante ao conciliar Pilates e musculação. Por mais que você tenha objetivos específicos, é fundamental melhorar primeiro o quadro geral, para depois partir para objetivos mais específicos. Por exemplo, imagine que você está conciliando Pilates e musculação para emagrecer e ter mais força, sendo mais funcional. O primeiro ponto, é a melhora da mobilidade articular, flexibilidade, força, resistência e controle muscular. Sem isso, você não chegará ao objetivo. Isso por que, para conseguir um objetivo como este, você precisará de progressão. Só que para progredir nas cargas de trabalho, é fundamental ter uma boa base, que é o quadro geral. Por isso, este precisa ser seu foco.   Não há dificuldades na integração entre musculação e Pilates quando temos objetivos claros e principalmente, quando os professores dos métodos estão alinhados nas práticas. Este é, provavelmente, o ponto que mais fará a diferença neste cenário. Por isso, treine sempre com a orientação de um bom profissional e principalmente, busque integrá-los em torno de seus objetivos. Conciliar Pilates e musculação exige isso.   Bons treinos!

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O plano de treino para emagrecimento é uma das bases para que você tenha melhores resultados. As bases para montar o seu, irei te passar neste artigo!   Você acorda, olha no espelho e não gosta do que está refletido nele. Decide que precisa, de uma vez por todas, emagrecer e ser mais saudável. Por onde você começa? Se a resposta não foi pelo plano de treino para emagrecimento, começou errado… No geral, as pessoas buscam sempre soluções rápidas, remédios ou dietas milagrosas. Sabe quantas tem sucesso com isso? Poucas, muito poucas. Se você quer reduzir sua gordura corporal, o primeiro ponto é a dieta, o segundo, é o plano de treino para emagrecimento.       Não adianta sair fazendo qualquer exercício, de qualquer forma. Você precisa de uma sequência de estímulos, que vai trazer o resultado que você espera. Plano de treino para emagrecimento, pode onde começo?   Basicamente, o plano de treino para emagrecimento tem um objetivo primordial: aumentar o gasto calórico total. Desta maneira, dentro do plano de treino para emagrecimento, precisamos pensar em qual será a atividade, ou quais delas, para otimizar o gasto calórico total. Desta maneira, para não entrar em questões técnicas de diferentes modalidades, vamos dividir os treinos para emagrecimento em duas partes: 1- Aeróbicos; 2- Resistidos.     Desta maneira, dentro do plano de treino para emagrecimento, devemos usar ou uma destes métodos, ou ambos combinados. Eu particularmente, sempre que possível, monto um plano de treino para emagrecimento com ambas as atividades. Gosto muito do resultado que a musculação, combinada com os exercícios aeróbicos, traz. Leia também: Por que seu treino de hipertrofia não dá resultado? Treinamento funcional emagrece mais do que musculação? Um guia de treino para iniciantes Mas cada caso é um caso. Depois de definir o método de treino, o plano de emagrecimento precisa entrar na parte prática. Por exemplo, podemos usar musculação ou treinamento funcional em um dia e aeróbico em outro. Ou então, intercalar ambos. Plano de treino para emagrecimento, alguns exemplos práticos Um plano de treino para emagrecimento precisa ser focado em exercícios e métodos que aumentem consideravelmente o gasto calórico. Para isso, usamos alguns pontos: Preferência por exercícios multiarticulares; Trabalho full body; Foco em aumentar o tempo total de tensão; Intervalos curtos de descanso; Execução e qualidade acima da carga. Estas são as bases para um bom plano de treino para emagrecimento. No geral, trabalha-se com pelo menos 4 treinos por semana. É lógico que é possível ter resultados com menos do que isso, mas 4 é o mais comum. Veja agora, um exemplo de treino para o emagrecimento: Treino A (Coxas e panturrilhas) Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Observações Avanço (passada) 3 1.       10 repetições 2.       Falha concêntrica 3.       Falha concêntrica   30 segundos Faça primeiramente um lado e depois o outro e só então descanse. Cadeira extensora 3 1.       15 repetições 2.       Drop-set 3.       Drop-set 30 segundos   Leg press 45° 4 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       Falha concêntrica 4.       Falha concêntrica   30 segundos   Stiff com halteres 4 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       Falha concêntrica 4.       Rest-pause 30 segundos   Agachamento sumô 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       Falha concêntrica   30 segundos   Flexão plantar no leg press 3 15 repetições 30 segundos   Corrida intervalada (HIIT)   Comece com uma caminhada de 5 minutos: Corra ou faça bike  em alta velocidade por 1 minuto; Caminhe por 1 minuto; Repita esta série 5 vezes; Caminhe por 5 minutos em ritmo lento.     Treino B   Exercício Séries Repetições Descanso Observações Abdominal combinado: infra+crunch 4 15 repetições 30 segundos Execute primeiro o abdominal infra e sem descanso, execute o abdominal normal Abdominal na bola 3 20 repetições 30 segundos   Prancha 3 20 segundos 30 segundos Contraia o abdômen durante todo o movimento Abdominal hipopressivo 3 30 segundos 30 segundos   Ponte estática 4 20 segundos 30 segundos   Extensão lombar no banco 3 15 repetições 30 segundos   Elevação frontal com halteres 3 15 repetições 30 segundos   Elevação frontal com halteres 3 15 repetições 30 segundos   Corrida intervalada (HIIT)   Comece com uma caminhada de 5 minutos: Corra ou faça bike  em alta velocidade por 1 minuto; Caminhe por 1 minuto; Repita esta série 5 vezes; Caminhe por 5 minutos em ritmo lento.       Treino C Exercício Séries Repetições Descanso Observações Supino reto com halteres 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos Contraia as escápulas Supino inclinado com halteres 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos Contraia as escápulas Tríceps Polia alta 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos   Puxada alta 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições 30 segundos   Puxada alta com pegada fechada 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos   Rosca direta com halteres 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos   Corrida intervalada (HIIT)   Comece com uma caminhada de 5 minutos: Corra ou faça bike  em alta velocidade por 1 minuto; Caminhe por 1 minuto; Repita esta série 5 vezes; Caminhe por 5 minutos em ritmo lento.     Treino D   Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Observações Leg Press 45° 4 1-      10 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica 4-      Rest-pause   30 segundos   Agachamento livre 3 1-      15 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica   30 segundos   Avanço (passada) 3 1-      Falha concêntrica 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica   30 segundos   Stiff 4 1-      10 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica 4-      Rest-pause 30 segundos Desça até um pouco abaixo do joelho apenas. Cadeira flexora   3 1-      10 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Drop-set 30 segundos   Flexão plantar no leg press 3 15 repetições 30 segundos       Este é um treino

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Quem nunca pesquisou, em sites no mínimo duvidosos, quantas calorias determinada atividade gasta? Provavelmente todos nós. Há uma certa fixação da mídia e dos produtores de conteúdo em geral, acerca da questão do gasto calórico. Não é para menos, o gasto calórico total de uma atividade, tem relação direta com o emagrecimento. Por isso, aumentar o gasto calórico na musculação é fundamental.       Mas de que forma podemos aumentá-lo no treino? Dentro do treino de musculação para emagrecimento, esta é uma das bases mais fundamentais! Antes de partirmos para as estratégias práticas, é importante entender a relação entre o aumento do gasto calórico na musculação, com o emagrecimento propriamente dito.   Leia também: Um guia de treino para iniciantes Aumentar o gasto calórico na musculação para que?   Por mais que haja pontos importantes relacionados ao emagrecimento, como aumento do metabolismo basal (acabar com o metabolismo lento no caso), aumentar o gasto energético (EPOC) e outros, o fator que é mais relevante para a musculação é o aumento do gasto calórico. Neste sentido, podemos trabalhar de diferentes formas, para trazer mais resultados para o emagrecimento, aplicando estratégias de musculação.   De que forma? Basicamente a musculação é um exercício anaeróbico, que vai ter como principal fonte energética o glicogênio. Porém, isso não significa que a musculação não seja interessante para otimizar o gasto energético e com isso, gerar emagrecimento. Basicamente, buscamos aumentar o gasto calórico na musculação para gerar uma reação de aumento da atividade metabólica. Isso pode ser pensado para o emagrecimento, bem como para a melhora da definição muscular. Ainda podemos pensar em aumentar o gasto calórico na musculação para a melhora do condicionamento físico. Em casos de preparação física, isso é muito interessante. Formas de aumentar o gasto calórico na musculação 1- Aumentando o volume total de treinamento Há uma confusão muito grande entre volume e intensidade. Aumentar o volume de treino, não necessariamente significa treinar mais tempo. É possível, por exemplo, aumentar o volume de treinamento ao reduzir o intervalo de descanso entre as séries, ou fazer mais séries combinadas. Para aumentar o gasto calórico, é interessante termos mais volume de treino. Fazer mais séries, com intervalos mais curtos, por exemplo. Isso tudo, sem exagerar, é óbvio. É possível ter um treino com volume alto, mas que não passe de 40 minutos de tempo total, por exemplo. 2- Aumente o tempo total de tensão   O tempo total de tensão está diretamente ligado ao item 1. Se você reduzir o tempo de treino que está sem estimular seus músculos, terá um aumento no gasto calórico. Fazer movimentos com mais repetições, exercícios sequenciais e pouco intervalo de descanso vai aumentar consideravelmente o tempo de tensão. O que isso produz no corpo? Simples, aumentamos consideravelmente a demanda energética. Com isso, trabalhamos com mais unidades motoras e chegamos em um estado de fadiga mais avançada. 3- Treine força   Além dos sistemas citados acima, treinar força também é uma forma de aumentar o gasto calórico na musculação. Como fazer isso? Trabalhe com cargas mais altas, menos repetições (pode oscilar de 4 a 8 repetições, geralmente), com movimentos mais amplos.   Leia também: Treinamento funcional emagrece mais do que musculação?   Desta maneira, estaremos trabalhando com um estímulo diferente do que usamos nos exemplos citados acima. Além disso, ainda estaremos melhorando o fortalecimento de uma forma mais generalizada, o que é ótimo para a funcionalidade. 4- Prefira exercícios mais generalistas Os exercícios generalistas não são a única coisa da musculação, como pregam algumas pessoas. Mas para o aumento do gasto calórico, é natural que eles sejam muito mais eficientes. Basicamente, os movimentos com mais articulações envolvidas, como agachamento, supino, levantamento terra, puxadas e outros, vão solicitar mais energia. Mais energia é igual a mais calorias gastas. 5- Treine   Muitas pessoas ficam buscando a fórmula mágica, o exercício que vai resolver tudo. Se você treinar com uma qualidade mínima, bem orientado e pelo menos 4 vezes na semana, vai aumentar o gasto calórico. Não tem escapatória. A não ser que você seja um avançado, que precisa mudar de estratégias por que está em um platô, treinar é o mais importante. Ser consistente, treinar sempre e com inteligência é o que faz a real diferença em seus resultados. Aumentar o gasto calórico na musculação é um desafio para muitas pessoas. Porém, nada que um treino inteligente, bem montado e pensado, não possa resolver.   Se você quer treinar de forma inteligente, adquira minha consultoria online fitness!

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Pilates e musculação são modalidades distintas que trabalham o corpo com estímulos diferentes. Seus objetivos são definidos de acordo com avaliação, desejo do cliente/paciente e/ou alguma disfunção ou patologia. A associação do Pilates com a musculação é muito interessante. Um pode complementar o outro, trazendo grandes benefícios e muita mais saúde, qualidade de vida e disposição.     Pilates e musculação, um complementando o outro!   A maioria das pessoas que buscam a musculação em si, objetivam ganho de força e hipertrofia muscular. Porém, ela é fantástica para o emagrecimento, melhora do aspecto físico e prevenção de lesões e doenças com acompanhamento de um profissional. Já quem procura Pilates, normalmente, além do ganho de força, flexibilidade, melhora da postura, concentração e respiração, prioriza a qualidade de vida, prevenção de doenças ou ainda, possui alguma doença ou distúrbio já instalado (neste último caso, sempre com orientação de fisioterapeuta). Benefícios do Pilates   O método Pilates foi desenvolvido por Joseph Pilates na década de 20. Inicialmente era chamado de contrologia. Esse método se baseia em exercícios lentos, rítmicos e controlados, associados ao controle da respiração. Desta forma, utiliza o corpo e a mente na perfeita execução do movimento e no controle consciente da musculatura utilizada. Possui princípios utilizados em todos os exercícios realizados, que são: Centralização; Concentração; Fluidez Precisão; Controle; Respiração. Estes, associados permitirão que no decorrer das aulas ou sessões, o domínio do controle corporal, equilíbrio e respiração. O método pode ser feito tanto apenas no solo, utilizando-se de acessórios para dificultar os movimentos, denominado MAT Pilates, quanto em aparelhos como Reformer, Cadillac, Ladder Barrel e Step Chair, que possuem molas de diferentes tensões (podem servir tanto para auxiliar um movimento quanto para dificultar o mesmo) e são especialmente equipados para o Pilates. Existe uma gama imensa de possíveis exercícios e movimentos a serem realizados, seja no solo ou em aparelhos. Além disso, o Pilates traz exercícios que permitem trabalhar força, flexibilidade e equilíbrio em um mesmo exercício, o que o torna desafiador e intensifica o estímulo da conexão corpo e mente. No decorrer das sessões haverá um aumento na dificuldade dos movimentos. Conforme os alunos/pacientes forem adquirindo força, equilíbrio e flexibilidade e melhorarem a execução dos movimentos. Isso tudo, claro, sempre priorizando a individualidade, condicionamento e limitação de cada pessoa.     Musculação integrada ao Pilates   Sabe-se que na musculação existe diversas formas de periodicidade e treinos. Mas de maneira geral, há algumas séries de várias repetições e a cadência da execução dos movimentos normalmente é mais rápida. Já no Pilates, há poucas repetições de um mesmo exercício que pode ser combinado ou não (sequência de movimentos), de forma lenta e graduada, priorizando a concentração e contração consciente da musculatura envolvida no movimento. Essa diferença permite estímulos diferentes aos músculos e a toda estrutura corporal. Fornece resultados em conjunto que só serão possíveis com a combinação Pilates e musculação. O Pilates é muito amplo e, ao contrário do que muitos pensam, não é só alongamento ou melhora da flexibilidade. Mas o alongamento é uma parte essencial e de extrema importância. Ele é fundamental para o bem-estar corporal, prevenção de lesões, mobilidade muscular.    Leia também: Treinamento funcional emagrece mais do que musculação?     Se combinado com a musculação, para melhorar o aporte sanguíneo e aumentar a elasticidade muscular, deixando esse músculo preparado para a hipertrofia. A flexibilidade, que é a capacidade de executar um determinado movimento de forma voluntária. Isso, tendo como base os padrões de amplitude angular máxima sem gerar lesão. Esta qualidade que o alongamento melhora, que é o meio para aumentar a flexibilidade, é trabalhada tanto na musculação quanto no Pilates. Neste último, sendo trabalhado de forma mais intensa, focal e constante. Além disso, melhora da postura, coordenação motora e da consciência corporal ao realizar os movimentos também são quesitos muito trabalhados no Pilates. Estes podem trazer muito mais facilidade na realização dos exercícios de musculação e benefícios como a ativação correta da musculatura a ser trabalhada. Importante deixar claro que o pilates fortalece e tonifica o músculo, mas não causa hipertrofia. Também não emagrece, mas auxilia na perda de peso e medidas e potencializa o gasto calórico quando associado à musculação.   Pilates como prevenção de lesão na musculação   Entre todos os quesitos citados, o método Pilates atua fortemente na prevenção de lesão. Seja na musculação, seja  em casa, nas atividades diárias. Todas as estruturas corporais são ativadas durante a sessão do método. Desde articulações até tendões e fáscias. Várias qualidades físicas são trabalhadas em conjunto o que permite uma adaptação neural do movimento. A importância da propriocepção   A propriocepção é altamente trabalhada neste método. Ela se baseia em nossa percepção do nosso próprio corpo, consciência da postura, do movimento, alterações de equilíbrio, de movimento e da posição articular. Ela é extremamente importante para prevenção de lesões, pois atua a partir de receptores sensoriais como uma conexão direta entre o movimento e o Sistema Nervoso Central. Tem a ver com o entendimento do nosso cérebro acerca do movimento que estamos realizando para que ele possa realizar ajustes corporais que possibilitem a execução correta do mesmo. Juntamente com força, flexibilidade, equilíbrio, consciência corporal, e coordenação motora, a propriocepção é estimulada de diversas formas no Pilates.   Leia também: Liberação miofascial, o que é e quais as suas indicações?   Isso tudo, associado, faz com que nosso corpo e nosso cérebro se adapte melhor. Esta adaptação, natural e correta, com foco nos diferentes movimentos. Com isso, prevenindo e amenizando assim dores e lesões como distensões, estiramentos, rompimentos de tendões ou ligamentos, luxações, até tendinites e artroses. Assim é possível, ao unir o Pilates com a musculação, associar duas técnicas que trazem grandes benefícios à sua saúde e ao corpo.  Vale ressaltar que a musculação e o pilates não devem ser feitos no mesmo dia. O cenário ideal é utilizá-los em dias alternados para não sobrecarregar nenhuma estrutura corporal. Ambas atividades físicas devem ser direcionadas de acordo com o objetivo do aluno/paciente e, se possível,

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Nosso corpo sempre busca o equilíbrio. Chamamos esse equilíbrio de homeostase. Quando um estímulo quebra essa homeostase de forma controlada e repetida, o corpo entra em um processo adaptativo. Esse processo é a base de um fenômeno chamado supercompensação. A supercompensação é o mecanismo por trás da síndrome de adaptação geral, e é também a razão técnica por trás de um princípio que defendo na minha consultoria: dor não é motivo para parar de treinar, é motivo para ajustar a carga. Isso vale tanto para quem treina sem nenhuma queixa quanto para quem lida com artrose, condromalácia patelar ou hérnia de disco. O que é supercompensação? Veja a imagem abaixo antes de continuar. Quando você treina, gera um processo de exaustão e quebra de homeostase. O corpo precisa recuperar tanto as vias energéticas quanto as estruturas físicas envolvidas no esforço: fibras musculares, tendões, cartilagem, sistema nervoso. Nas horas seguintes ao treino, o corpo entra em um processo acelerado de regeneração, porque o objetivo biológico é retomar a homeostase o mais rápido possível. A duração dessa fase varia de acordo com a intensidade do estímulo e com o tecido envolvido, o que é um ponto central e pouco discutido, como veremos adiante. O corpo não apenas repõe o que foi gasto. Para se adaptar de forma mais eficiente a um estímulo semelhante no futuro, ele recupera as estruturas em um nível levemente acima do que estava antes do treino. Se um novo estímulo chegar exatamente no topo dessa curva, o resultado é desenvolvimento otimizado. Se o estímulo não chegar, o corpo retorna gradualmente ao nível anterior, e o ganho daquele ciclo se perde. Esse equilíbrio entre estímulo e recuperação é o motivo pelo qual periodização não é um detalhe técnico, é a estrutura que sustenta qualquer progresso real, seja na periodização para musculação, seja em qualquer outro objetivo de treino. A supercompensação também não é igual para todo mundo nem para todo tecido. Ela depende de fatores como sono, alimentação, histórico de treino, nível de condicionamento e, algo que normalmente fica de fora dessa discussão, o tipo de estrutura que está sendo estimulada. Supercompensação em quem tem dor articular ou lesão Aqui está o ponto que normalmente não aparece quando se fala de supercompensação, e é exatamente onde a maioria dos treinos genéricos falha em pessoas com dor no joelho, ombro, coluna ou qualquer outra articulação comprometida. Tecidos diferentes se recuperam em velocidades diferentes. O sistema energético se repõe em horas. O tecido muscular, em um a três dias, dependendo da intensidade. Já tendão e cartilagem têm metabolismo muito mais lento, porque recebem menos irrigação sanguínea direta. Isso significa que a curva de supercompensação de um tendão ou de uma superfície articular não acompanha o mesmo ritmo da curva muscular. Isso explica tecnicamente por que duas abordagens comuns costumam falhar: Parar completamente de treinar a região dolorida interrompe o estímulo antes que a estrutura receba a carga necessária para se adaptar. Sem esse estímulo, não há supercompensação, e a estrutura tende a ficar mais frágil, não mais protegida. Insistir na mesma carga e no mesmo volume de antes, ignorando a dor, aplica um novo estímulo antes que o tecido conjuntivo tenha completado seu ciclo de recuperação, o que gera acúmulo de estresse mecânico em vez de adaptação. A alternativa tecnicamente correta é a que sustenta o trabalho que faço na consultoria online: ajustar variáveis de treino (volume, amplitude, velocidade, tipo de contração) para manter o estímulo dentro de uma faixa que respeite o tempo de recuperação da estrutura comprometida, sem eliminar o movimento. É esse raciocínio clínico funcional que aplico na progressão de carga de cada um dos mais de 1.200 alunos que já acompanhei, independentemente de qual seja a articulação comprometida. Como usar a supercompensação de forma inteligente no seu treino A supercompensação não é exclusiva da musculação. Qualquer prática física, incluindo corrida, depende do mesmo princípio, como já expliquei no artigo sobre periodização para corrida de rua. Ela também não se comporta de forma linear. O sistema bioenergético se recupera em horas. Músculos, tendões e sistema nervoso central podem levar vários dias. Isso significa que planejar treino olhando só para o cansaço percebido é insuficiente, principalmente quando há uma articulação comprometida na equação. Como aplicar isso na prática O primeiro passo é ter uma periodização estruturada. Sem ela, não há como estimar em que ponto da curva de supercompensação você está. O segundo é considerar o histórico de treino, a condição articular atual e a rotina de sono e alimentação da pessoa. Um iniciante recupera em ritmo diferente de alguém treinado há anos, e uma pessoa com tendinopatia ou artrose recupera em ritmo diferente de alguém sem histórico de dor. Por isso, ajustar a carga com base em dor, mobilidade e resposta ao treino anterior, e não apenas em uma ficha fixa, é o que permite progressão real sem agravar o quadro. Perguntas frequentes Supercompensação funciona para quem tem lesão ou dor articular? Sim, o princípio é o mesmo, mas a janela de recuperação muda. Tecido conjuntivo (tendão, cartilagem) responde mais devagar que o músculo, então a progressão de carga precisa ser mais conservadora e monitorada. Quanto tempo dura a fase de recuperação em quem tem dor crônica? Varia de pessoa para pessoa e de estrutura para estrutura, mas costuma ser mais longa do que a recuperação muscular padrão. Por isso o acompanhamento individualizado é o que define se o treino vai gerar adaptação ou vai gerar mais desgaste. Treinar com dor atrapalha a supercompensação? Depende do tipo e da intensidade da dor. Dor como sinal de sobrecarga aguda exige ajuste imediato. Dor como resposta esperada ao estímulo, dentro de limites seguros, faz parte do processo adaptativo. Diferenciar uma da outra é o que o acompanhamento técnico resolve. Se você treina, sente dor articular e nunca teve clareza sobre como ajustar a carga sem parar de treinar, é exatamente esse o problema que a consultoria resolve. Conheça a consultoria online.

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