Entre as várias contribuições que o treinamento desportivo trouxe para as pessoas ditas “normais”, o treinamento intervalado é uma das mais eficientes, seja no controle do peso, seja na melhora substancial do condicionamento físico. Este tipo de treinamento sempre foi muito utilizado nas mais diversas provas do atletismo, principalmente nas provas de meio fundo e fundo (com distâncias de pelo menos 5 km). Outros esportes como a natação e o ciclismo também usam métodos parecidos com este para a melhora do condicionamento.   Até aí tudo bem, afinal melhorar o condicionamento físico usando um método já conhecido é algo normal. Porém, a alguns anos atrás a utilização deste treinamento para pessoas que queiram perder peso e diminuir as reservas adiposas vem ganhando muita força e com isso inúmeros estudos científicos foram feitos para analisar sua eficácia.     Pesquisas que comprovam a efetividade do treinamento intervalado   Neste contexto, McArdle e colaboradores (1991) diz que os processos aeróbios do corpo humano, ao receberem o estímulo do treinamento intervalado tem um aumento considerável da capacidade celular de sustentar taxas mais altas de transferência de energia aeróbia em relação aos esforços de intensidade mais elevada. Ou seja, com o treinamento intervalado não apenas o sistema aeróbico melhora substancialmente, como o metabolismo fica bem mais acelerado.   Outra pesquisa, desta vez de Trapp e colaboradores (2008), onde estes fizeram um experimento para verificar os efeitos de 3 tipos diferentes de exercício aeróbico (controle x intervalado de alta intensidade x contínuo) onde o treinamento era feito em 3 sessões por semana e usavam os seguintes parâmetros:   O grupo de controle não executou exercícios durante as 15 semanas em que o experimento aconteceu. O grupo que fazia parte do intervalado de alta intensidade, fez 20 minutos de bicicleta, onde 8 minutos eram em velocidade máxima de cada participante e 12 minutos de recuperação ativa em baixa intensidade, caracterizando um exercício intervalado de uma intensidade elevada. E o grupo do exercício contínuo fez 40 minutos de bicicleta utilizando cerca de 60% do Vo2 Máx. Ao fim das 12 semanas, o resultado do estudo foi uma perda de aproximadamente 10% da gordura corporal do grupo que fez o treinamento intervalado, enquanto o exercício contínuo teve uma perda menor que 5% no mesmo período. O grupo controle não apresentou perdas significativas. Com isso fica claro que o treinamento intervalado é mais eficiente na perda de gordura corporal do que o intermitente.     Com funciona o treinamento intervalado?   De forma geral, o treinamento intervalado é muito próximo do HIIT. A diferença do treinamento intervalado para o HIIT é que no primeiro, não há a necessidade de este ser sempre em alta intensidade. Existem treinamentos intervalados que são feitos com mais volume (por exemplo, tiros de 1 ou 2 km).     Além disso, o treinamento intervalado é muito usado no treinamento desportivo em geral. Porém, se formos pegar a essência, o treinamento intervalado é muito parecido com o HIIT.   Ele se baseia em períodos de intensidade ou volume, seguidos de breves intervalos de descanso. São infinitas as possibilidades de trabalho com este método. Desde períodos de altíssima intensidade, seguidos de intervalos curtos, até divisões mais volumosas, com mais descanso entre as séries.   Veja um exemplo de treinamento intervalado feito em pista de atletismo, muito indicado para o aumento da velocidade e melhora do Vo2 máximo:   Aquecimento: corrida leve de 1 km. Parte principal: 12 tiros de 400 metros (meia pista) com 200 metros (1/4 de pista) de descanso ativo (caminhando). Caminhada leve de 1 km.   Este é um exemplo de treino muito usado por atletas de médias distancias, que precisam mesclar velocidade e resistência. Mas pode ser aplicado, sem o menor problema, em pessoas que visam melhorar sua resistência ou emagrecer!   Lógico que o treinamento apresentado no estudo é muito difícil para pessoas destreinadas, e também temos de levar em conta a alimentação, pois se esta não for equilibrada, os resultados ficam bastante prejudicados.   O que fica claro, é que a alternância de intensidade, que acaba mantendo os batimentos cardíacos mais elevados e consequentemente o metabolismo todo mais acelerado durante e depois do exercício, promovendo uma maior queima calórica. Quem está iniciando uma atividade e não possui um condicionamento muito bom, pode alternar corrida com caminhada, ou até mesmo uma caminhada mais rápida com caminhada mais lenta.     Somente alguns cuidados devem ser tomados, como por exemplo, aquecer antes e desaquecer ao fim do exercício. Pode ser uma caminhada, trote ou qualquer outro exercício mais leve. No final, não pare bruscamente, para evitar um mal-estar decorrente da intensidade elevada. Fora isso, basta escolher qual atividade aeróbica faz mais a sua cabeça e fazer o treinamento intervalado pelo menos 3 vezes por semana.     Referências   Trapp, EG. et.al. The effects of high-intensity intermittent exercise training on fat loss and fasting insulin levels of young women. Faculty of Medicine, University of New South Wales, Sydney, 2008.

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Durante muito tempo, a grande maioria das pessoas realizou treinos com repetições definidas previamente, que geralmente ficavam entre 10 e 15 repetições. Porém, como todos nós já sabemos, cada indivíduo tem suas especificidades. Com isso, determinar um número que fosse capaz de conseguir impor a sobrecarga necessária para a hipertrofia, principalmente em indivíduos bem treinados, que já passaram por todas as fases adaptativas do treino em sua fase inicial. Neste sentido, o método da falha concêntrica foi amplamente estudado e hoje sabemos, através de inúmeros estudos, que ele é um dos mais eficientes para quem visa a hipertrofia> mas ele deve ser usado da maneira correta.     Para que você entenda a explicação científica da falha concêntrica ser tão eficiente, precisamos entender os mecanismos que geram a hipertrofia.   Falha concêntrica e hipertrofia, explicação fisiológica   Basicamente, para que ocorra a hipertrofia, você vai precisar de uma série de fatores. Mas resumidamente, o treino resistido causa microleões no tecido muscular, através de seguidas contrações musculares. Assim, as reservas de ATP, creatina e glicogênio são usadas em larga escala. Depois do treino, com a alimentação equilibrada e com o descanso, temos a cicatrização destas microlesões. Este é um processo adaptativo que vai aumentando o tamanho e a eficiência em gerar força das fibras musculares. Resumindo um fenômeno gigantesco em poucas palavras é isso. A Falha concêntrica é uma das formas de otimizar este processo! Por isso, no que se refere ao treino resistido, você precisa “lesionar” ao máximo suas fibras musculares, através dos exercícios, que devem usar o máximo possível de suas reservas energéticas. Por isso, determinar um número de repetições que conseguisse tal feito, sem que ocorresse prejuízo na execução, seria praticamente impossível. Basicamente, nossas contrações dinâmicas (isotônicas) se dividem em duas: – Concêntricas: quando o movimento vence a resistência, ou seja, quando deslocamos um peso; – Excêntricas: quando o movimento é vencido pela resistência; No caso das contrações concêntricas, estas chegam a falha neurológica (quando o músculo recebe o estímulo do cérebro mas não consegue mais contrair, devido a inúmeros fatores) acontece bem antes da falha excêntrica. Portanto, o método da falha concêntrica se baseia em um indicativo de perda de potencial contrátil temporário. O potencial da fase excêntrica é menor do que da excêntrica, sendo que esta chega a fadiga mais rapidamente. De uma maneira geral, a falha concêntrica ocorre quando o cérebro envia mensagens aos receptores musculares de que não há mais segurança em continuar o movimento. Com isso, os músculos literalmente “travam”.   Estudos científicos sobre a falha concêntrica   Usar aqui todos os estudos acerca da falha, tornaria este artigo extremamente extenso. Por isso, vou citar um artigo bastante interessante de Silva (2005) que visava verificar o aumento do tamanho das fibras musculares do bíceps, após 12 sessões de treinamento visando a falha concêntrica. Para este estudo foram usados 12 voluntários, bem treinados e com controle nutricional. Estes, realizaram treinos 2 vezes por semana para o referido músculo, com 3 exercícios compostos por 4 séries, sendo que apenas nas últimas duas se usava 90% de 1RM, visando a falha concêntrica. Após as 12 semanas, se verificou um aumento percentual de 12% no tamanho das fibras musculares do bíceps. Em um estudo de Gentil (2008) foram avaliados diferentes métodos de treinamento de força, para avaliar a influência no lactato sanguíneo (indicador de hipertrofia). Para isso, foram utilizados 7 homens treinados recreacionalmente, para verificar quais métodos eram mais eficientes. Foram testados os métodos de treinamento de força: – 10RM; -Superlento; – Isométrico funcional; – Oclusão vascular adaptada; – 6RM; – Repetições forçadas; – Séries descendentes; Com exceção do método isométrico funcional, todos os outros eram feitos até a falha concêntrica. Justamente o que não utilizava a falha concêntrica, foi o que produziu os piores resultados. O método de 6 RM e de séries descendentes foram os que melhores resultados apresentaram. Falha concêntrica, dicas de como usar ela em seu treino   Um treino que vise a falha concêntrica pode ser feito de inúmeras formas e vai depender do nível de treinamento de cada um e principalmente, dos objetivos de cada pessoa. Para exemplificar, imagine um treinamento de bíceps, onde se inicia o treino com o exercício de rosca direta com barra reta. Estipula-se inicialmente 4 séries, sendo que apenas nas duas últimas vai se buscar a falha concêntrica. Assim, as duas primeiras séries são feitas com um pouco menos de carga e o praticante, ao sentir que vai atingir a falha concêntrica, para o exercício no mesmo instante. Isto serve para preparar o músculo e principalmente, para fadigar o músculo e usar boa parte das reservas energéticas.   Nas duas últimas séries, se aumenta a carga e executam-se os exercícios até a falha concêntrica, que é o momento em que não se consegue mais executar nenhuma repetição sem ajuda. É possível fazer treinos onde todas as repetições visem a falha, mas na grande maioria dos casos, este tipo de treino não é muito eficiente. Além disso, métodos como o Drop-set, também buscam a falha concêntrica e a completa depleção das reservas energéticas. Todos os exercícios podem ser feitos até a falha concêntrica, desde que isto seja feito baseado em um planejamento prévio e com os objetivos em foco. Veja agora algumas dicas de como inserir a falha concêntrica em seu treino – Inicie com apenas algumas séries até a falha concêntrica: Como a periodização sempre é montada de acordo com a inter-relação entre volume e intensidade, deve-se evitar um treino inteiro baseado na falha concêntrica nos períodos iniciais. Um iniciante pode não ter benefícios tão visíveis quanto uma pessoa bem treinada. Iniciando com algumas séries e aumentando aos poucos, é possível conseguir um processo adaptativo melhor. – Reduza o volume de treino O método da falha concêntrica é bastante intenso. Como a intensidade é inversamente proporcional ao volume, você não conseguirá ter um treino longo usando de verdade este método. Por isso, o treinar até a falha concêntrica precisa ser feito com cuidado e método! – Estabeleça um parâmetro para a falha concêntrica A falha

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Emagrecer ou melhorar sua definição muscular com um treino rápido. Esta é a principal promessa do HIIT (High-intensity interval training ou treinamento intervalado de alta intensidade), o método que virou “moda” nos últimos tempos. São inúmeros os benefícios de sua utilização. Ele vem sendo tido como uma das principais estratégias para o emagrecimento.   Basicamente, o treino HIIT nada mais é do que um treinamento intervalado, algo usado de forma massiva no treinamento desportivo. Como ele aumenta o Vo2 máximo, melhora a questão da vascularização, entre outros benefícios, começou-se a observar suas vantagens para o público geral. Porém, como todas as modalidades que se tornam populares, há muitos erros conceituais e metodológicos sendo praticados. Com isso, perde-se a oportunidade de alcançar melhores resultados e temos O método HIIT não é um método que tenha um sistema pré-determinado.   Conheça minha consultoria online, clicando na imagem abaixo!   Como são exercícios feitos em alta intensidade, temos uma sessão de treinamento mais curta.  Então se você espera um treininho simples e “fácil”, não é no HIIT que você conseguir encontra-lo! Porém, da mesma maneira que você terá uma alta intensidade, que dificulta o treino, terá em proporção, bons resultados. Principalmente, se estivermos falando de emagrecimento ou definição muscular. O treino aeróbico de baixa intensidade não é dos mais eficientes para emagrecer. Pelo menos não em longo prazo, sem um devido aumento da intensidade e da carga de trabalho. Já falei sobre isso neste artigo sobre caminhada.   Com um ganho de popularidade muito grande nos últimos tempos, o HIIT é muitas vezes interpretado e aplicado da forma errada. Mas antes de falarmos disso, vamos falar dos estudos que envolvem o HIIT!     Estudos sobre o HIIT!   É importante entender que o HIIT é um método e que dentro dele, temos diferentes protocolos (Tabata, Giballa, fartleck e outros). Neste caso, é muito importante entender que ele envolve muitas variáveis. Em um estudo apresentado no American College of Sports Medicine, um grupo de pesquisadores mostrou que os indivíduos que seguiram o HIIT como método de treino, tinham uma queima calórica de 10% a mais durante as 24 horas seguintes do final do treino. Isso, quando estes foram comparados com pessoas que realizam o exercício aeróbico contínuo.       Um estudo parecido, da Laval University indicou uma diminuição da gordura corporal com o treinamento de HIIT. O estudo também mostrou uma melhora da capacidade das fibras musculares em utilizar lipídios como fonte energética.   Se formos mais afundo na literatura, há uma infinidade de estudos. Alguns fracos, outros muito bons. Em alguns deles encontramos uma unanimidade em relação ao maior potencial do HIIT para o emagrecimento. Em outros, temos alguns pontos ainda controversos.   O HIIT é uma estratégia, que quando aplicado adequadamente, traz benefícios fantásticos para o praticante.   Veja agora como fazer o HIIT!     Como fazer o HIIT?   O HIIT tem um funcionamento simples: períodos de alta intensidade, seguidos de breve descanso. Repete-se este ciclo por um determinado número de séries. Como a recuperação é no geral, muito mais curta do que os períodos de alta intensidade, temos um exercício com um grau de dificuldade mais elevado. Falei mais sobre este assunto neste vídeo:     O HIIT pode tanto ser feito com exercícios cíclicos, como corrida, pular corda, bicicleta ou natação, como com movimentos calistênicos e resistidos. Estes últimos, devem ser aplicados com mais cuidado, pois envolvem ainda mais variáveis. Além disso, os métodos que a ciência mais estuda, são aqueles relacionados a atividades cíclicas (protocolos como Tabata ou Giballa, foram feitos com bicicleta).   Para ficar mais claro, vou dar um exemplo de treino HIIT:   – Inicie com uma caminhada leve de 5 minutos;   – Faça 6 tiros de 1 minuto em alta intensidade, seguidos de 30 segundos de descanso.   – Caminhe por mais 5 minutos.   Esta é uma pequena amostra de como fazer o HIIT, mas que pode ser usada de milhares de formas diferentes. Aqui, o talento e conhecimento do treinador é fundamental! Adequar as variáveis de acordo com as potencialidades do aluno, é um ponto chave!   Como fazer o HIIT corretamente     Dicas e receitas para fazer o HIIT, muitos sabem. Como usá-lo corretamente, que é o grande desafio. A intensidade é dada de diversas formas. Tomando como referência os exercícios cíclicos, temos como base a velocidade e a resistência.   Pense no mais básico dos exercícios, a corrida. O HIIT pode ser feito com aumento da velocidade, ou com aumento da inclinação. Cada caso, terá uma repercussão fisiológica diferente no organismo. A carga de trabalho muda. Mas para alguns especialistas “basta correr no máximo”. Ledo engano.   A intensidade precisa ser pautada em alguma variável. Geralmente, usamos o Vo2 máximo para calcular as cargas de trabalho no HIIT. Porém, em alguns casos, quando isso não é possível, usamos algumas escalas de esforço subjetivo.   Mas isso é bastante complexo e dá um artigo diferente (me cobrem para fazer isso).   O que quero deixar claro é que fazer o HIIT corretamente não é pegar um protocolo pronto e aplica-lo de qualquer forma. Há muita coisa envolvida.   Adequar a intensidade é fundamental!   Neste caso, é fundamental a periodização. A intensidade está diretamente ligada ao nível de condicionamento de cada um. Um iniciante pode alcançar uma intensidade alta, em um exercício simples e “leve”.   Por isso, me preocupa essa “febre” de que o HIIT pode ser aplicado de qualquer forma, com alguns exercícios que mais lembram um circo.       HIIT é bom para qualquer pessoa?     Sim, não e depende. Como assim?   Pense comigo, agachamento é bom? Sim, é. Para alguém com condromalácia patelar? Não é…   O mesmo vale para o HIIT!   Ele é útil, mas não pode ser aplicado de qualquer forma, sem um controle ou periodização. Vou dar um exemplo mais prático. Trabalho com o HIIT sob a ótica do aumento do Vo2 Máximo e

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Sempre que vejo algum novo “guru” que dá “dicas” de musculação, sem ter formação, sem conhecer os mínimos rudimentos da ciência, muita coisa me veem a cabeça. Fico pensando em quanta coisa, quantos conceitos, ele não conhece. Tanta coisa, que mesmo um profissional capacitado, fica em dúvida muitas vezes. Imagine um leigo. Um deste conceitos, que geralmente desmonta muitos “experts” ou pessoas “com prática” é a Insuficiência ativa e sua relação com a musculação Um conceito fundamental, oriundo da cinesiologia. Entender o que é a insuficiência ativa e de que forma ela atua em seu treino de musculação, é fundamental para otimizar os resultados. Sem saber isso, cometemos erros básicos. Está vendo como treino é algo sério? Vamos entender agora o que é insuficiência ativa!   O que é insuficiência ativa?   Nossos músculos tem uma relação direta com a posição de nossas articulações. De acordo com determinadas posições, temos mais ou menos trabalho muscular. De forma geral, isso envolve fatores complexos, como aproximação de origem e inserção, trabalho em determinados ângulos. Ao fenômeno em que ocorre uma perda parcial da capacidade de contração de músculos em determinadas posições, damos o nome de insuficiência ativa. Em termos menos técnicos, de acordo com alguns posicionamentos de articulações, temos menos efetividade em alguns músculos que deveriam ser o motor primário. Desta maneira, ocorrem compensações musculares para que haja o movimento. Mas isso ocorre com todos os músculos?   Saiba mais sobre a Consultoria Online Fitness, clicando na imagem abaixo!     De forma geral, a insuficiência ativa ocorre particularmente em músculos biarticulares. Nos músculos que não são biarticulares, ela ocorre em uma proporção muito menor e na maioria dos casos, é insignificante. Menezes (2011) afirma que a insuficiência ativa é quando ocorre a aproximação da origem e inserção de músculos biarticulares, a tal ponto, que estes perdem parte de sua capacidade de contração. De forma geral, alguns músculos, perdem grande parte de sua capacidade de contração, quando as articulações se encontram em determinadas posições. Veja agora, quais os principais músculos sofrem insuficiência ativa!   Quais músculos sofrem insuficiência ativa?   Este é o fator mais importante de estar compreendido ao final deste texto. Alguns dos principais músculos que sofrem insuficiência ativa, são utilizados fortemente na musculação. Veja alguns deles!   Insuficiência ativa no bíceps braquial:   O bíceps braquial é um músculo biarticular, pois passa por cotovelo e ombro. Toda vez que o ombro entra em flexão, temos uma insuficiência ativa no bíceps. Desta maneira, quanto maior a flexão, maior será a insuficiência ativa. Neste caso, movimentos como a rosca scoot e o bíceps na polia alta, acabam tendo uma ação muito mais forte no braquial. Insuficiência ativa no tríceps braquial: O tríceps não é completamente biarticular, apenas a sua porção longa. Desta maneira, em movimentos que envolve extensão do ombro, acabam fazendo com que esta porção entre em insuficienca ativa. Movimentos como o tríceps patada e o tríceps banco (mergulho), fazem com que haja insuficiência ativa nesta porção.   Insuficiência ativa no quadríceps:   No quadríceps, apenas o reto femoral sofre insuficiência ativa. Desta maneira, nos movimentos em que ocorre uma flexão de quadril. Neste caso, movimentos com o quadril mais flexionado, tem um potencial contrátil maior nos demais músculos do quadríceps.   Insuficiência ativa nos isquiotibiais:   Todos os músculos que compõe os isquiotibiais sofrem insuficiência ativa, desde que ocorra, de forma conjunta, uma flexão de quadril e de joelhos, combinada. Isso acontece, por exemplo, quando realizamos o stiff com os joelhos fletidos. Insuficiência ativa nos gastrocnemios:   Os gastrocnemios, sofrem insuficiência ativa quando temos uma flexão de joelhos. Assim como já mostrei neste artigo sobre treino de hipertrofia para panturrilhas, em movimentos com os joelhos estendidos, temos uma ação muscular mais intensa neste músculo.   Existem outros músculos que sofrem também insuficiência ativa. Veja agora como fazer com que a insuficiência ativa não atrapalhe seus treinos!   Insuficiência ativa e musculação, como evitar que ela atrapalhe seus treinos?   As pessoas que são fãs de alguns exercícios, podem ter dificuldades em lidar com alguns pontos aqui apresentados. Quando falo que a rosca scoot gera insuficiência ativa no bíceps, não quer dizer que náo há contração neste músculo. Isso significa que há menos contração e consequentemente, menos qualidade. Devemos tirar estes movimentos do treino? Não! Sempre que um exercício faz com que tenhamos insuficiência ativa, outros assumem o papel de motores primários. Usando ainda o exemplo da rosca scoot, ela é fantástica para fortalecer e hipertrofiar o braquial. Em todos os demais movimentos, há situações muito parecidas. Desta maneira, a insuficiência ativa, quando usada de forma inteligente e para corrigir determinados problemas, pode ser positiva. Resumindo tudo o que foi escrito aqui, com um treinador que conheça o básico (sim, isso é básico!) de cinesiologia, seu treino será muito mais eficiente. Para finalizar, já falei sobre este tema neste vídeo aqui! Bons treinos!    

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Muitas pessoas acreditam que sou evasivo em minhas respostas, pois sempre opto pelo depende. No treinamento físico, seja ele para fins estéticos, saúde ou rendimento, sempre temos muita coisa envolvida. Muita mesmo! Desta maneira, quanto mais as pessoas me perguntam qual o melhor exercício, mais eu respondo que depende. Com o treino de braços não seria diferente! Existem diferentes formas de estimularmos os músculos desta região, o que vai fazer com que tenhamos melhores ou piores resultados. Mas antes de falarmos disso, temos que entender como agem os músculos dos braços!   Treino de braços, começando pelo movimento dos músculos!   De forma geral, temos os seguintes músculos que compõe diretamente os braços: – Bíceps braquial; – Tríceps braquial; – Braquial; – Coracobraquial; Estes são os músculos que atuam diretamente no treino de braços. O bíceps braquial, o coracobraquial e o braquial, atuam no movimento de flexão do cotovelo. Já o tríceps braquial, atua no movimento de extensão do cotovelo. Aparentemente, o treino de braços tem uma certa limitação de movimentos, tendo em vista que temos poucas possibilidades de variações. Mas temos um fator que é determinante no treino de braços: o posicionamento dos ombros!   Posição dos ombros e sua influência no treino de braços   Tanto o bíceps braquial, quanto o tríceps braquial, são músculos que passam por mais de uma articulação, tendo como base sua origem e inserção. Neste sentido, temos o ombro e o cotovelo como estas articulações. Porém, tanto o bíceps braquial, quanto o tríceps, tem influência direta nos movimentos do cotovelo e em alguns particulares do ombro (mais como estabilizadores).     Neste sentido, graças a insuficiência ativa, o posicionamento dos ombros afeta diretamente o trabalho muscular destes dois músculos. O coracobraquial e o braquial, por serem menores e passarem por apenas uma articulação, não sofrem grandes graus de insuficiência ativa. Veja agora como estes músculos sofrem insuficiência ativa! Insuficiência ativa no Bíceps braquial   Quando temos uma flexão de ombro, aproximamos as extremidades do bíceps braquial e neste caso, temos um processo de insuficiência ativa. Movimentos como a rosca scoot ou o bíceps na polia alta, fazem com que tenhamos menos trabalho neste músculo. Observe que mencionei menos trabalho e não falta de trabalho! Desta maneira, estes movimentos acabam tendo como músculo mais solicitado, o braquial (principal flexor do cotovelo). Para otimizar o trabalho do bíceps braquial, temos que usar posições neutras do ombro, ou melhor ainda, em extensão. Neste sentido, a rosca direta no banco inclinado é um exemplo muito interessante para este objetivo!   Insuficiência ativa no tríceps braquial   De forma geral, apenas a porção longa do tríceps braquial sofre insuficiência ativa. Desta maneira, os movimentos que causam uma extensão do ombro, acabam tendo menor trabalho muscular nesta região. Exercícios como o tríceps banco (mergulho) ou o tríceps patada, tem uma menor solicitação da porção longa do tríceps. Isso não significa que eles precisem ser retirados de seu treino, apenas eles devem ser usados para os objetivos corretos.     Exercícios para o treino de braços   Rosca direta com barra reta Este é um movimento “clássico” e muito usado no treino de bíceps. Atua diretamente sobre as duas cabeças do bíceps (longa e curta). Porém, é importante ressaltar que em alguns casos, pode comprometer a articulação do cotovelo, pela posição não tão anatômica e confortável.   Rosca scoot Pelo posicionamento dos ombros, temos um processo de insuficiência ativa. Ou seja, o bíceps braquial é menos solicitado e temos uma maior atividade no músculo braquial. É um exercício muito importante para o fortalecimento do braquial e deve sim, fazer parte de sua rotina. Porém, deve ser usado nos momentos adequados.   Rosca martelo Pelo posicionamento do punho, temos uma atividade mais intensa na porção curta do bíceps. Tanto pode ser feita com halteres, como com corda na polia baixa. É um exercício muito importante para este objetivo em específico.   Rosca direta no banco inclinado Este é um movimento muito interessante, sob o ponto de vista de trabalho do bíceps. Pelo fato de que temos uma extensão de ombros, há uma atividade mais intensa do bíceps braquial. É fundamental que neste movimento, você utilize as escápulas em abdução, para que não haja interferência de músculos sinergistas.     Rosca direta na polia baixa com corda   Proporciona um conforto maior na execução e pode ser usada de diferentes formas. Como há uma rotação de punho, saindo da posição neutra para uma de supinação, temos um trabalho em ambas as cabeças do bíceps braquial.   Tríceps na polia alta com corda   Pelo fato de ser realizado com uma posição dos ombros de flexão, temos um trabalho em todas as porções do tríceps. Além disso, pelo posicionamento mais livre dos punhos, podemos ter uma rotação, o que potencializa o trabalho deste músculo.     Tríceps testa: O tríceps testa impõe uma maior sobrecarga ao tríceps, pelo fato de que a pressão da gravidade é maior (temos um arco de movimento mais amplo). Porém, é  importante salientar que o ombro não pode estar em 90 graus, pois isso gera um ponto de descanso e uma sobrecarga desnecessária. O ideal é uma angulação de 100 a 110 graus de flexão.     Tríceps francês Este é um exercício muito usado na preparação física de determinados esportes, por sua funcionalidade. É muito importante tomar cuidado para não flexionar em excesso o ombro e manter sempre, as costas apoiadas no banco.   Tríceps patada Por ser um movimento onde o ombro se encontra em flexão, temos uma menor atividade da porção longa do tríceps braquial. Isso não significa que ele não deva ser usado, mas devemos ter clareza desta limitação!   Tríceps banco (mergulho) Este movimento, além de fazer com que tenhamos uma insuficiência ativa da porção longa do tríceps, ainda causa uma sobrecarga desnecessária na articulação gleno-umeral (ombro). Deve ser usado em casos específicos e não devemos basear nosso treino de tríceps nele.     Otimizando o treino de braços   Use a

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O assunto hipertrofia envolve uma série de questões, que muitas vezes são levantadas por pessoas que não tem tanto conhecimento. Com isso, muitos mitos em torno da hipertrofia são criados, o que faz com que algumas pessoas venham a não ter resultados em seus treinos. De maneira geral, o processo de hipertrofia é bastante complexo e não se resume apenas a questões relativas ao treinamento em sim. Neste contexto, resolvemos desmistificar alguns mitos muito comuns e que podem estar comprometendo seus resultados! Veja agora 10 mitos sobre o treino de hipertrofia! Somente a carga de treino é que importa: Muitas vezes as pessoas acabam machucando-se em seus treinos de hipertrofia, justamente por usarem uma carga desnecessária. Para que ocorram as microlesões que irão gerar a hipertrofia, você não precisa agir como um guindaste. Fatores como cadência, tempo de descanso e amplitude de movimento, também influenciam positivamente seu treino e com isso, trazem bons resultados. Apenas usar carga e treinar da maneira errada, é o caminho certo para uma lesão! 3 séries de 15 para definição muscular: Não existe um treino que por si só, promova a definição muscular. Este conceito, que é basicamente pautado na redução do percentual de gordura, precisa ser pensado em um contexto nutricional adequado. Caso contrário, ele não trará os resultados esperados. E por fim, não existe treino para definição muscular, o que existe são estratégias que complementam a dieta!     Quanto mais isolado o exercício melhor para a hipertrofia: Este é um conceito ainda muito enraizado no cenário das academias. Muitas vezes, as pessoas treinam durante horas, buscando sempre isolar ao máximo determinada musculatura. Porém, diversos estudos mostram que o treino feito com exercícios multiarticulares e que envolvem mais de um músculo, são os mais efetivos para a hipertrofia. Para “crescer”, basta comer proteína: Muitas vezes, as pessoas acreditam que apenas as proteínas são importantes para a hipertrofia. Este mito, faz com que o corpo não funcione direito e algo que não está 100%, não evolui, certo? Comer de maneira correta, com todos os nutrientes necessários é fundamental para quem busca a hipertrofia. Treine apenas o que gosta: Todos nós temos preferências na hora de treinar. Muitos homens preferem a parte superior do corpo, da mesma forma que as mulheres preferem a inferior. Com isso, muitas vezes os resultados ficam comprometidos, pois temos de treinar nosso corpo de maneira integral, quando pensamos em resultados de hipertrofia. Sem isso, os processos de síntese proteica não acontecem e você não “cresce”. Além disso, não há como ter uma periodização para musculação adequada, sem incluir todos os grupamentos musculares! Somente com suplementos terei resultados: Uma questão colocada na cabeça das pessoas pela mídia, que busca vender mais suplementos. Você não precisa usar suplementos para conseguir a hipertrofia, mas para isso, vai precisar de uma boa dieta. Os suplementos apenas ajudam a melhorar o contexto nutricional e usados de maneira isolada, pouco resultado trazem. Quanto mais melhor: Treinar todos os dias, pode não ser o ideal para quem busca a hipertrofia. A ideia de que quanto mais melhor, não se enquadra neste cenário. Com treinos em excesso, você não terá o tempo necessário para que ocorram os processos de supercompensação, fundamentais para quem busca a hipertrofia.     Treino é tudo igual: Copiar o treino do “bombado” da academia pode ser uma grande furada. Todos nós temos nossa individualidade biológica, um fator determinante para a manutenção de nossa saúde. Não devemos copiar o treino de outras pessoas, pois elas não tem o mesmo corpo que nós. Sempre devemos buscar a orientação de um profissional de educação física. Quanto mais aparelhos, melhor a academia: Hoje já sabemos que os exercícios feitos com pesos livres tendem a ser muito mais eficientes para os treinos de hipertrofia. Por isso, não escolha uma academia pelo número de aparelhos que ela tem, pois geralmente, os treinos bem montados, usam poucos deles. Água não é fundamental: A água regula todos os nossos processos celulares, portanto, independentemente de qual seja o seu objetivo, ela é fundamental. No caso da hipertrofia, ela ainda auxilia nos processos de regeneração muscular, fundamentais para quem busca aumentar seu volume muscular.   Além disso, o ramo da hipertrofia ainda reserva uma série de outras questões! Tem alguma dúvida ou sugestão? Me mande uma mensagem que terei prazer em te ajudar!

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Muitas mulheres pecam pelo fato de treinarem apenas os músculos que mais lhes agradam. Com isso, os resultados estéticos e funcionais em seu corpo ficam altamente prejudicados. Treinar peitoral e dorsal, por exemplo, é vital em qualquer treino feminino, por uma série de razões. Basicamente, uma mulher que não treina os músculos dorsais e peitorais, está deixando de obter melhoras substancias na simetria de seu corpo, bem como de sua funcionalidade. Isso acontece por que, além de estarmos falando de grupos musculares grandes e que desempenham papel fundamental nas solicitações diárias, os dorsais e peitorais ainda tem implicações sobre outras musculaturas. Por exemplo, quem executa o exercício supino reto, que é utilizado no treinamento de peitoral, estará treinando também seu tríceps, já que ele atua neste movimento. O mesmo acontece com as puxadas e remadas, usadas nos treinos de costas, que vão utilizar fortemente seu bíceps. Veja então agora, algumas razões para treinar peitoral e dorsal, mesmo você sendo mulher!   Mulher precisa treinar peitoral e dorsal? Claro que sim! Melhora da síntese proteica: Nosso corpo não é um amontoado de partes, mas sim uma totalidade. Por isso, ao deixar de treinar músculo grandes como é o caso dos peitorais e dos dorsais, você estará deixando de melhorar a sua síntese proteica e com isso, seus resultados em termos de treino de hipertrofia ficam prejudicados. Aumento do metabolismo basal: Já mencionamos anteriormente que quanto mais músculos em seu corpo, mais acelerado ficará seu metabolismo basal. Com isso, quem visa emagrecer ou melhorar a definição muscular, colhe ótimos frutos do treinamento correto de membros superiores. Pois como já falamos, os músculos dorsais e peitorais são muito grandes e fortes, o que faz com que eles gastem muito mais energia e com isso, auxiliem no processo de eliminação de gordura. Treino potencializado: Se você não treina nem dorsais e nem peitorais, além da falta de fortalecimento nessas áreas, ainda terá que utilizar exercícios específicos para os braços e ombros. Já se o seu treino de peitorais e dorsais for eficiente, você ganha tempo e qualidade, pois não irá precisar de um treino específico para estes outros grupamentos menores. Lógico, se isso for feito da maneira adequada e a intensidade de seu treino for suficiente para promover alterações fisiológicas e bioquímicas. Melhora da simetria: Além disso tudo, quando se treina da maneira adequada estes grupamentos musculares, ainda temos uma melhora da simetria. Isso por que a parte superior do corpo não estará tão diferente da parte inferior e as linhas ficarão muito mais limpas e uniformes. Por exemplo, com um bom treino de dorsais, sua cintura ficará mais fina, pelo formato em V destes músculos. Além disso, com o fortalecimento e melhora da tonicidade dos músculos peitorais, seus seios ficarão mais rígidos e sustentados. Por isso, se quer um corpo bonito e simétrico, trate de treinar seu corpo como um todo! Melhora da funcionalidade: Ninguém deve treinar apenas para fins estéticos, pois chega um momento onde a funcionalidade se torna fundamental em nossas vidas. Com o treinamento dos músculos dorsais e peitorais, você manterá seus níveis de força em membros superiores e conseguirá manter sua funcionalidade nas tarefas diárias por muito mais tempo. Além disso, será possível melhorar sua produtividade e disposição, com o fortalecimento destas regiões.   Sempre busque um treinamento completo, onde a questão da estética se torne consequência. Mulher que treina apenas pernas e abdômen, acaba ficando lesionada e com o corpo assimétrico. Toda mulher precisa treinar membros superiores, para que possa melhorar sua densidade muscular e ativar mais fortemente seu metabolismo basal!  

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A simetria dos membros inferiores depende também, de um bom volume muscular nas panturrilhas. Neste sentido, é fundamental que o treino de hipertrofia para panturrilhas seja feito de forma adequada, para termos bons resultados. Para entendermos melhor como deve ser o treino de panturrilhas, precisamos compreender quais são os músculos a serem trabalhados e qual a sua ação.   Treino de hipertrofia para panturrilhas, músculos e ação muscular   As panturrilhas são o nome comum de um grupo de músculos denominado tríceps surral. Basicamente, os músculos das panturrilhas são o sóleo e o gastrocnêmio. Apesar de serem parecidos e executarem basicamente a ação de extensão do tornozelo, eles são trabalhados de maneira diferente. O sóleo é um músculo menor, que tem um bom potencial de torque. Já o gastrocnêmio, é maior, passa pela articulação do tornozelo e do joelho e tem um enorme potencial de torque. O fato deste músculo passar por duas articulações, confere a ele uma característica especial, conhecida como insuficiência ativa. Basicamente, ele tem menor potencial contrátil quando o joelho está flexionado. Por isso, alguns exercícios que são feitos sentados, tem menos ação sobre o gastrocnêmio. Como são estes dois músculos que irão crescer e hipertrofiar, dando um aspecto mais musculoso a suas panturrilhas, os exercícios para este objetivo precisam ser feitos através de uma extensão de tornozelo. Este é o movimento básico de qualquer treinamento de panturrilhas.   O gastrocnêmio participa diretamente nos movimentos de flexão plantar e auxilia na flexão do joelho. Já o sóleo, atua apenas na flexão plantar. Desta maneira, não temos uma ação muscular muito complexa. O que interfere diretamente no treino de hipertrofia para panturrilhas é a qualidade dos movimentos. Juntamente com o treino de hipertrofia para pernas, temos uma ação muscular completa em membros inferiores!   Treino de panturrilhas, dicas e aspectos práticos   Use uma boa amplitude de movimento: Por ser um movimento mais “curto” e se tratar de um músculo com grande potencial contrátil, o treino de panturrilhas precisa ser feito com uma boa amplitude. Porém, muitas pessoas acabam colocando muita carga e reduzem a amplitude do movimento. Além de prejudicarem suas articulações, estas pessoas ainda terão resultados piores do que se usassem menos carga e mais qualidade no seu movimento. Usar muita carga, mas com um movimento ruim e sem qualidade, apenas sobrecarregará suas articulações e não te trará qualquer resultado em seu treino de hipertrofia! Dê preferência aos exercícios feitos com o joelho estendido: Como já mencionamos, os exercícios feitos com os joelhos flexionados, reduzem a participação do gastrocnêmio. Com isso, a ação sobre o tríceps surral em geral, fica reduzida. Por isso, sempre dê preferência para exercícios feitos com os joelhos esticados, a não ser que seu objetivo seja fortalecer o sóleo especificamente. Treine de maneira intensa: Como os músculos das panturrilhas são muito fortes, não é qualquer trabalho feito em intensidade submáxima que irá fazer com que os processos adaptativos entrem em cena. Por isso, busque sempre treinar de maneira intensa, de preferência até a falha concêntrica, para que seja possível impor a estes músculos, um processo de adaptação baseado nas microlesões celulares. Por isso, é fundamental alternar estímulos, usando estímulos de ordem predominantemente tensional e outros, com foco em estímulos metabólicos. Isso fará com que haja uma melhora na qualidade das respostas hipertróficas!     Leve em conta os demais exercícios: É muito importante sempre ter em mente que alguns exercícios usam a musculatura das panturrilhas como estabilização. É o caso do agachamento, por exemplo, que envolve não apenas os músculos das coxas, mas também o gastrocnêmio. Por isso, este tipo de exercício precisa ser considerado em seu treino de panturrilhas. Neste sentido, usar movimentos que envolvem flexão de joelho, por exemplo, no mesmo dia do treino de panturrilhas, pode ser de grande valia para termos melhores resultados. Isso é otimizar o treino e aumentar a sua intensidade! Qualidade e quantidade na medida certa: Não precisa fazer 20 séries, ou 5 exercícios diferentes. Algumas variações na posição e que você se encontra, para que seja possível uma maior intensidade já é suficiente. Cerca de 2 ou 3 exercícios já são mais do que suficientes. O que é importante é a intensidade em que você treina. Além disso, em muitos casos, usar dois treinos intensos por semana, separados por pelo menos 72 horas, também pode ser uma estratégia bastante interessante. Mas lembrando que cada caso deste deve ser visto com base nas individualidades.     Periodização correta: Não apenas para o treino de hipertrofia para panturrilhas, mas para um contexto geral. É fundamental pensar em um processo de periodização para musculação adequada. Através dela, teremos um controle das cargas e da intensidade a ser usada. Sem a periodização, não saberemos como controlar o aumento progressivo da intensidade e das cargas. E isso, seja para o treino de panturrilhas, seja para todo o restante, é fundamental! Descanso adequado: O treino de hipertrofia para panturrilhas, bem como todo e qualquer treinamento, precisa de estímulos, dieta adequada e descanso. Treinar panturrilhas todos os dias, não é a solução mais adequada. A menos, que esta seja uma estratégia para otimizar a supercompensação. Mas no geral, o ideal é entre 2 e 3 treinos por semana, dependendo da rotina e dos objetivos de cada um!   O treino de hipertrofia para panturrilhas é muitas vezes deixado de lado. É fundamental que hajam estímulos adequados, dentro de um contexto certo, para que tenhamos melhores resultados! Bons treinos!

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  Antes de mais nada quero iniciar este artigo falando de um dos maiores mitos em relação ao tema. A mídia de uma maneira geral, apoiada em campanhas de publicidade que tinham como principal objetivo apenas as vendas e não a qualidade do que passavam, criaram uma inverdade. O mito se refere a perda de gordura localizada. O que quero dizer é que não existe perda de gordura localizada, o que existe é perda de gordura corporal como um todo. Nosso corpo ainda não consegue eliminar determinadas reservas adiposas. Não adianta fazer cadeira adutora para perder gordura na parte interna das coxas. Outras barbaridades como esta, são faladas como sendo verdades. Para eliminar gordura corporal em excesso, só com um processo amplo!   Como eliminar gordura corporal?     Mas voltando ao assunto do título, perder os excessos de gordura corporal é um dos principais objetivos da maioria das pessoas. Porém esta não é uma tarefa tão fácil, afinal a gordura é onde o organismo estoca gordura, sob a forma de lipídio, que quando necessário, é convertido em glicogênio e posteriormente em glicose para ser utilizada. Como esta reserva não é imediata, não é tão fácil recrutá-la. Inicialmente uma das maneiras mais eficazes de combater o excesso é não acumular, tendo uma alimentação equilibrada e exercício físico. Como a grande maioria das pessoas já acumulou, o que resta é batalhar para perder a camada adiposa acumulada.       No que se refere a alimentação, não basta apenas cortar os alimentos gordurosos, pois alimentos ricos em carboidratos simples e açúcar, acabam causando um pico de insulina. O destino do excesso de carboidrato é convertido em lipídios, num processo denominado lipogênese. Portanto, ao abolir estes alimentos de sua dieta, você já está contribuindo para que não se formem ou aumentem as reservas.   Além disso, certos alimentos termogênicos, como o chá verde, pimenta e outros, auxiliam para eliminar gordura corporal. É importante salientar que os alimentos termogênicos auxiliam, mas de forma alguma, trarão algum resultado sozinhos. Se formos avaliar o gasto calórico que eles, sozinhos, impõe, temos valores ridículos. Por isso, eles são importantes, mas jamais serão a base para eliminar gordura corporal.   Em termos de dieta para perder gordura, é fundamental entender que ela deverá se basear em um balanço calórico negativo, sem que haja uma perda na qualidade dos nutrientes. Uma dieta altamente restritiva, que não oferece o básico para o corpo, não é indicada!   Quer conhecer a consultoria online fitness? Clique na imagem!         Proteínas, carboidratos e gorduras devem ser ingeridos sob a ótica da qualidade. Caso contrário, não teremos um resultado satisfatório!   Exercícios físicos como auxílio para  eliminar de gordura corporal! Mas a maneira mais eficaz de se diminuir o excesso de gordura corporal é o exercício físico, aliado a uma boa dieta. E neste quesito, tanto os exercícios de força, como a musculação, quanto os aeróbicos de alta intensidade, tem papel importante. Os de baixa intensidade, nem sempre são aconselháveis. Neste artigo, esclareci se caminhada emagrece de fato!       Os exercícios de força usam primordialmente glicose advinda do glicogênio estocado nos músculos, fígado e corrente sanguínea. Porém, como este tipo de treino deixa o metabolismo mais rápido por cerca de 12 horas após o fim da atividade, caso o praticante não ingira alimentos ricos em glicose e lipídios, ocorrerá uma perda acentuada das reservas de gordura com o passar do tempo.   Além disso, temos ainda os exercícios intervalados de alta intensidade, mais conhecidos como HIIT. Eles se baseiam na premissa da utilização de uma elevada intensidade, para que tenhamos um impacto fisiológico maior. Neste caso, estes exercícios também são muito indicados para quem tem o objetivo de eliminação de gordura corporal.   Seja com a musculação, seja com o HIIT, o fundamental é ter um treino com uma boa periodização, com o acompanhamento de um bom profissional! Em muitos casos, a musculação e o HIIT podem ser usados de forma conjunta!  Desta forma, se você conseguir aliar os dois, seja na mesma sessão, seja em dias alternados, terá os benefícios de ambos ao seu favor.   Fora isso, não existe fórmula mágica para atingir seus objetivos. Duvide de tudo que é muito fácil no que se refere a perda de peso e de gordura, pois este não é um processo simples como muitos veículos afirmam ser. Nada substitui a alimentação balanceada e o exercício físico feito da forma mais adequada. Portanto, tome cuidado com o que come e mexa seu corpo, pois somente assim você terá sucesso em seu objetivo!    

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A corrida de rua vem crescendo de forma exponencial e cada vez mais pessoas estão aderindo a esta prática. Porém, como todo esporte que se massifica, há problemas quanto a questão de metodologia. Falta ciência na maior parte dos treinamentos. Isso fica ainda mais nítido, quando vemos que grande parte dos praticantes, não tem uma periodização para corrida de rua, feita especificamente para suas necessidades.   Eu posso te ajudar com sua periodização! Conheça minha consultoria online!   Neste sentido, é fundamental ter o acompanhamento de um bom profissional. Muita coisa pode ser otimizada com um treinamento correto. Mas é na periodização, que teremos a base para qualquer um destes ganhos. Sem periodização, sua corrida estará prejudicada e a chance de lesão, é enorme!   Periodização para corrida de rua, entenda como ela funciona!   Falar de periodização para corrida de rua é algo complexo. Um corredor que participa de provas de 5 km, tem uma estrutura de treinamentos totalmente diferente do que aquele que corre uma maratona!     Por isso, serei mais amplo nos conceitos, sendo que os elementos ligados as especificidades, serão tratados em post que irei fazer futuramente! A periodização para corrida de rua, nada mais é do que uma estruturação, um planejamento estratégico das cargas a serem usadas. Isso tudo, com foco em um determinado objetivo. Dividimos a periodização em ciclos: – Macrocilo: Corresponde geralmente a um ano ou 6 meses, dependendo das necessidades de cada um. – Mesociclo: Corresponde há períodos de um a até três meses. – Microciclo: Correponde a períodos de uma sessão, até uma semana.   De forma geral, estes ciclos são usados para separar de forma eficiente, os objetivos e progressões de carga. Já para termos noção mais exata das qualidades físicas a serem trabalhadas, bem como a relação volume-intensidade, temos os períodos. Seguindo o método de periodização linear, proposta por Matveev, temos estes períodos: – Período básico; – Período específico ou competitivo; – Período transitório; Cada um destes períodos, dentro da periodização para corrida, tem diferentes objetivos e cargas totais de trabalho. Saber usar de forma eficiente e inteligente, cada um destes períodos e ciclos, é fundamental para termos melhores resultados!   Periodização para corrida de rua e qualidades físicas a serem trabalhadas   Qualidades físicas são elementos fundamentais para o desempenho e para a melhora da funcionalidade. Dentro da corrida de rua, temos diferentes qualidades físicas envolvida. Força, resistência aeróbica e anaeróbica, agilidade, coordenação motora, flexibilidade, resistência de força e muitas outras.     Neste sentido, dentro da periodização para corrida de rua, temos que estruturar estes elementos! Além disso, é fundamental entender que estas qualidades físicas, precisam ser trabalhadas com uma sequência de cargas.  O que isso significa na prática? Treinos de resistência muscular localizada, tem que anteceder os de força máxima ou potência. Há uma sequência a ser seguida, que não é padronizada e por isso, precisa ser feita de acordo com as individualidades. Por isso, o primeiro passo para montar uma periodização para corrida de rua é exatamente entender isso e elaborar um bom planejamento de como estas qualidades físicas serão trabalhadas!   Como organizar sua periodização para corrida de rua?   Muita informação, não é? O treinamento desportivo é complexo e precisa ser encarado de forma técnica e científica. Caso contrário, ele não trará os resultados esperados. Montar uma periodização para corrida de rua envolve entender o esporte, suas necessidades e adequar ao praticante.   Veja este exemplo de periodização para corrida de rua! Treinamento de força Período Mesociclo Objetivo Básico Resistência muscular localizada Treinos visando a melhora da resistência muscular localizada Básico Resistência de força Volume de treino mais elevado, com menos carga e mais repetições. Movimentos amplos e funcionais para a corrida de rua Básico Força pura Treinos com mais carga e menos repetições, visando o aumento da força pura. Específico Manutenção     Eu resumi neste conceito, o treinamento de força para corrida de rua. É lógico que existem muitos outros elementos, os micrciclos, a forma de trabalhar e muito mais. Mas se eu colocar uma periodização para corrida completa aqui, muitos irão copiar e reproduzir. Como isso é algo totalmente individual e que precisa ser feito por profissionais, não posso mostrar uma periodização completa! Agora vamos falar da periodização para corrida, especificamente! Período Mesociclo Objetivo Básico Melhora do condicionamento aeróbico Rodagem simples, com mais volume e menor intensidade. Aumento progressivo das distâncias. Melhora da coordenação de corrida Básico Aumento da resistência específica Treinos com quilometragens mais altas, com velocidade controlada e progressiva. Básico Aumento da força específica da corrida Treinos em ladeira e com alternância de ritmos. Específico Aumento do Vo2 máximo Treinos mais longos, com aumento da velocidade. Treinos de tiros de velocidade. Específico Aumento da velocidade Redução do volume e aumento da intensidade. Distancias mais curtas, com velocidade maior Específico Competições Redução do volume total de treinamento e polimento das qualidades físicas Transitório Transição Redução do volume de treinamento e recuperação muscular e articular     Sandro, é assim uma periodização para corrida de rua? Não, não é! Isso é apenas um exemplo da forma como podemos organizar de forma sequencial. Não dividimos o treino em força e corrida, mas fiz isso para que fique mais claro, para termos de organização. Periodização para corrida de rua, qual a sua real importância?   A corrida de rua é talvez, um dos esportes que mais traga lesões para seus praticantes (em longo prazo). Para evitar isso, precisamos de um processo altamente bem estruturado, em termos de bases de força e resistência. Neste sentido, a periodização para corrida de rua é fundamental, sob a ótica de que ela irá nos indicar as cargas de trabalho a serem usadas e minimizará a incidência de lesões. Além disso, sem uma periodização adequada, não será possível alcançar níveis mais elevados de desempenho! Isso por que o planejamento de treinamento é a base para a otimização do desempenho. Sem saber que caminho percorrer, não saberemos onde iremos chegar!   Enfim, a periodização para corrida

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