Pernas hipertrofiadas são o desejo de muitas pessoas, mas muitas vezes, este é um objetivo tido como difícil de ser alcançado. Isso por que existem muitos fatores envolvidos no treino de pernas e precisamos, antes de qualquer coisa, ter um treino adequado e efetivo. O treino de hipertrofia muscular para pernas pode ser pensado sob a questão dos exercícios, dos métodos e das técnicas usadas. Por isso, para pensarmos em um contexto completo, precisamos de todos estes aspectos. Por isso, resolvi fazer este guia completo para que você consiga pensar nestes aspectos de forma mais clara e principalmente, possa avaliar a qualidade de seu treino de hipertrofia para pernas! Treino de hipertrofia muscular para pernas, por onde começar?   Existem muitos fatores que precisam ser pensados quando falamos de um bom treino de hipertrofia para pernas:   Nível de treinamento do praticante. Consciência corporal. Nível de equilíbrio e flexibilidade. Rotina Alimentação Histórico de lesões Postura   Sim meus amigos, não basta apenas sair por aí usando uma série de movimentos ou exercícios. Para um bom treino de hipertrofia para pernas tudo o que foi citado aqui precisa ser avaliado! Um bom treino de pernas envolve sim esta avaliação, bem como a qualidade dos movimentos, a periodização e principalmente, o monitoramento constante. Sem isso, muito difícil conseguir bons resultados em seu treino de pernas!   Mas agora chega de falar de conceitos e vamos para a prática! Veja os principais exercícios para o treino de hipertrofia para pernas!   Principais exercícios para o treino de hipertrofia muscular para pernas!   Quando pensamos em exercícios para o treino de hipertrofia para pernas, temos que partir de uma abordagem mais ampla, sem levar em conta as particularidades em geral.  Por isso, selecionei os exercícios mais importantes do treino de pernas para você!   Agachamento:   O agachamento é um dos movimentos do treino de pernas mais usados. Isso por que ele além de ser altamente funcional, ainda atua com grande intensidade sobre o quadríceps e sobre os isquiotibiais, quando feito da maneira correta e em grande amplitude. É importante salientar que o agachamento, quando bem executado, é tido como um exercício básico e fundamental para o treino de hipertrofia para pernas. Ele tem uma ação não apenas muscular, mas também em termos hormonais muito importante. Isso por que ele trabalha com grandes grupamentos musculares, o que faz com que as respostas anabólicas sejam aumentadas. Veja neste vídeo como deve ser a execução correta do agachamento:   Alguns pontos a serem destacados. O primeiro é que a qualidade e controle do movimento, durante o agachamento, é mais importante que a carga usada. Outra questão é que este é um movimento que pode ser usado em diferentes momentos e com métodos variados, desde que não tenhamos problemas na sua execução.   Leg Press 45°   Aqui vou salientar as questões envolvendo o Leg Press 45°, mas as variações dele têm aplicações muito parecidas. Este é um movimento muito interessante, desde que feito da forma correta. Até a angulação de 90 graus dos joelhos, o Leg Press 45° tem uma ação concentrada no quadríceps. Quando ultrapassamos esta amplitude, temos uma ação conjunta do quadríceps, isquiotibiais e glúteo. Porém, sempre mantendo a sua coluna com as curvaturas fisiológicas preservadas. Outra questão importante no Leg Press 45° é o posicionamento dos joelhos e pés. Eles precisam estar totalmente alinhados, de acordo com suas rotas articulares. Caso contrário, teremos problemas articulares com o tempo. Veja neste vídeo como executar corretamente o Leg Press 45°.   Avanço/ passada   Mais um movimento multiarticular, com ação sobre os principais músculos das pernas. Para fins de facilitar o entendimento, irei chamar apenas de avanço, mas conhecemos este movimento também como passada. Estudos eletromiográficos mostram que este movimento tem uma ação muscular muito elevada, não apenas na perna que está à frente do corpo, mas também na de trás, principalmente no quadríceps. Desta maneira, é fundamental que tenhamos isso como parâmetro, para que tenhamos uma boa qualidade de estímulos. Veja neste vídeo, a execução correta do avanço:   Stiff   Um exercício muito importante para o trabalho de glúteos e isquiotibiais. Dentro de um bom treino de hipertrofia para pernas, tem uma importância gigantesca, desde que não haja problemas articulares ou limitações em geral. Veja neste vídeo a execução do stiff:   É importante salientar que o posicionamento dos joelhos no stiff atua diretamente na solicitação muscular. Com os joelhos estendidos, temos uma ação mais forte nos isquiotibiais. Ao dobrar os joelhos, fazemos com que os isquiotibiais entrem em um processo conhecido como insuficiência ativa. Desta forma, o motor primário passa a ser o glúteo máximo.   Agachamento sumô:   O agachamento sumô é uma variação interessante, que tem o diferencial de ter uma ação dos músculos adutores da coxa. Estes músculos são importantes para a estabilização dos movimentos e para a prevenção de lesões. Veja neste vídeo a sua execução correta!   Cadeira extensora e flexora: Para tornar mais simples a compreensão, coloquei estes dois exercícios juntos. Eles são uniarticulares e trabalham diretamente apenas um grupamento muscular. Na maioria dos casos, estes são exercícios apenas complementares e não baseio o treino de hipertrofia muscular para pernas neles apenas. Veja a execução correta da cadeira extensora:   Agora, veja a execução da mesa flexora:   Além destes, temos ainda uma série de outros exercícios, que no contexto e da forma correta, podem ser usados. Mas como já mencionei anteriormente, os exercícios para o treino de hipertrofia muscular para pernas não envolvem grandes segredos. O que de fato faz a diferença é a qualidade da execução e os métodos usados. Por isso, vou agora falar um pouco dos métodos para o treino de pernas!   Treino de hipertrofia para pernas, métodos para conseguir melhores resultados!   Existem diferentes formas de conseguir melhores resultados em seu treino de hipertrofia para pernas. Mas todas elas passam por um ponto fundamental: controle correto das variáveis. Tenho em meus alunos de consultoria online em fitness, casos em que

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Descansar corretamente, está aí um fator que muitas vezes é deixado de lado pela maioria das pessoas que treinam visando a hipertrofia. Existe uma tríade para que a hipertrofia aconteça efetivamente, que é o treinamento com sobrecarga, a alimentação equilibrada e o descanso correto. A importância do descanso para a hipertrofia é gigantesca, já que é neste momento que temos a maior produção de hormônios anabólicos e a potencialização dos processos de síntese proteica.   Quando dormimos, nosso corpo literalmente é “reconstruído”. Células lesionadas são “tratadas” e o processo todo é otimizado. Entendendo melhor a importância do descanso para a hipertrofia!     Treinar a maioria das pessoas que quer ganhar músculos treina, alimentar-se corretamente alguns o fazem, e descansar nem todos. Muitas pessoas tem a concepção errônea de que quanto mais treino mais rápido se aumenta os músculos. Vou fazer uma explicação de por que esta concepção está totalmente errada.   Durante um treinamento intenso, o músculo trabalhado sofre uma enorme sobrecarga e portanto acabam por causar micro lesões nas fibras musculares (são elas que causam a dor depois de algumas horas do fim do exercício).   Para regenerar essas micro lesões e aumentar a resistência aos estímulos (por isso não se fica muito tempo com a mesma série, pois o corpo se adapta a estes estímulos), o corpo precisa lançar mão dos processos de supercompensação.   Para que ocorra esta regeneração o corpo deve disponibilizar de nutrientes (glicose, aminoácidos, vitaminas e minerais) para a reconstrução muscular.   Mas esta reconstrução só ocorre durante o descanso, principalmente durante o sono. Não é difícil encontrarmos fisiculturistas que durmam mais de 12 horas diárias, divididas em diferentes períodos.     Porém, nem todos têm este tempo, não é? Para te ajudar, vou dar algumas dicas!   Descanso para a hipertrofia, partindo do básico!     Durma pelo menos 8 horas:   Isto é básico, pois é durante o sono que diversos hormônios como GH e testosterona são produzidos. Além disso é com o sono que ocorre a regeneração das fibras lesionadas com o treinamento resistido. Para que seu sono não seja prejudicado evite erros comuns como por exemplo tomar muita água antes de dormir, para não ter que acordar várias vezes para ir ao banheiro e não consuma alimentos e bebidas com cafeína horas antes de dormir.   Leia também: Estímulos metabólicos e tensionais, entenda o conceito!   Cuidado com a frequência do treinamento: Caso você treine determinado grupo muscular antes de ele ter se recuperado totalmente do último treino, o rendimento e a recuperação estarão prejudicados. Portanto a frequência com que treinamos determinado grupo muscular é extremamente importante para que não se fique muito tempo sem treinar e não se treine durante o período de regeneração das fibras.   Cuidado com o volume de treino: Tomar cuidado com o volume é essencial, pois grandes grupamentos de músculos necessitam de séries e carga maiores, mas pequenos grupamentos são ativados com muito menos estímulo e acabam por entrar em overtraining com facilidade, como é o caso por exemplo do bíceps. Por isso pequenos grupos necessitam de mais tempo de regeneração do que grandes grupos.   Duração do treino:   Treinos excessivamente longos, com mais de 60 minutos prejudicam seu descanso e reposição de nutrientes pós treino.   Periodização para musculação adequada: Com uma periodização para musculação adequada, podemos manter o controle sobre os estímulos. Desta forma, conseguimos usar períodos de Taper ou então, saber se precisamos ou não descansar mais. Este na verdade é o ponto base para o descanso para a hipertrofia!     Estas são algumas formas de otimizar o descanso para a hipertrofia. Mas é importante sempre saber que a periodização e o acompanhamento profissional são fundamentais para a melhora dos resultados! Bons treinos!  

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Sempre que monto minhas consultorias, penso nos estímulos que estarei utilizando com cada caso. Dentro de cada individualidade, de cada objetivo, preciso encontrar estratégias para que tenhamos melhores resultados. Neste sentido, o conceito de estímulos metabólicos e tensionais é algo que eu gosto muito de usar. Entender o conceito é importante para que possamos ter melhor como agem os estímulos. Mas de forma geral, já quero te dizer que na musculação, não existe isso de estímulo tensional e metabólico puramente. Como assim? Um treino jamais será puramente metabólico ou tensional. Não tem como. Contração muscular envolve elementos metabólicos, síntese e re-síntese de ATP, vias energéticas e muito mais. Além disso, a contração muscular, por si só, sempre será tensional também, com aumento e redução constante da tensão das fibras.     Mas então, por que eu e outros profissionais falam em estímulos metabólicos e tensionais? Por uma simples razão: didática. Imagine explicar tudo o que citei acima, de vias metabólicas e tudo mais para um leigo? Difícil, não é? Assim, usamos os temos estímulos metabólicos e tensionais para tornar o entendimento da prioridade dos estímulos. Vamos então falar mais sobre este conceito?   O que são estímulos metabólicos e tensionais?   Vou tentar simplificar os termos, sem perder o conceito técnico científico. Quando usamos um treino com estímulos metabólicos como prioridade, aumentar a capacidade metabólica do corpo. Para isso, usamos algumas variáveis adaptadas, como: – Maior número de repetições; – Intervalos de descanso mais curtos (entre 30 segundos e 1 minuto) – Menos carga; – Prioridade em exercícios multiarticulares; Estas são as variáveis mais comuns de serem adaptadas. Podemos alterar a cadência dos movimentos, o número de séries e muitos outros elementos, quando visamos um treino com características mais metabólicas.     No caso do treino com estímulos tensionais, temos algumas características específicas também. As principais delas são: – Menos repetições; – Mais carga; – Intervalos de descanso mais longos (de 1 a 2 minutos). – Alternância entre exercícios multiarticulares e monoarticulares. Da mesma maneira que acontece nos estímulos tensionais, podemos alterar diversos outros elementos para alcançar um estímulo prioritariamente tensional. O conceito básico é este. Não é tão complexo, não é? A sua aplicação que se torna mais complexa. Cada fase, cada período, cada treino, precisa ser pensado de acordo com estas prioridades.   Estímulos metabólicos e tensionais, quais os melhores para a hipertrofia?   Depende. Ambos, quando aplicados da forma correta, geram hipertrofia. Porém, o que traz resultados de verdade, é a correta combinação de ambos. Sim, existem momentos em que devemos ter treinos com mais características tensionais e em outros momentos que devemos ter mais características metabólicas. Além disso, se você treinar até a falha, também terá questões individuais envolvidas! Mas como saber qual o momento correto de utilizar cada um deles? Simples, com uma boa periodização para musculação! Na periodização, poderemos definir, de forma muito mais efetiva, onde podemos usar cada tipo de estimulo. Isso tudo, baseado em estratégias, que respeitem a individualidade de cada um.   Leia também: Treino de hipertrofia para pernas, exercícios e métodos!   Por exemplo, usamos mais estímulos tensionais nos períodos em que visamos o aumento da força máxima. Já nos momentos em que queremos uma melhora da resistência de força, resistência muscular localizada ou dos componentes dos processos lipolíticos, usamos mais estímulos metabólicos. Mas isso aqui não é via de regra. Tudo depende de uma série de fatores, que serão levados em conta, na montagem da periodização. Existem, por exemplo, períodos em que alternamos estes estímulos. Podemos tanto usar treinos metabólicos, seguidos de tensionais, ou ainda, usá-los de forma alternada, no mesmo treino.   Estímulos tensionais e metabólicos na prática   Existem diferentes formas de usar os estímulos tensionais e metabólicos. Para tornar mais claro, vou dar um exemplo prático. Imagine que em sua periodização, você tem de alternar os estímulos em um mesmo treino. Você pode executar um determinado exercício, com todas as suas séries com um foco. Por exemplo, imagine que em seu treino, há 3 séries de agachamento livre e 3 de levantamento terra, em sequência. Podemos tanto usar as 3 séries de agachamento com foco nos estímulos tensionais e as 3 de levantamento terra com foco em metabólicos, como alternar no mesmo exercício. As combinações de estímulos tensionais e metabólicos são praticamente infinitas. Cabe ao seu treinador, entender o processo como um todo e encontrar as melhores estratégias. Veja que treino é algo complexo, que envolve diferentes variáveis e contextos. Não deixe seu corpo aos cuidados de quem não leva isso a sério. Bons treinos!

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Mensurar a carga usada nos treinos é fundamental para conseguir melhores resultados. Este é, na verdade, o ponto falho mais comum em grande parte dos treinos. Neste sentido, treinar até a falha pode ser uma saída interessante, correto? Mas será que ela é a melhor saída? Depende do contexto. Nem todos podem treinar até a falha e ter bons resultados. Tudo depende do contexto. De forma geral, a falha concêntrica é sim um dos métodos mais efetivos para a hipertrofia. Porém, como sempre digo, não há respostas prontas. Estratégias devem ser pensadas de acordo com as necessidades de cada um! Neste sentido, é muito importante entender claramente como cada estratégia funciona e onde pode ser aplicada. Veja como treinar até a falha pode ser útil para você!   Treinar até a falha, entendendo melhor o conceito   A falha concêntrica nada mais é do que um mecanismo de “defesa” do organismo. Em determinado ponto, para manter a integridade das fibras musculares e demais estruturas. Ou seja, é um ponto submáximo das contrações musculares. Desta maneira, treinar até a falha vem sendo usado há muito tempo como “medida” da intensidade e da quantificação e qualificação das cargas de trabalho.     Porém é importante entender alguns pontos. Uma pessoa com pouca consciência corporal, como um iniciante, atinge a falha concêntrica antes que os músculos alvo estejam de fato, fadigados. Este é um caso muito especifico, onde treinar até a falha pode não ser o mais efetivo! Além disso, em determinados pontos da periodização para musculação, também temos questões que fazem com que treinar até a falha possa não ser o mais interessante. Mas de forma geral, treinar até a falha é sim, uma estratégia muito interessante para que você possa ter melhores resultados. Porém, é preciso manter a qualidade das técnicas e tomar certos cuidados. Para te ajudar, selecionei 5 formas de treinar até a falha e ter melhores resultados!   5 dicas para treinar até a falha com mais eficiência   Sempre priorize a qualidade do movimento As últimas repetições antes da falha concêntrica são, no geral, difíceis de serem feitas. Neste momento é fundamental que você mantenha a qualidade dos movimentos, para que possa manter o estímulo em níveis excelentes. O grande erro que muitos praticantes de musculação cometem, é deixar de lado a qualidade do movimento, para utilizar mais carga. Neste sentido, independentemente de qual seja o seu objetivo, ao treinar até a falha, tome muito cuidado para manter a qualidade dos movimentos.     Por exemplo, um exercício que é mais complexo para ir até a falha, é o agachamento. Se nas repetições finais você não manter o alinhamento articular correto, a amplitude e o ritmo, poderá vir a ter problemas. Desde movimentos que geram lesões, até mesmo a participação de músculos que deveriam ser apenas estabilizadores do movimento. Ou seja, antes de pensar em treinar até a falha, priorize seu aprendizado motor, sua consciência corporal. Melhore sua flexibilidade, trabalhe com cargas mais leves para que suas unidades motoras “aprendam” determinados movimentos. Somente depois disso, quando sua execução dos exercícios estiver bem-feita, parta para a falha concêntrica!   Saiba os momentos corretos de usar a falha concêntrica Este é um dos pontos mais importantes. Nem sempre precisamos da falha concêntrica em todos os momentos do treino. Em determinados pontos, podemos usar a falha concêntrica apenas em pontos específicos. Isso é estratégia. Um exemplo bem comum. Usar nas primeiras séries, um determinado número de repetições fixas. Depois, nas séries finais, usar a falha concêntrica. Desta maneira, é muito importante entender que treinar até a falha é altamente positivo, mas nos momentos mais adequados.   Treine até a falha, mas manipule as variáveis   Não basta apenas treinar até a falha para ter bons resultados. Quanto tempo descansar entre as séries? Quantas séries fazer? Devo “falhar” com quantas repetições aproximadamente? Tudo isso são questões que devem sem pensadas na montagem e estruturação de seu treino. Sem isso, treinar até a falha se torna algo irrelevante. É importante entender que a falha concêntrica é usada como estratégia. Sendo uma estratégia de treinamento, ela precisa ser pensada para cada objetivo da periodização. Caso contrário, não teremos qualquer resultado positivo. Descanso entre as séries, número de repetições, carga, volume total de treino, cadência dos movimentos e mais uma infinidade de variáveis, precisam ser pensadas na montagem de seu treino, para que a falha concêntrica seja de fato, efetiva!   Sua individualidade precisa ser respeitada Durante muito tempo as pessoas treinavam com um número de repetições fixas. Eram 3 séries de 12 para “definir” e 3 séries de 8 para “crescer”. Isso é um absurdo sem tamanho. Porém, hoje vejo que treinar até a falha também virou meio que um clichê. É preciso entender os elementos que fazem com que treinar até a falha seja eficiente. Além disso, oferecer um estimulo de carga total adequado, mas com execução e escolha dos exercícios ruim, pouco irá adiantar. Treinar até a falha não é a solução definitiva para todos os casos. É apenas uma estratégia eficiente, quando aplicada da forma correta.     Treine até a falha, potencializando os estímulos musculares Somente agora, depois de falar de todo o contexto, é que te darei algumas dicas práticas para treinar até a falha com eficiência. Existem diversas formas de otimizar seu treino até a falha. Inicialmente, você pode executar determinado movimento até a falha e parar. Uma opção interessante, é ter alguém te auxiliando e te ajudar a fazer mais algumas repetições, ajudando na fase concêntrica do movimento. Como a falha excêntrica ocorre depois da concêntrica, quando falhamos, ainda há algum potencial contrátil. Com este auxilio, aumentamos consideravelmente a intensidade. Outra opção é usar métodos de treino diferentes, como o drop-set. Você pode executar o movimento até a falha, reduzir a carga e ir novamente, até a falha. Isso aumentará consideravelmente a intensidade de seu treino.   Existem diferentes formas de treinar até a falha e todas elas, aplicadas da forma e no momento certo,

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Suplementos alimentares, esta aí um tema muito comentado. Quantas pessoas entram na academia e já pedem: o que devo tomar? Muitas vezes até se preocupam mais com a suplementação do que com seu treino. Isso é resultado de uma série de fatores, como propaganda massiva, projeção de resultados em cima deles e muito mais.   Suplementos alimentares, como deveria ficar claro em seu nome, fazem com que você complemente sua dieta de forma rápida e efetiva. Eles sozinhos, jamais trarão um resultado positivo.   Para que isso tudo fique mais claro, veja como funcionam os suplementos mais conhecidos! Como funcionam os principais suplementos alimentares do mercado? Whey Protein: provavelmente mais conhecido de todos os suplementos proteicos. Este suplemento é a base de proteína do soro do leite, que é extraída durante o processo de transformação do leite em queijo. Tem uma rápida absorção, sendo que na maioria das vezes é ingerido pela manhã ou no pós treino, onde é de fato mais indicado. Ele auxilia no processo de reconstrução muscular após o treino. Pessoas com intolerância a lactose não devem tomar este suplemento.   BCAA: Geralmente é tomado em cápsulas. Estes são os aminoácidos que possuem cadeia ramificada, ou também conhecidos como essenciais. São aminoácidos que não são produzidos pelo organismo, A L-Valina, L-Leucina e L-Isoleucina e basicamente atuam na reconstrução muscular, tendo importante papel na hipertrofia. Também tem ação bastante concentrada sobre a insulina, que é um poderoso hormônio para a hipertrofia. Creatina: Este é um dos suplementos mais conhecidos e utilizados, mas que não tem sua real efetividade comprovada para pessoas que não sejam atletas de esportes de potência. A Creatina, que já é produzida por nosso corpo, serve para ressinteitzar o ATP, principal fonte de energia para contrações musculares. Diversos defensores dela dizem que aumentar os níveis para que com um efeito cumulativo, aumentaríamos a resistência e a explosão muscular.     L-Carnitinina: Este não é um suplemento somente proteico, mas auxilia na construção da hipertrofia. Sua principal ação é a diminuição dos depósitos de gordura e aumento dos níveis de energia provenientes dos músculos. A L-Carnitina transporta a gordura armazenada para as dentro das células, onde ela é gasta em forma de energia, processo conhecido como oxidação lipídica. Termogênicos: Este suplemento tem por principal tarefa, acelerar o metabolismo, facilitando a queima de gordura e o emagrecimento. Existem inúmeros termogênicos no mercado, porém nem todos eles têm a devida qualidade. Tome cuidado ao escolher um deles e saiba que mesmo os mais eficientes, só irão te auxiliar no processo de emagrecimento se você se exercitar e ter uma dieta equilibrada. Multivitamínicos: Pouco comentados, os multivitamínicos são essenciais para quem não consegue suprir as necessidades vitamínicas na alimentação do dia a dia. É muito importante que eles sejam de qualidade e de boa procedência. Sua utilização irá melhorar as funções do organismo em geral e ajudar tanto na hipertrofia quanto no emagrecimento, dependendo dos objetivos.       Dentre todos estes suplementos aqui citados, há controvérsias científicas quanto a sua utilização. Na verdade, além da creatina e do Whey, não há unanimidade em nenhum dos outros, quanto a sua real eficácia. Isso quer dizer que eles não funcionam? Na verdade, isso significa que eles não são tão efetivos em determinados contextos ou para certos objetivos.   Devo tomar Suplemento?   Esta é uma das dúvidas mais comuns. Se for para complementar sua dieta, sim. Como base nutricional, jamais! Na verdade, se você tiver uma alimentação equilibrada e que consiga suprir suas necessidades nutricionais, a suplementação pode passar a se tornar desnecessária. Mas como temos uma vida corrida na maior parte do tempo, os suplementos alimentares podem ser sim, de grande valia. Porém, é fundamental que eles façam parte de uma estratégia nutricional. O que isso significa? Que tomar algum suplemento, por que o “maromba” da academia indicou, é no mínimo, burrice. Um bom nutricionista, ao avaliar o quadro como um todo, poderá verificar onde a suplementação melhor se encaixa e otimizar sua utilização. Caso contrário, é perda de tempo e principalmente, de dinheiro, investir em suplementação. Pegue o dinheiro que você iria investir em um suplemento e vá ao nutricionista, caso não tenha a possibilidade de ter ambos. Bons treinos!  

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O treino de hipertrofia envolve diversas variáveis. Muitos aspectos precisam ser levados em conta. Desde a individualidade, a sobrecarga, o descanso e a dieta. Neste cenário, os métodos de treino para hipertrofia se mostram como um guia para seguirmos. Porém, sabe aquele ditado que diz que o mapa não é o território? Pois bem, para a musculação isso vale e muito! Existem inúmeros métodos de treino de musculação que podem ser usados. Porém, todos eles, sem exceção, têm prós e contras. Eles devem ser usados no cenário, no contexto certo. Caso contrário, deixam de ter o efeito esperado.     O grande erro de muitas pessoas é tentar usar determinados métodos de treino para hipertrofia, em qualquer momento. Erro comum este. Qualquer que seja o método de treino de musculação, ele deve ser usado de forma correta. Ele é estratégia, não um fim em si mesmo. O grande erro da maioria das pessoas, é buscar encaixar sua atual condição nos métodos de treino, não o contrário!   Métodos de treino para hipertrofia, qual deles usar?   A resposta é simples: depende! Os métodos de treino para hipertrofia que irei mostrar mais adiante, precisam estar inseridos em algo maior, a periodização para musculação! Sem o controle correto das cargas, da intensidade, da sobrecarga de forma geral, não teremos como ter melhores resultados. Desta maneira, é fundamental que você entenda como agem os diferentes métodos de treino para hipertrofia, quais as suas vantagens, desvantagens e principais objetivos. Isso tornará muito mais claro o seu papel no treinamento. Para que isso fique mais evidente, é preciso, antes de tudo, entender os dois principais tipos de estímulos: – Tensional: São os estímulos onde buscamos aumento de força, maior desgaste por tensão muscular. Usamos mais carga, menos repetições, intervalos mais longos de descanso. – Metabólicos: São os estímulos onde buscamos um desgaste com enfoque maior nas questões bioenergéticas, com séries mais longas, com menos intervalo de descanso e menos carga.   Não que determinado treino seja puramente tensional ou metabólico. Esta é uma divisão mais didática, que demonstra uma predominância de um deles. Na prática, todos os estímulos tem ordem metabólica e tensional (há tensão nas fibras musculares e componentes metabólicos envolvidos). Mas esta divisão didática trará mais facilidade na compreensão geral!   Agora vamos tratar dos principais métodos de treinamento, como eles podem ser empregados e suas vantagens e desvantagens.   Métodos de treino para hipertrofia, o que você precisa saber!   Vou fazer uma lista, com os 5 principais métodos de treino para hipertrofia e listar como eles funcionam, de que forma podem ser usados, para quais objetivos e seus prós e contras! Vamos nessa?   Drop-set Talvez um dos mais conhecidos. O drop-set é um método de treino que visa aumentar o tempo total de tensão e de repetições. Basicamente, realizamos o movimento até a falha (ou um número pré-determinado de repetições) e após atingi-la, reduzimos de 20 a 30% do peso. Sem descanso, realizamos novamente o movimento até a falha. Já expliquei mais sobre este método neste vídeo:   Como usar o Drop-set?   Ele pode ser usado em praticamente todos os movimentos. Porém, em exercícios como supino e agachamento, precisamos de auxilio de outra pessoa, para não perder tempo demais na retirada do peso. Em exercícios na polia, por exemplo, ele pode ser usado facilmente.   Vantagens do Drop-set – Maior acúmulo de metabólitos musculares, o que auxilia nos processos hipertróficos. – Estímulos metabólicos (também indicado para o emagrecimento). – Possibilidade de um trabalho pós-falha concêntrica, o que aumenta consideravelmente a intensidade.   Desvantagens   – Não é indicado para iniciantes. – Trabalho tensional e de desenvolvimento de força, muito fraco. –  Dificuldade de utilização em exercícios com anilhas;   Rest-pause   Também conhecido como super-bomba, o rest-pause se baseia em uma pausa mínima, para a otimização da intensidade. Basicamente, realiza-se o movimento até a falha concêntrica. Ao atingi-la, soltamos o peso e descansamos por 10 segundos apenas. Após isso, realizamos novamente o movimento até a falha. Isso contará como uma série. A recuperação apenas parcial dos elementos bioenergéticos, faz com que tenhamos um estímulo mais intenso.         Como usar o Rest-pause   O rest-pause pode ser usado de diferentes formas. Com estímulos tensionais, com mais carga, ou com estímulos metabólicos. É um método fácil de ser aplicado e que gera excelentes resultados em termos de hipertrofia.   Vantagens do Rest-pause   – Facilidade de aplicação, sem perda de intensidade. – Manuseio de variáveis facilitado. – Estímulos intensos.   Desvantagens – Não deve ser usado por iniciantes. – Difícil progressão de carga externa.   Repetições forçadas O método das repetições forçadas é muito usado nas academias, principalmente por pessoas com melhor nível de treinamento. Basicamente, nas repetições forçadas temos o seguinte cenário. O praticante atinge a falha concêntrica, ou seja, não consegue mais vencer a carga. Uma pessoa o auxilia na fase concêntrica. A fase excêntrica, que demora mais tempo para que ocorra a falha, fica por conta do praticante. Com este método, podemos ter um aumento considerável da intensidade e das microlesões teciduais adaptativas. Como usar o método das repetições forçadas?   Este é um método muito interessante para os períodos mais intensos. Ele não tem grande resultado sobre o aumento de força e pode ser usado para o objetivo específico de hipertrofia (pensando em periodização para musculação). Além disso, é fundamental ter uma pessoa consciente te ajudando, para que ela possa oferecer mais intensidade ao seu treino.   Vantagens das repetições forçadas –  Maior número de microlesões; – Intensidade mais alta; – Maior tempo de tensão muscular, sem muita perda de qualidade no movimento;   Desvantagens: – Não deve ser usada por iniciantes; – É difícil de ser usada em alguns movimentos mais complexos.   Método agonista-antagonista   Aproveitar o fluxo sanguíneo de determinada região, para otimizar o treino, é algo muito usado na musculação. Grande parte dos métodos de treino para hipertrofia, se baseiam em ideias como esta. É o caso do método

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Durante muito tempo, a grande maioria das pessoas realizou treinos com repetições definidas previamente, que geralmente ficavam entre 10 e 15 repetições. Porém, como todos nós já sabemos, cada indivíduo tem suas especificidades. Com isso, determinar um número que fosse capaz de conseguir impor a sobrecarga necessária para a hipertrofia, principalmente em indivíduos bem treinados, que já passaram por todas as fases adaptativas do treino em sua fase inicial. Neste sentido, o método da falha concêntrica foi amplamente estudado e hoje sabemos, através de inúmeros estudos, que ele é um dos mais eficientes para quem visa a hipertrofia> mas ele deve ser usado da maneira correta.     Para que você entenda a explicação científica da falha concêntrica ser tão eficiente, precisamos entender os mecanismos que geram a hipertrofia.   Falha concêntrica e hipertrofia, explicação fisiológica   Basicamente, para que ocorra a hipertrofia, você vai precisar de uma série de fatores. Mas resumidamente, o treino resistido causa microleões no tecido muscular, através de seguidas contrações musculares. Assim, as reservas de ATP, creatina e glicogênio são usadas em larga escala. Depois do treino, com a alimentação equilibrada e com o descanso, temos a cicatrização destas microlesões. Este é um processo adaptativo que vai aumentando o tamanho e a eficiência em gerar força das fibras musculares. Resumindo um fenômeno gigantesco em poucas palavras é isso. A Falha concêntrica é uma das formas de otimizar este processo! Por isso, no que se refere ao treino resistido, você precisa “lesionar” ao máximo suas fibras musculares, através dos exercícios, que devem usar o máximo possível de suas reservas energéticas. Por isso, determinar um número de repetições que conseguisse tal feito, sem que ocorresse prejuízo na execução, seria praticamente impossível. Basicamente, nossas contrações dinâmicas (isotônicas) se dividem em duas: – Concêntricas: quando o movimento vence a resistência, ou seja, quando deslocamos um peso; – Excêntricas: quando o movimento é vencido pela resistência; No caso das contrações concêntricas, estas chegam a falha neurológica (quando o músculo recebe o estímulo do cérebro mas não consegue mais contrair, devido a inúmeros fatores) acontece bem antes da falha excêntrica. Portanto, o método da falha concêntrica se baseia em um indicativo de perda de potencial contrátil temporário. O potencial da fase excêntrica é menor do que da excêntrica, sendo que esta chega a fadiga mais rapidamente. De uma maneira geral, a falha concêntrica ocorre quando o cérebro envia mensagens aos receptores musculares de que não há mais segurança em continuar o movimento. Com isso, os músculos literalmente “travam”.   Estudos científicos sobre a falha concêntrica   Usar aqui todos os estudos acerca da falha, tornaria este artigo extremamente extenso. Por isso, vou citar um artigo bastante interessante de Silva (2005) que visava verificar o aumento do tamanho das fibras musculares do bíceps, após 12 sessões de treinamento visando a falha concêntrica. Para este estudo foram usados 12 voluntários, bem treinados e com controle nutricional. Estes, realizaram treinos 2 vezes por semana para o referido músculo, com 3 exercícios compostos por 4 séries, sendo que apenas nas últimas duas se usava 90% de 1RM, visando a falha concêntrica. Após as 12 semanas, se verificou um aumento percentual de 12% no tamanho das fibras musculares do bíceps. Em um estudo de Gentil (2008) foram avaliados diferentes métodos de treinamento de força, para avaliar a influência no lactato sanguíneo (indicador de hipertrofia). Para isso, foram utilizados 7 homens treinados recreacionalmente, para verificar quais métodos eram mais eficientes. Foram testados os métodos de treinamento de força: – 10RM; -Superlento; – Isométrico funcional; – Oclusão vascular adaptada; – 6RM; – Repetições forçadas; – Séries descendentes; Com exceção do método isométrico funcional, todos os outros eram feitos até a falha concêntrica. Justamente o que não utilizava a falha concêntrica, foi o que produziu os piores resultados. O método de 6 RM e de séries descendentes foram os que melhores resultados apresentaram. Falha concêntrica, dicas de como usar ela em seu treino   Um treino que vise a falha concêntrica pode ser feito de inúmeras formas e vai depender do nível de treinamento de cada um e principalmente, dos objetivos de cada pessoa. Para exemplificar, imagine um treinamento de bíceps, onde se inicia o treino com o exercício de rosca direta com barra reta. Estipula-se inicialmente 4 séries, sendo que apenas nas duas últimas vai se buscar a falha concêntrica. Assim, as duas primeiras séries são feitas com um pouco menos de carga e o praticante, ao sentir que vai atingir a falha concêntrica, para o exercício no mesmo instante. Isto serve para preparar o músculo e principalmente, para fadigar o músculo e usar boa parte das reservas energéticas.   Nas duas últimas séries, se aumenta a carga e executam-se os exercícios até a falha concêntrica, que é o momento em que não se consegue mais executar nenhuma repetição sem ajuda. É possível fazer treinos onde todas as repetições visem a falha, mas na grande maioria dos casos, este tipo de treino não é muito eficiente. Além disso, métodos como o Drop-set, também buscam a falha concêntrica e a completa depleção das reservas energéticas. Todos os exercícios podem ser feitos até a falha concêntrica, desde que isto seja feito baseado em um planejamento prévio e com os objetivos em foco. Veja agora algumas dicas de como inserir a falha concêntrica em seu treino – Inicie com apenas algumas séries até a falha concêntrica: Como a periodização sempre é montada de acordo com a inter-relação entre volume e intensidade, deve-se evitar um treino inteiro baseado na falha concêntrica nos períodos iniciais. Um iniciante pode não ter benefícios tão visíveis quanto uma pessoa bem treinada. Iniciando com algumas séries e aumentando aos poucos, é possível conseguir um processo adaptativo melhor. – Reduza o volume de treino O método da falha concêntrica é bastante intenso. Como a intensidade é inversamente proporcional ao volume, você não conseguirá ter um treino longo usando de verdade este método. Por isso, o treinar até a falha concêntrica precisa ser feito com cuidado e método! – Estabeleça um parâmetro para a falha concêntrica A falha

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Muitas pessoas acreditam que sou evasivo em minhas respostas, pois sempre opto pelo depende. No treinamento físico, seja ele para fins estéticos, saúde ou rendimento, sempre temos muita coisa envolvida. Muita mesmo! Desta maneira, quanto mais as pessoas me perguntam qual o melhor exercício, mais eu respondo que depende. Com o treino de braços não seria diferente! Existem diferentes formas de estimularmos os músculos desta região, o que vai fazer com que tenhamos melhores ou piores resultados. Mas antes de falarmos disso, temos que entender como agem os músculos dos braços!   Treino de braços, começando pelo movimento dos músculos!   De forma geral, temos os seguintes músculos que compõe diretamente os braços: – Bíceps braquial; – Tríceps braquial; – Braquial; – Coracobraquial; Estes são os músculos que atuam diretamente no treino de braços. O bíceps braquial, o coracobraquial e o braquial, atuam no movimento de flexão do cotovelo. Já o tríceps braquial, atua no movimento de extensão do cotovelo. Aparentemente, o treino de braços tem uma certa limitação de movimentos, tendo em vista que temos poucas possibilidades de variações. Mas temos um fator que é determinante no treino de braços: o posicionamento dos ombros!   Posição dos ombros e sua influência no treino de braços   Tanto o bíceps braquial, quanto o tríceps braquial, são músculos que passam por mais de uma articulação, tendo como base sua origem e inserção. Neste sentido, temos o ombro e o cotovelo como estas articulações. Porém, tanto o bíceps braquial, quanto o tríceps, tem influência direta nos movimentos do cotovelo e em alguns particulares do ombro (mais como estabilizadores).     Neste sentido, graças a insuficiência ativa, o posicionamento dos ombros afeta diretamente o trabalho muscular destes dois músculos. O coracobraquial e o braquial, por serem menores e passarem por apenas uma articulação, não sofrem grandes graus de insuficiência ativa. Veja agora como estes músculos sofrem insuficiência ativa! Insuficiência ativa no Bíceps braquial   Quando temos uma flexão de ombro, aproximamos as extremidades do bíceps braquial e neste caso, temos um processo de insuficiência ativa. Movimentos como a rosca scoot ou o bíceps na polia alta, fazem com que tenhamos menos trabalho neste músculo. Observe que mencionei menos trabalho e não falta de trabalho! Desta maneira, estes movimentos acabam tendo como músculo mais solicitado, o braquial (principal flexor do cotovelo). Para otimizar o trabalho do bíceps braquial, temos que usar posições neutras do ombro, ou melhor ainda, em extensão. Neste sentido, a rosca direta no banco inclinado é um exemplo muito interessante para este objetivo!   Insuficiência ativa no tríceps braquial   De forma geral, apenas a porção longa do tríceps braquial sofre insuficiência ativa. Desta maneira, os movimentos que causam uma extensão do ombro, acabam tendo menor trabalho muscular nesta região. Exercícios como o tríceps banco (mergulho) ou o tríceps patada, tem uma menor solicitação da porção longa do tríceps. Isso não significa que eles precisem ser retirados de seu treino, apenas eles devem ser usados para os objetivos corretos.     Exercícios para o treino de braços   Rosca direta com barra reta Este é um movimento “clássico” e muito usado no treino de bíceps. Atua diretamente sobre as duas cabeças do bíceps (longa e curta). Porém, é importante ressaltar que em alguns casos, pode comprometer a articulação do cotovelo, pela posição não tão anatômica e confortável.   Rosca scoot Pelo posicionamento dos ombros, temos um processo de insuficiência ativa. Ou seja, o bíceps braquial é menos solicitado e temos uma maior atividade no músculo braquial. É um exercício muito importante para o fortalecimento do braquial e deve sim, fazer parte de sua rotina. Porém, deve ser usado nos momentos adequados.   Rosca martelo Pelo posicionamento do punho, temos uma atividade mais intensa na porção curta do bíceps. Tanto pode ser feita com halteres, como com corda na polia baixa. É um exercício muito importante para este objetivo em específico.   Rosca direta no banco inclinado Este é um movimento muito interessante, sob o ponto de vista de trabalho do bíceps. Pelo fato de que temos uma extensão de ombros, há uma atividade mais intensa do bíceps braquial. É fundamental que neste movimento, você utilize as escápulas em abdução, para que não haja interferência de músculos sinergistas.     Rosca direta na polia baixa com corda   Proporciona um conforto maior na execução e pode ser usada de diferentes formas. Como há uma rotação de punho, saindo da posição neutra para uma de supinação, temos um trabalho em ambas as cabeças do bíceps braquial.   Tríceps na polia alta com corda   Pelo fato de ser realizado com uma posição dos ombros de flexão, temos um trabalho em todas as porções do tríceps. Além disso, pelo posicionamento mais livre dos punhos, podemos ter uma rotação, o que potencializa o trabalho deste músculo.     Tríceps testa: O tríceps testa impõe uma maior sobrecarga ao tríceps, pelo fato de que a pressão da gravidade é maior (temos um arco de movimento mais amplo). Porém, é  importante salientar que o ombro não pode estar em 90 graus, pois isso gera um ponto de descanso e uma sobrecarga desnecessária. O ideal é uma angulação de 100 a 110 graus de flexão.     Tríceps francês Este é um exercício muito usado na preparação física de determinados esportes, por sua funcionalidade. É muito importante tomar cuidado para não flexionar em excesso o ombro e manter sempre, as costas apoiadas no banco.   Tríceps patada Por ser um movimento onde o ombro se encontra em flexão, temos uma menor atividade da porção longa do tríceps braquial. Isso não significa que ele não deva ser usado, mas devemos ter clareza desta limitação!   Tríceps banco (mergulho) Este movimento, além de fazer com que tenhamos uma insuficiência ativa da porção longa do tríceps, ainda causa uma sobrecarga desnecessária na articulação gleno-umeral (ombro). Deve ser usado em casos específicos e não devemos basear nosso treino de tríceps nele.     Otimizando o treino de braços   Use a

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O assunto hipertrofia envolve uma série de questões, que muitas vezes são levantadas por pessoas que não tem tanto conhecimento. Com isso, muitos mitos em torno da hipertrofia são criados, o que faz com que algumas pessoas venham a não ter resultados em seus treinos. De maneira geral, o processo de hipertrofia é bastante complexo e não se resume apenas a questões relativas ao treinamento em sim. Neste contexto, resolvemos desmistificar alguns mitos muito comuns e que podem estar comprometendo seus resultados! Veja agora 10 mitos sobre o treino de hipertrofia! Somente a carga de treino é que importa: Muitas vezes as pessoas acabam machucando-se em seus treinos de hipertrofia, justamente por usarem uma carga desnecessária. Para que ocorram as microlesões que irão gerar a hipertrofia, você não precisa agir como um guindaste. Fatores como cadência, tempo de descanso e amplitude de movimento, também influenciam positivamente seu treino e com isso, trazem bons resultados. Apenas usar carga e treinar da maneira errada, é o caminho certo para uma lesão! 3 séries de 15 para definição muscular: Não existe um treino que por si só, promova a definição muscular. Este conceito, que é basicamente pautado na redução do percentual de gordura, precisa ser pensado em um contexto nutricional adequado. Caso contrário, ele não trará os resultados esperados. E por fim, não existe treino para definição muscular, o que existe são estratégias que complementam a dieta!     Quanto mais isolado o exercício melhor para a hipertrofia: Este é um conceito ainda muito enraizado no cenário das academias. Muitas vezes, as pessoas treinam durante horas, buscando sempre isolar ao máximo determinada musculatura. Porém, diversos estudos mostram que o treino feito com exercícios multiarticulares e que envolvem mais de um músculo, são os mais efetivos para a hipertrofia. Para “crescer”, basta comer proteína: Muitas vezes, as pessoas acreditam que apenas as proteínas são importantes para a hipertrofia. Este mito, faz com que o corpo não funcione direito e algo que não está 100%, não evolui, certo? Comer de maneira correta, com todos os nutrientes necessários é fundamental para quem busca a hipertrofia. Treine apenas o que gosta: Todos nós temos preferências na hora de treinar. Muitos homens preferem a parte superior do corpo, da mesma forma que as mulheres preferem a inferior. Com isso, muitas vezes os resultados ficam comprometidos, pois temos de treinar nosso corpo de maneira integral, quando pensamos em resultados de hipertrofia. Sem isso, os processos de síntese proteica não acontecem e você não “cresce”. Além disso, não há como ter uma periodização para musculação adequada, sem incluir todos os grupamentos musculares! Somente com suplementos terei resultados: Uma questão colocada na cabeça das pessoas pela mídia, que busca vender mais suplementos. Você não precisa usar suplementos para conseguir a hipertrofia, mas para isso, vai precisar de uma boa dieta. Os suplementos apenas ajudam a melhorar o contexto nutricional e usados de maneira isolada, pouco resultado trazem. Quanto mais melhor: Treinar todos os dias, pode não ser o ideal para quem busca a hipertrofia. A ideia de que quanto mais melhor, não se enquadra neste cenário. Com treinos em excesso, você não terá o tempo necessário para que ocorram os processos de supercompensação, fundamentais para quem busca a hipertrofia.     Treino é tudo igual: Copiar o treino do “bombado” da academia pode ser uma grande furada. Todos nós temos nossa individualidade biológica, um fator determinante para a manutenção de nossa saúde. Não devemos copiar o treino de outras pessoas, pois elas não tem o mesmo corpo que nós. Sempre devemos buscar a orientação de um profissional de educação física. Quanto mais aparelhos, melhor a academia: Hoje já sabemos que os exercícios feitos com pesos livres tendem a ser muito mais eficientes para os treinos de hipertrofia. Por isso, não escolha uma academia pelo número de aparelhos que ela tem, pois geralmente, os treinos bem montados, usam poucos deles. Água não é fundamental: A água regula todos os nossos processos celulares, portanto, independentemente de qual seja o seu objetivo, ela é fundamental. No caso da hipertrofia, ela ainda auxilia nos processos de regeneração muscular, fundamentais para quem busca aumentar seu volume muscular.   Além disso, o ramo da hipertrofia ainda reserva uma série de outras questões! Tem alguma dúvida ou sugestão? Me mande uma mensagem que terei prazer em te ajudar!

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Muitas mulheres pecam pelo fato de treinarem apenas os músculos que mais lhes agradam. Com isso, os resultados estéticos e funcionais em seu corpo ficam altamente prejudicados. Treinar peitoral e dorsal, por exemplo, é vital em qualquer treino feminino, por uma série de razões. Basicamente, uma mulher que não treina os músculos dorsais e peitorais, está deixando de obter melhoras substancias na simetria de seu corpo, bem como de sua funcionalidade. Isso acontece por que, além de estarmos falando de grupos musculares grandes e que desempenham papel fundamental nas solicitações diárias, os dorsais e peitorais ainda tem implicações sobre outras musculaturas. Por exemplo, quem executa o exercício supino reto, que é utilizado no treinamento de peitoral, estará treinando também seu tríceps, já que ele atua neste movimento. O mesmo acontece com as puxadas e remadas, usadas nos treinos de costas, que vão utilizar fortemente seu bíceps. Veja então agora, algumas razões para treinar peitoral e dorsal, mesmo você sendo mulher!   Mulher precisa treinar peitoral e dorsal? Claro que sim! Melhora da síntese proteica: Nosso corpo não é um amontoado de partes, mas sim uma totalidade. Por isso, ao deixar de treinar músculo grandes como é o caso dos peitorais e dos dorsais, você estará deixando de melhorar a sua síntese proteica e com isso, seus resultados em termos de treino de hipertrofia ficam prejudicados. Aumento do metabolismo basal: Já mencionamos anteriormente que quanto mais músculos em seu corpo, mais acelerado ficará seu metabolismo basal. Com isso, quem visa emagrecer ou melhorar a definição muscular, colhe ótimos frutos do treinamento correto de membros superiores. Pois como já falamos, os músculos dorsais e peitorais são muito grandes e fortes, o que faz com que eles gastem muito mais energia e com isso, auxiliem no processo de eliminação de gordura. Treino potencializado: Se você não treina nem dorsais e nem peitorais, além da falta de fortalecimento nessas áreas, ainda terá que utilizar exercícios específicos para os braços e ombros. Já se o seu treino de peitorais e dorsais for eficiente, você ganha tempo e qualidade, pois não irá precisar de um treino específico para estes outros grupamentos menores. Lógico, se isso for feito da maneira adequada e a intensidade de seu treino for suficiente para promover alterações fisiológicas e bioquímicas. Melhora da simetria: Além disso tudo, quando se treina da maneira adequada estes grupamentos musculares, ainda temos uma melhora da simetria. Isso por que a parte superior do corpo não estará tão diferente da parte inferior e as linhas ficarão muito mais limpas e uniformes. Por exemplo, com um bom treino de dorsais, sua cintura ficará mais fina, pelo formato em V destes músculos. Além disso, com o fortalecimento e melhora da tonicidade dos músculos peitorais, seus seios ficarão mais rígidos e sustentados. Por isso, se quer um corpo bonito e simétrico, trate de treinar seu corpo como um todo! Melhora da funcionalidade: Ninguém deve treinar apenas para fins estéticos, pois chega um momento onde a funcionalidade se torna fundamental em nossas vidas. Com o treinamento dos músculos dorsais e peitorais, você manterá seus níveis de força em membros superiores e conseguirá manter sua funcionalidade nas tarefas diárias por muito mais tempo. Além disso, será possível melhorar sua produtividade e disposição, com o fortalecimento destas regiões.   Sempre busque um treinamento completo, onde a questão da estética se torne consequência. Mulher que treina apenas pernas e abdômen, acaba ficando lesionada e com o corpo assimétrico. Toda mulher precisa treinar membros superiores, para que possa melhorar sua densidade muscular e ativar mais fortemente seu metabolismo basal!  

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