A simetria dos membros inferiores depende também, de um bom volume muscular nas panturrilhas. Neste sentido, é fundamental que o treino de hipertrofia para panturrilhas seja feito de forma adequada, para termos bons resultados. Para entendermos melhor como deve ser o treino de panturrilhas, precisamos compreender quais são os músculos a serem trabalhados e qual a sua ação.   Treino de hipertrofia para panturrilhas, músculos e ação muscular   As panturrilhas são o nome comum de um grupo de músculos denominado tríceps surral. Basicamente, os músculos das panturrilhas são o sóleo e o gastrocnêmio. Apesar de serem parecidos e executarem basicamente a ação de extensão do tornozelo, eles são trabalhados de maneira diferente. O sóleo é um músculo menor, que tem um bom potencial de torque. Já o gastrocnêmio, é maior, passa pela articulação do tornozelo e do joelho e tem um enorme potencial de torque. O fato deste músculo passar por duas articulações, confere a ele uma característica especial, conhecida como insuficiência ativa. Basicamente, ele tem menor potencial contrátil quando o joelho está flexionado. Por isso, alguns exercícios que são feitos sentados, tem menos ação sobre o gastrocnêmio. Como são estes dois músculos que irão crescer e hipertrofiar, dando um aspecto mais musculoso a suas panturrilhas, os exercícios para este objetivo precisam ser feitos através de uma extensão de tornozelo. Este é o movimento básico de qualquer treinamento de panturrilhas.   O gastrocnêmio participa diretamente nos movimentos de flexão plantar e auxilia na flexão do joelho. Já o sóleo, atua apenas na flexão plantar. Desta maneira, não temos uma ação muscular muito complexa. O que interfere diretamente no treino de hipertrofia para panturrilhas é a qualidade dos movimentos. Juntamente com o treino de hipertrofia para pernas, temos uma ação muscular completa em membros inferiores!   Treino de panturrilhas, dicas e aspectos práticos   Use uma boa amplitude de movimento: Por ser um movimento mais “curto” e se tratar de um músculo com grande potencial contrátil, o treino de panturrilhas precisa ser feito com uma boa amplitude. Porém, muitas pessoas acabam colocando muita carga e reduzem a amplitude do movimento. Além de prejudicarem suas articulações, estas pessoas ainda terão resultados piores do que se usassem menos carga e mais qualidade no seu movimento. Usar muita carga, mas com um movimento ruim e sem qualidade, apenas sobrecarregará suas articulações e não te trará qualquer resultado em seu treino de hipertrofia! Dê preferência aos exercícios feitos com o joelho estendido: Como já mencionamos, os exercícios feitos com os joelhos flexionados, reduzem a participação do gastrocnêmio. Com isso, a ação sobre o tríceps surral em geral, fica reduzida. Por isso, sempre dê preferência para exercícios feitos com os joelhos esticados, a não ser que seu objetivo seja fortalecer o sóleo especificamente. Treine de maneira intensa: Como os músculos das panturrilhas são muito fortes, não é qualquer trabalho feito em intensidade submáxima que irá fazer com que os processos adaptativos entrem em cena. Por isso, busque sempre treinar de maneira intensa, de preferência até a falha concêntrica, para que seja possível impor a estes músculos, um processo de adaptação baseado nas microlesões celulares. Por isso, é fundamental alternar estímulos, usando estímulos de ordem predominantemente tensional e outros, com foco em estímulos metabólicos. Isso fará com que haja uma melhora na qualidade das respostas hipertróficas!     Leve em conta os demais exercícios: É muito importante sempre ter em mente que alguns exercícios usam a musculatura das panturrilhas como estabilização. É o caso do agachamento, por exemplo, que envolve não apenas os músculos das coxas, mas também o gastrocnêmio. Por isso, este tipo de exercício precisa ser considerado em seu treino de panturrilhas. Neste sentido, usar movimentos que envolvem flexão de joelho, por exemplo, no mesmo dia do treino de panturrilhas, pode ser de grande valia para termos melhores resultados. Isso é otimizar o treino e aumentar a sua intensidade! Qualidade e quantidade na medida certa: Não precisa fazer 20 séries, ou 5 exercícios diferentes. Algumas variações na posição e que você se encontra, para que seja possível uma maior intensidade já é suficiente. Cerca de 2 ou 3 exercícios já são mais do que suficientes. O que é importante é a intensidade em que você treina. Além disso, em muitos casos, usar dois treinos intensos por semana, separados por pelo menos 72 horas, também pode ser uma estratégia bastante interessante. Mas lembrando que cada caso deste deve ser visto com base nas individualidades.     Periodização correta: Não apenas para o treino de hipertrofia para panturrilhas, mas para um contexto geral. É fundamental pensar em um processo de periodização para musculação adequada. Através dela, teremos um controle das cargas e da intensidade a ser usada. Sem a periodização, não saberemos como controlar o aumento progressivo da intensidade e das cargas. E isso, seja para o treino de panturrilhas, seja para todo o restante, é fundamental! Descanso adequado: O treino de hipertrofia para panturrilhas, bem como todo e qualquer treinamento, precisa de estímulos, dieta adequada e descanso. Treinar panturrilhas todos os dias, não é a solução mais adequada. A menos, que esta seja uma estratégia para otimizar a supercompensação. Mas no geral, o ideal é entre 2 e 3 treinos por semana, dependendo da rotina e dos objetivos de cada um!   O treino de hipertrofia para panturrilhas é muitas vezes deixado de lado. É fundamental que hajam estímulos adequados, dentro de um contexto certo, para que tenhamos melhores resultados! Bons treinos!

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A periodização para musculação é uma das bases para bons resultados. Neste artigo você irá ver tudo o que precisa saber sobre o assunto!   Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve! Frase célebre para mostrar um pouco da importância do planejamento. Em termos de treinamento físico, isso é não apenas importante, mas sim fundamental! Mesmo você que não tem maiores pretensões em termos de rendimento, mas quer melhorias estéticas, funcionais e metabólicas, precisa de um bom planejamento de treino de musculação. Usaremos um conceito mais científico para tratar disso, a periodização para musculação.     O conceito de periodização para musculação é oriundo do treinamento desportivo e por isso, tem características especificas. A periodização nada mais é do que um planejamento estratégico do treinamento. No caso da periodização para musculação, temos diferentes estudiosos, que montaram modelos para determinados casos. Vamos ver agora os principais modelos de periodização para musculação!   Periodização para musculação, veja os principais modelos   De forma mais generalizada, vou me ater a 3 modelos de periodização para musculação:   Modelo linear Modelo ondulatório Modelo em blocos   Existem muitos outros modelos, mas estes três são os mais usados. A escolha do modelo de periodização diz muito respeito a quem está aplicando e ao aluno em questão. Todos os modelos têm vantagens e desvantagens. O modelo linear, também conhecido como clássico foi criado e propagado pelo russo Matveev. Ele propõe uma organização muito bem estruturada, com os ciclos bem definidos. Oliveira (2005) preconiza que o modelo tradicional de periodização do treinamento, foi fundamental para a fundamentação da teoria da Síndrome Geral da Adaptação.  Esse modelo se caracteriza pela variação das cargas de treinamento e é dividido em três períodos: preparação (ou base), específico ou de competição e período de transição. Já no modelo ondulatório, temos uma variação constante da relação volume-intensidade. No modelo de blocos, temos blocos focados em determinadas qualidades físicas. Estou resumindo em poucos parágrafos algo que daria conteúdo para vários livros. Mas o que quero é te mostrar que no geral temos diferentes modelos. Eu particularmente, para objetivos não competitivos, prefiro o modelo clássico. Mas isso varia de cada profissional. Mas como deve ser feita esta escolha? Periodização na musculação, como escolher o melhor modelo?     Esta é uma questão complexa. Cada um dos modelos tem variações, vantagens e desvantagens. É fundamental que o profissional que vai montar seu treino, saiba como escolher o modelo de periodização para musculação mais adequado. É muito importante pensar que estes modelos citados não foram pensados para a musculação, mas sim para o treinamento desportivo. Estes modelos são adaptados para a musculação. Desta maneira, precisamos entender as vantagens de cada um dos modelos. Como isso tornaria o texto extenso demais e ainda quero mais a frente utilizar uma abordagem mais prática, irei falar os motivos da escolha do modelo linear para a musculação. De forma geral, o modelo linear de periodização para musculação nos permite um controle mais fácil, sem que haja qualquer prejuízo nos resultados. Temos uma sequência bem definida e um controle de volume-intensidade muito bem definido. Mas é importante salientar que isso vale para fins estéticos. Quando alguém que busca fazer preparação física para determinado esporte, por exemplo, avalio a situação e quando necessário, uso outro modelo. Vamos agora partir para uma abordagem mais prática da periodização para musculação!   Periodização para musculação, por onde começar?   A periodização pode ser pensada sobre diferentes óticas. No geral, o ponto de partida é a avaliação das capacidades e individualidades de cada indivíduo. Tendo como base que teremos 3 períodos distintos, temos que delimitar como iremos trabalhar em cada um deste. No período básico, geralmente trabalhamos com as qualidades físicas de base. Resistência muscular localizada, resistência de força, Força máxima e pura, melhora da flexibilidade e da coordenação motora inter e intramuscular geralmente são trabalhados neste período. Já no período específico, trabalhamos com formas de treinamento mais intensas, com foco nos objetivos específicos de cada um. No período transitório, teremos um trabalho mais leve e recreacional apenas. Neste caso, o ponto de partida é delimitar quanto tempo teremos para cada ciclo completo. Para isso, usaremos o conceito de ciclo. Dividimos o período completo da periodização em 1 ou 2 macrociclos. Para cada ciclo de 1 a 3 meses, damos o nome de mesociclos. Para as sessões diárias ou até mesmo semanas de treino, damos o nome de microciclo.   Periodização para musculação, não deixe o mais importante de fora!   Depois de delimitar o tempo de cada período, os objetivos de cada fase e a forma como iremos trabalhar, chegou a hora de calcular as cargas e a relação volume-intensidade. No período básico, Matveev (1977) preconiza que podemos usar uma proporção de volume-intensidade de 70-30 e ir modificando isso conforme o passar dos macrociclos. Sim, você não leu errado, no período básico indica-se mais volume e menos intensidade.   Depois disso, esta relação vai sendo alterada para termos mais intensidade e menos volume nas fases seguintes. Isso tem uma relação direta com a carga! Ou seja, de acordo com o passar do tempo da periodização, teremos um aumento gradual da intensidade e das cargas de trabalho (que é diferente de peso). Parece óbvio, mas muitos erram neste caso.   Microciclos na periodização   Os microciclos precisam ser planejados dentro do contexto do mescociclo. Eles podem ter duração de um dia, até uma semana. Temos diferentes modelos de microciclo: – De choque Quando usamos uma intensidade mais elevada, para causarmos uma adaptação mais intensa. É o ápice da aplicação de carga. – De recuperação: É o microciclo onde usamos uma carga reduzida, para que haja a supercompensação. Na grande parte dos casos, precede um microciclo de choque. Neste período, usamos também o Taper!  – Ordinário: É o microciclo em que buscamos a melhora da condição, mas sem uma carga elevada demais, como é no caso do choque.   A organização dos microciclos, dentro do mescociclo, faz com que tenhamos um controle mais

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Um bom treino de pernas é algo bastante complexo de ser montado, pois existem uma série de situações a serem consideradas.  Isso por que as musculaturas envolvidas, bem como as articulações, fazem com que as amplitudes de movimento sejam muito grandes e a intensidade do treino se torne elevada. Além dos movimentos nas articulações do joelho e do quadril, a coluna vertebral também precisa ser levada em conta quando pensamos neste tipo de treino, do ponto de vista articular. Ou seja, temos envolvidas no treino de pernas algumas das articulações mais complexas de nosso corpo. Por isso, este tipo de treino precisa ser bem planejado e muito bem executado, não apenas por questões estéticas, mas principalmente por causa da funcionalidade. Existem muitas pessoas que desenvolveram lesões de joelho, quadril ou coluna vertebral, por causa de treinos de pernas mal executados e mal planejados. Os músculos das pernas têm grande capacidade de torque e de resistência, o que faz com que a intensidade seja fundamental para o desenvolvimento destes. Com isso, é vital que alguns aspectos sejam levados em conta na montagem deste tipo de treino. Veja alguns deles!   Treino de pernas, fatores metodológicos que não podem ser esquecidos!   – Execução Nada é mais importante do que uma boa execução na musculação. Ao contrário do que muitas pessoas fazem na academia, onde colocam cargas que impedem uma boa execução, você tem que priorizar a qualidade de seus movimentos. Isso muitas vezes pode incluir treinos com exercícios educativos, que podem parecer perda de tempo, mas no longo prazo irão melhorar muito seus resultados e principalmente, manter sua saúde articular. Jamais use uma carga que prejudique sua execução de movimento! Isso por que além de não estar atingindo a musculatura alvo do exercício, você ainda estará sobrecarregando músculos e articulações auxiliares, que deveriam estar apenas estabilizando o movimento. – Controle das cargas: O controle das cargas é muito mais do que apenas controlar a quilagem que você levanta em um treino.  Ele é o controle sobre a carga interna e externa que o treinamento produziu. Na prática, o controle das cargas aplicado ao treino de pernas é fundamental para estipular o seu descanso. Isso por que elevadas cargas de treino necessitam de mais dias de recuperação entre um treino e outro, para que não sejam desenvolvidas lesões e nem o overtraining. – Intensidade: Além dos fatores mencionados acima, a intensidade é fundamental no treino de pernas. Isso por que como já citei acima, para que estes músculos se desenvolvam, eles precisam ser estimulados acima de seu limiar de trabalho diário. Veja o seguinte, durante todo o dia usamos os músculos das pernas para nos locomover e para auxiliar na estabilização das posturas. Portanto, um trabalho que gere hipertrofia nesta musculatura, precisa ser intenso e acima dos limiares de trabalho diários. Por isso, para que seu treino de pernas seja de fato efetivo, precisamos de alta intensidade! Uma das formas de conseguir isso, é com a falha concêntrica! – Fortalecimento do core: Não é somente o quadríceps e os isquiotibiais que precisam ser levados em conta neste tipo de treino. Toda a musculatura do core (abdômen e lombar) precisam estar fortalecidos, para evitar lesões e conseguir melhor qualidade em seu treino. Estes músculos são amplamente utilizados nos exercícios para as pernas, principalmente nos multi-articulares. Por isso, eles precisam estar fortalecidos para que seja possível obter resultados com qualidade e segurança.   Além destes fatores citados, o acompanhamento profissional também é fundamental, já que somente desta forma será possível respeitar suas individualidades e manter sua saúde em dia. Caso você não tenha nenhum profissional capacitado para te ajudar, conheça meu serviço de consultoria online, onde irei prescrever seus treinos, baseado em suas individualidades e com acompanhamento constante. Bons treinos!

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Vez ou outra, nos deparamos com aqueles barulhos incômodos vindo de nossas articulações. Quando fazemos algum movimento um pouco mais abrupto e rápido ou quando ficamos muito tempo parados em uma posição, ou até mesmo quando insistimos em pressionar os dedos das mãos produzindo estalos. Sua ocorrência é intrigante, e todos nos perguntamos se esses ruídos são normais, ou se há algo de errado quando nosso corpo produz esses estalidos, mais conhecidos como crepitação articular. É o que vamos descobrir agora!     As articulações servem para conectar um osso com o outro, e tornar possível sua movimentação completa, com estabilidade e segurança. Elas diminuem o atrito e previnem a regeneração óssea precoce. Elas são compostas por ligamentos (auxiliam na estabilidade), cápsula articular e internamente, membrana sinovial que secreta o líquido sinovial (nutrição articular e permite a movimentação). E em alguns casos, a articulação é acompanhada por  meniscos (joelhos), discos intervertebrais (coluna) e bursas, além de ser sustentado por tendões e músculos.   Qual é o mecanismo da crepitação articular?   As crepitações que ocorrem, acontecem dentro dessa cápsula articular. Como vimos, dentro dela existe um líquido (composto por alguns tipos de gases) que nutre, lubrifica a articulação e facilita o deslizamento ósseo, chamado de líquido sinovial. O que acontece quando estala alguma articulação, nada mais é do que um maior afastamento ósseo com consequente alongamento da cápsula articular momentâneo. Isso gera uma diminuição da pressão nesse fluido sinovial, formando um vácuo no interior da articulação, fazendo com que os gases, agora menos solúveis no líquido, produza bolhas, processo que chamamos de cavitação.   Essas bolhas são rompidas quando ocorre o alongamento excessivo da cápsula articular, produzindo aquele barulho do estalido. Esses gases demoram em torno de 15 a 30 minutos para dissolverem por completo novamente no líquido sinovial. Isso explica porque não conseguimos estalar novamente os dedos logo em seguida. Foi observado também que após o estalo, a articulação tem um aumento significativo de amplitude de movimento, mesmo que momentaneamente.   Leia também: Musculação e hérnia de disco, prevenção e cuidados! Afinal, é normal ocorrer a crepitação articular ou ela é sinal que há algo errado?   A resposta é: depende. Se a crepitação articular for frequente e involuntária (ou seja, não é você quem está provocando o ruído), como, por exemplo, toda vez que flexiona o joelho, o braço, ou, ao caminhar, estala a articulação do tornozelo, é possível que haja alguma deficiência articular. Essa deficiência pode ser alguma falha na estabilidade ou ainda certa alteração óssea. Se há dor junto com o estalido então, nem se fala.  Nesse caso, o melhor a fazer é procurar um profissional de fisioterapia para verificar a causa real desses estalos constantes. Se os estalos acontecem ocasionalmente, pouco frequente, não há tanto problema. Por exemplo ao levantar muito rápido, depois de ficar muito tempo sentado, ou em um movimento mais brusco, por exemplo, sem dor e nenhum tipo de fisgada, o ruído é normal. Isso porque como vimos no mecanismo do estalo, é um fenômeno fisiológico que ocorre, e não traz danos ao nosso corpo.   Posso estalar os dedos sempre que quiser, então?   Chegamos à questão. Quando nós estalamos, estamos tornando um ato que nosso corpo fazia quando tinha que ser feito, para um ato voluntário, ou seja, deixa de ser algo fisiológico, e pode sim se tornar danoso. Apesar dos estudos não trazerem resultados muito significativos em relação a esse assunto, acredito que essa prática contínua possa trazer resultados nocivos nas partes moles, como na cápsula articular em si, pois ela estará alongando e encurtando repetidamente, podendo trazer uma disfunção futura. Pode causar danos aos ligamentos e tendões que se inserem na articulação, além de, em longo prazo, aumentar o atrito ósseo, oferecendo uma predisposição à degeneração óssea e consequentemente articular.     Muitas pessoas têm por costume estralar os dedos no dia-a-dia. Fazem isso quando estão ansiosas, nervosas, para relaxar, ou até mesmo pelo simples fato de ouvir esse “barulhinho”. Quando se dão conta já estão estalando de novo, e de novo, e de novo. Agora o desafio é nos fiscalizar quanto a esse hábito.  Afinal, não queremos ver no futuro se essa ação trará alguma perda funcional ou não, não é mesmo? Ou seja, a crepitação articular pode ter vários motivos e alguns deles podem ser danosos!

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Podemos dizer que encontrar a quantidade de exercícios na musculação é uma tarefa inglória, pois dependem disto, inúmeros fatores. Veja neste artigo um pouco mais sobre este assunto! Vejo constantemente pessoas indo para a academia fazer musculação e lá passarem quase duas horas “treinando”. Geralmente, estas pessoas não tem resultados tão satisfatórios e acabam apenas perdendo tempo. Lógico que cada caso merece uma avaliação individualizada, mas podemos dizer que no geral, a quantidade de exercícios na musculação varia de pessoa para pessoa, mas jamais um volume muito elevado será o indicado! Muitas pessoas afirmam, inclusive alguns profissionais de educação física, que devemos executar de 4 a 5 exercícios para grandes grupos musculares e de 2 a 4 para grupos menores. Até pode ser um parâmetro de quantidade ideal de exercícios, mas jamais pode ser tomado como uma verdade absoluta, afinal, estaríamos eliminando assim o princípio da individualidade biológica. Vamos então ver alguns conceitos fisiológicos e alguns estudos, que nos trazem alguns parâmetros sobre a quantidade ideal de exercícios!   O que a ciência fala sobre a quantidade de exercícios na musculação?   Trazer aqui para vocês todos os conceitos e estudos que já foram feitos neste sentido, seria no mínimo incoerente, pois transformaria este artigo em um livro, bem grande diga-se de passagem.  Então, vamos avaliar alguns aspectos e estudos já feitos sobre a quantidade ideal de exercícios:   – Hormônios: em treinamentos com mais de uma hora, existem diversos estudos que mostram que ocorre um aumento considerável do cortisol, com relativa diminuição de secreção da testosterona. Desta maneira, se o objetivo for a hipertrofia, mais de uma hora de treinamento não é o ideal. Portanto, neste caso uma quantidade ideal de exercícios precisa levar em conta o tempo total do treinamento. – Organização do treino: uma pessoa que vai treinar apenas 3 vezes por semana, se for executar 5 exercícios para grandes grupamentos musculares, como sugerem algumas pessoas, irá passar muito mais tempo do que o indicado treinamento. Por isso, para encontrar a quantidade ideal de exercícios, será necessário avaliar a organização do treino de cada pessoa.   Leia também: 5 aspectos de um treino de qualidade   – Nível de aptidão física: uma pessoa que é sedentária e inicia um treinamento resistido, terá uma quantidade ideal de exercícios muito maior do que alguém que já treina a mais tempo. Isso por que alguém que já tenha uma base de desenvolvimento físico, consegue ter um treino muito mais intenso do que um iniciante. – Intensidade: a intensidade é inversamente proporcional ao volume. Portanto, uma pessoa que treina mais de uma hora e diz que faz isso em alta intensidade, está muito enganada. Quanto mais intenso for o treino, menor será sua duração. Portanto, como já falei em diversos artigos anteriores, treinos muito intensos são mais interessantes para hipertrofia do que treinos muito volumosos. Portanto, vale mais a pena ter 3 exercícios bem intensos para determinado grupo muscular do que ter um treino com 5 ou mais exercícios, sem a devida intensidade! Neste caso, a falha concêntrica é sempre um bom parâmetro!   Estudos sobre a quantidade de exercícios na musculação Melo (2004) realizou um estudo com homens treinados, para determinar isto. Ele pegou 14 homens, com pelo menos um ano de treinamento resistido. Dividiu eles em dois grupos de 7. O primeiro grupo, realizou treinos para os músculos do quadríceps com a quantidade de 3 exercícios (Agachamento livre, avanço e cadeira extensora). Já o segundo grupo, realizou 5 exercícios para o mesmo grupamento muscular (agachamento, avanço, leg press, cadeira extensora e agachamento estático). Ele utilizou entre 70 e 100% de 1RM de referência de carga e os intervalos entre as séries eram de um minuto. Ao final de 2 meses, os resultados foram os seguintes: – O grupo 1 obteve uma melhora da composição corporal de 5% a mais que o grupo 2, com aumento de massa magra (hipertrofia); – O aumento da força no grupo 1 foi 8% maior que no grupo 2; Existem outros milhares de estudos parecidos com este, mas praticamente todos eles mostram que uma quantidade ideal de exercícios geralmente não é um número muito elevado. Não vou lhe dar um número exato, pois a delimitação desta quantidade, depende muito de cada caso. Além disso, nada vai substituir um bom profissional acompanhando seus treinos, com uma boa periodização e principalmente, adaptando as variáveis! Bons treinos!    

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Tomar uma cervejinha com os amigos no final de semana não faz mal a ninguém, não é? Depende, se você busca melhores resultados na academia, pode sim fazer mal, e muito, diga-se de passagem. E não estou falando apenas de atletas, fisiculturistas, mas de qualquer pessoa que busque bons resultados e opte por um estilo de vida saudável. Este é um assunto polêmico, pois estamos falando do principal lubrificante social de todos os povos e de algo que praticamente toda pessoa com mais de 18 anos já provou. Mas pode acreditar, seu treino pode estar estagnado graças ao consumo exagerado de álcool. Desta forma, a relação entre o álcool e musculação precisa ser entendida! Como o álcool tem  efeitos de euforia e desinibição ele  é muito utilizado por jovens, inclusive os atletas. Segundo um estudo de Cavalcante (2002) entre os estudantes universitários o consumo é de 29% entre as mulheres e 42% entre os homens. Isso tudo só deixa claro como o consumo de álcool é presente em nossa sociedade de uma maneira geral, e quem busca de verdade bons resultados tem de ser forte e manter-se firme em suas convicções para não cair em tentação. O que Influencia na relação entre álcool e musculação? Que o uso é indiscriminado, todos sabem, mas de que maneira isso afeta o treinamento? Quais os efeitos? As respostas são variadas. O primeiro ponto negativo que o álcool traz ao organismo é a excitação nervosa, que acaba por prejudicar o sono e consequentemente o descanso. Muitas pessoas, defensoras do consumo de álcool “socialmente” dizem que dormem melhor depois de uma “bebedeira”. O fato é que realmente se pega no sono mais rápido, mas a capacidade de o corpo ter uma recuperação orgânica mais eficiente é muito reduzida. Isso se explica pelo fato de o corpo tentar recompor o equilíbrio de acidez e de hidratação. Mas não é este o maior problema do consumo de álcool. A desidratação, ocorrida devido ao estado elevado de acidez que o álcool causa no corpo, e com um estado de desidratação, os processos metabólicos e anabólicos ficam muito prejudicados. A desidratação é a forma mais pura de estado catabólico, pois ela causa uma perda bastante acentuada das principais funções celulares.  Para se ter uma rápida ideia sobre este fato, o álcool tem uma absorção de mais de 90% em cerca de uma hora. A eliminação porém, não é tão rápida assim. Cerca de 6 a 8 horas são necessárias para que a mesma quantidade seja metabolizada e eliminada. Pense em como isso afeta seus resultados, pois 8 horas equivalem a 1/3 do seu dia. Álcool e a dieta, outra relação conturbada! Há comprovação que o álcool prejudica em muito a absorção de vitaminas, como as do complexo B,  B1, B2, B6, B12 e a vitamina C, todas elas de grande importância anabólica. É praticamente impossível conseguir bons resultados de hipertrofia com alguma destas vitaminas em falta no organismo. Além disso, o álcool é quase tão calórico quanto a gordura. Para se ter uma ideia, uma grama de gordura tem 9 kcal. Os nutrientes como carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais tem 4 kcal por grama e o álcool tem 7 por kcal. Para se ter uma noção geral, a grande maioria das bebidas tem um percentual de pelo menos 25% de álcool, sem contar que a maioria contém açúcar ou outros carboidratos simples. Além disso, o álcool é um dos principais inibidores da produção e liberação de testosterona, um dos hormônios mais anabólicos de nosso corpo. Segundo Pinheiro (2010) ““diversos estudos comprovam que o álcool é hiper-estrogenico, sendo assim, nas mulheres, faz o  fígado produzir muito mais hormônio feminino (estradiol/estrona), e nos homens, esse efeito  é refletido na inibição dos receptores da testosterona, tanto no tecido muscular e hipotálamo. Neste último, os danos são ainda mais agravantes, pois além de causar um inchaço nas fibras, prejudica ganhos de força e acelera a fadiga”. Concluindo, se você busca melhores resultados e acha que está estagnado, reveja seu consumo de álcool. Como muitos sabem, doses muito pequenas, equivalentes a uma dose de 200 ml são indicadas para melhora na circulação sanguínea. Mais que isso, apenas efeitos negativos decorrem do álcool.  

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Dentro de uma boa estratégia de treinamento, é muito importante que a supercompensação sempre seja levada em conta. Veja mais sobre a importância do Taper neste contexto!   Este é um texto muito importante para você que treina de maneira disciplinada durante todo o ano. Se você é daqueles que burla constantemente seu treino, que raramente termina o programa da maneira que ele foi concebido, pode parar a leitura por aqui, o texto não é para você! Brincadeiras à parte, o Taper é uma importante estratégia para quem quer ter bons resultados em seus treinos, com toda a segurança necessária. Quando pensamos em uma periodização, muito mais do que apenas definir datas e métodos de treino, temos que estipular as alterações de intensidade e volume no período em questão. O descanso planejado é fundamental para que possamos ter melhores resultados em termos de hipertrofia. Por isso, dentro de uma estratégia de periodização bem aplicada, temos que ter períodos com mais e menos intensidade. Nos períodos em que o volume e a intensidade dos treinos é menor, temos o que chamamos de Taper! Taper, o que é este período?   De maneira geral, o Taper significa um período onde reduzimos o volume e a intensidade dos treinos, com o objetivo de potencializar a hipertrofia ou o resultado que se almeja. Na corrida de rua por exemplo, este período também é chamado de polimento e é realizado alguns dias antes de determinada prova. Sem me apegar a termos técnicos, seria basicamente o seguinte: você está treinando de maneira correta e sem burlar os treinos durante um bom tempo. Com isso, seu corpo está recebendo estímulos constantes. Num período pré-determinado, você reduz propositadamente os treinos. Por exemplo, se você treina 40 minutos, com determinado grau de intensidade, vai treinar 20 minutos, sempre de maneira submáxima. Com isso, seu corpo irá “descansar” e ocorrerá a supercompensação. Os resultados disso são bastante positivos. Você irá perceber uma melhora em suas condições gerais, terá melhora em termos de hipertrofia e reduzirá consideravelmente os riscos de overtraining e de lesão.   Como usar o Taper de maneira adequada   Esta é uma questão complexa. Muitas vezes vejo algumas pessoas indicando o Taper para 2 ou 3 vezes no ano. Mas tudo vai depender de que maneira seu treino é conduzido. Se o seu treino é feito em alta intensidade, será necessário que você faça mais períodos de Taper durante o ano. Da mesma maneira, se você usa uma periodização ondulatória, terá menos necessidade de Taper. Tudo isso altera consistentemente a maneira como o Taper pode ser feito. Além disso, temos outras questões a serem levadas em conta. É possível, por exemplo, usar um Taper para determinados grupamentos musculares apenas. Se você apresenta um desenvolvimento menor em algum grupo, pode treinar de maneira mais intensa este por um período e depois entrar em Taper. De maneira prática seria da seguinte maneira: imagine que o grupamento muscular que você queira desenvolver seja o quadríceps e os isquiotibiais. Dentro de um planejamento, você irá treinar estes músculos de forma intensa, de preferência com base na falha concêntrica, durante 5 dias seguidos e depois, passar de 7 a 8 dias sem que eles sejam solicitados em seu treino. Este seria um modelo de Taper, que irá promover adaptações bastante acentuadas. Qualquer um pode fazer isso? Claro que não! Porém, em pessoas que queiram quebra de platô de desenvolvimento, isso pode ser feito. Além disso, é muito importante tomar o devido cuidado com a intensidade deste tipo de treino. E a dieta, como fica no Taper?   Este é um ponto muito importante! Muitas pessoas enxergam o Taper como um período de “férias”. Pois bem, ele não tem nada a ver com férias! Neste momento, você precisa que sua dieta esteja muito bem alinhada, para que hajam nutrientes para suprir as necessidades da síntese proteica.   Leia também: 5 aspectos práticos de um treino de qualidade!   Por isso, a quantidade de micro e macronutrientes precisa estar alinhada com este objetivo. Mais um ponto importante para que o trabalho seja multidisciplinar! A suplementação, a água e a alimentação precisa ser alinhada com este objetivo, senão, de nada vai adiantar fazer o Taper!   Neste vídeo, eu mostro um pouco mais sobre o Taper! Caso você queira um treino periodizado, onde todos estes itens sejam levados em conta, conheça minha consultoria online! Bons treinos!  

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Um treino de qualidade é a base para toda e qualquer estratégia, seja de hipertrofia ou de emagrecimento. Veja 5 aspectos práticos do treino de qualidade neste artigo!   Com a complexidade de nosso corpo, da relação entre corpo e as emoções e de todos os fatores externos, temos um cenário que deve ser avaliado sempre, na montagem de um treino de qualidade. Este conceito, de treino de qualidade, está relacionado a capacidade de conseguirmos impor ao nosso organismo os estímulos corretos, para atingir os objetivos previamente traçados. Temos muitas situações envolvidas neste sentido. Um treino de qualidade precisa ser pensado no sentido amplo, com as variáveis que já citei anteriormente, sempre envolvidas. Para não deixar este conceito tão vago, vou lhe mostrar 5 aspectos práticos de um treino de qualidade, para que você tenha um norte, uma referência!   Treino de qualidade, veja estes 5 aspectos práticos!   Individualidade biológica: Muitas pessoas me procuram pedindo dicas de treino. Na grande maioria dos casos, não consigo ajudar, pois precisaria de uma análise mais profunda de cada caso, justamente por ser impossível verificar as individualidades de cada um neste caso. Um treino que não é feito levando em conta quem você é, seu nível de treino, objetivos e composição corporal, jamais será de qualidade. Além disso, é preciso um acompanhamento constante, para que sejam feitos os devidos ajustes. Isso por que cada pessoa tem uma resposta diferente ao treinamento e estas, precisam estar adaptadas as suas necessidades. Esta é a base para qualquer treino de qualidade. Se isso não for respeitado, nem adianta ver o restante! Escolha dos estímulos adequados para cada fase da periodização: Depois de levada em conta a individualidade biológica, temos a periodização. Mas muito mais do que apenas dividir o tempo em períodos, a escolha dos estímulos para cada fase é o mais importante. Independentemente se você optar pela periodização linear ou ondulatória, é muito importante que os estímulos sejam escolhidos de maneira adequada. Não apenas as questões relacionadas aos estímulos tensionais ou metabólicos, mas também ao desenvolvimento de força, resistência e outras qualidades físicas.   Métodos de treino: Em muitos casos, o treino tradicional já é suficiente para conseguirmos bons resultados. Porém, se usarmos alguns métodos de maneira adequada, poderemos potencializar os resultados. Isso por que muitos métodos nos trazem um grande aumento de intensidade, um fator fundamental para obter melhores resultados. O Drop-set, o Bi-set ou mesmo o treino até a falha concêntrica  são ótimas saídas para potencializar os efeitos de seu treino, desde que isto tudo seja pensado na periodização.   Descanso adequado: Pode até parecer clichê, mas a grande maioria das pessoas peca pelo excesso. Sem o descanso adequado, não há possibilidades de ganhos mais acentuados. Por isso, um treino de qualidade sempre precisa levar este fator em conta. Não apenas no intervalo entre um treino e outro, mas na manipulação da quantidade de treinos em cada fase da periodização. Além disso, em dados momentos, o Taper é bastante interessante! Dieta alinhada: Se o treino precisa ser individualizado, o descanso planejado, falta ainda a outra base, que é a dieta. Se você tem uma dieta que não está alinhada ao seu treino, não haverá possibilidade de ter ganhos mais acentuados. Na verdade, se sua dieta não for bem trabalhada, de nada adiantará treinar! Por isso, conte sempre com a ajuda de um bom nutricionista. Aqui vale um alerta, vejo muitas pessoas não indo ao nutricionista com a desculpa de que é caro, mas gastam verdadeiras fortunas em suplementos. Um bom nutricionista irá fazer com que você não tenha necessidade de suplementar tanto e com isso, você ganha em qualidade por um preço menor!   Um treino de qualidade tem várias situações a serem levadas em conta, mas estas aqui apresentadas são a base para qualquer um deles. Se você não tem como obter tudo isso, conheça minha consultoria online, onde posso te ajudar de verdade! Bons treinos!  

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