Entre as várias contribuições que o treinamento desportivo trouxe para as pessoas ditas “normais”, o treinamento intervalado é uma das mais eficientes, seja no controle do peso, seja na melhora substancial do condicionamento físico. Este tipo de treinamento sempre foi muito utilizado nas mais diversas provas do atletismo, principalmente nas provas de meio fundo e fundo (com distâncias de pelo menos 5 km). Outros esportes como a natação e o ciclismo também usam métodos parecidos com este para a melhora do condicionamento.   Até aí tudo bem, afinal melhorar o condicionamento físico usando um método já conhecido é algo normal. Porém, a alguns anos atrás a utilização deste treinamento para pessoas que queiram perder peso e diminuir as reservas adiposas vem ganhando muita força e com isso inúmeros estudos científicos foram feitos para analisar sua eficácia.     Pesquisas que comprovam a efetividade do treinamento intervalado   Neste contexto, McArdle e colaboradores (1991) diz que os processos aeróbios do corpo humano, ao receberem o estímulo do treinamento intervalado tem um aumento considerável da capacidade celular de sustentar taxas mais altas de transferência de energia aeróbia em relação aos esforços de intensidade mais elevada. Ou seja, com o treinamento intervalado não apenas o sistema aeróbico melhora substancialmente, como o metabolismo fica bem mais acelerado.   Outra pesquisa, desta vez de Trapp e colaboradores (2008), onde estes fizeram um experimento para verificar os efeitos de 3 tipos diferentes de exercício aeróbico (controle x intervalado de alta intensidade x contínuo) onde o treinamento era feito em 3 sessões por semana e usavam os seguintes parâmetros:   O grupo de controle não executou exercícios durante as 15 semanas em que o experimento aconteceu. O grupo que fazia parte do intervalado de alta intensidade, fez 20 minutos de bicicleta, onde 8 minutos eram em velocidade máxima de cada participante e 12 minutos de recuperação ativa em baixa intensidade, caracterizando um exercício intervalado de uma intensidade elevada. E o grupo do exercício contínuo fez 40 minutos de bicicleta utilizando cerca de 60% do Vo2 Máx. Ao fim das 12 semanas, o resultado do estudo foi uma perda de aproximadamente 10% da gordura corporal do grupo que fez o treinamento intervalado, enquanto o exercício contínuo teve uma perda menor que 5% no mesmo período. O grupo controle não apresentou perdas significativas. Com isso fica claro que o treinamento intervalado é mais eficiente na perda de gordura corporal do que o intermitente.     Com funciona o treinamento intervalado?   De forma geral, o treinamento intervalado é muito próximo do HIIT. A diferença do treinamento intervalado para o HIIT é que no primeiro, não há a necessidade de este ser sempre em alta intensidade. Existem treinamentos intervalados que são feitos com mais volume (por exemplo, tiros de 1 ou 2 km).     Além disso, o treinamento intervalado é muito usado no treinamento desportivo em geral. Porém, se formos pegar a essência, o treinamento intervalado é muito parecido com o HIIT.   Ele se baseia em períodos de intensidade ou volume, seguidos de breves intervalos de descanso. São infinitas as possibilidades de trabalho com este método. Desde períodos de altíssima intensidade, seguidos de intervalos curtos, até divisões mais volumosas, com mais descanso entre as séries.   Veja um exemplo de treinamento intervalado feito em pista de atletismo, muito indicado para o aumento da velocidade e melhora do Vo2 máximo:   Aquecimento: corrida leve de 1 km. Parte principal: 12 tiros de 400 metros (meia pista) com 200 metros (1/4 de pista) de descanso ativo (caminhando). Caminhada leve de 1 km.   Este é um exemplo de treino muito usado por atletas de médias distancias, que precisam mesclar velocidade e resistência. Mas pode ser aplicado, sem o menor problema, em pessoas que visam melhorar sua resistência ou emagrecer!   Lógico que o treinamento apresentado no estudo é muito difícil para pessoas destreinadas, e também temos de levar em conta a alimentação, pois se esta não for equilibrada, os resultados ficam bastante prejudicados.   O que fica claro, é que a alternância de intensidade, que acaba mantendo os batimentos cardíacos mais elevados e consequentemente o metabolismo todo mais acelerado durante e depois do exercício, promovendo uma maior queima calórica. Quem está iniciando uma atividade e não possui um condicionamento muito bom, pode alternar corrida com caminhada, ou até mesmo uma caminhada mais rápida com caminhada mais lenta.     Somente alguns cuidados devem ser tomados, como por exemplo, aquecer antes e desaquecer ao fim do exercício. Pode ser uma caminhada, trote ou qualquer outro exercício mais leve. No final, não pare bruscamente, para evitar um mal-estar decorrente da intensidade elevada. Fora isso, basta escolher qual atividade aeróbica faz mais a sua cabeça e fazer o treinamento intervalado pelo menos 3 vezes por semana.     Referências   Trapp, EG. et.al. The effects of high-intensity intermittent exercise training on fat loss and fasting insulin levels of young women. Faculty of Medicine, University of New South Wales, Sydney, 2008.

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Durante muito tempo, a grande maioria das pessoas realizou treinos com repetições definidas previamente, que geralmente ficavam entre 10 e 15 repetições. Porém, como todos nós já sabemos, cada indivíduo tem suas especificidades. Com isso, determinar um número que fosse capaz de conseguir impor a sobrecarga necessária para a hipertrofia, principalmente em indivíduos bem treinados, que já passaram por todas as fases adaptativas do treino em sua fase inicial. Neste sentido, o método da falha concêntrica foi amplamente estudado e hoje sabemos, através de inúmeros estudos, que ele é um dos mais eficientes para quem visa a hipertrofia> mas ele deve ser usado da maneira correta.     Para que você entenda a explicação científica da falha concêntrica ser tão eficiente, precisamos entender os mecanismos que geram a hipertrofia.   Falha concêntrica e hipertrofia, explicação fisiológica   Basicamente, para que ocorra a hipertrofia, você vai precisar de uma série de fatores. Mas resumidamente, o treino resistido causa microleões no tecido muscular, através de seguidas contrações musculares. Assim, as reservas de ATP, creatina e glicogênio são usadas em larga escala. Depois do treino, com a alimentação equilibrada e com o descanso, temos a cicatrização destas microlesões. Este é um processo adaptativo que vai aumentando o tamanho e a eficiência em gerar força das fibras musculares. Resumindo um fenômeno gigantesco em poucas palavras é isso. A Falha concêntrica é uma das formas de otimizar este processo! Por isso, no que se refere ao treino resistido, você precisa “lesionar” ao máximo suas fibras musculares, através dos exercícios, que devem usar o máximo possível de suas reservas energéticas. Por isso, determinar um número de repetições que conseguisse tal feito, sem que ocorresse prejuízo na execução, seria praticamente impossível. Basicamente, nossas contrações dinâmicas (isotônicas) se dividem em duas: – Concêntricas: quando o movimento vence a resistência, ou seja, quando deslocamos um peso; – Excêntricas: quando o movimento é vencido pela resistência; No caso das contrações concêntricas, estas chegam a falha neurológica (quando o músculo recebe o estímulo do cérebro mas não consegue mais contrair, devido a inúmeros fatores) acontece bem antes da falha excêntrica. Portanto, o método da falha concêntrica se baseia em um indicativo de perda de potencial contrátil temporário. O potencial da fase excêntrica é menor do que da excêntrica, sendo que esta chega a fadiga mais rapidamente. De uma maneira geral, a falha concêntrica ocorre quando o cérebro envia mensagens aos receptores musculares de que não há mais segurança em continuar o movimento. Com isso, os músculos literalmente “travam”.   Estudos científicos sobre a falha concêntrica   Usar aqui todos os estudos acerca da falha, tornaria este artigo extremamente extenso. Por isso, vou citar um artigo bastante interessante de Silva (2005) que visava verificar o aumento do tamanho das fibras musculares do bíceps, após 12 sessões de treinamento visando a falha concêntrica. Para este estudo foram usados 12 voluntários, bem treinados e com controle nutricional. Estes, realizaram treinos 2 vezes por semana para o referido músculo, com 3 exercícios compostos por 4 séries, sendo que apenas nas últimas duas se usava 90% de 1RM, visando a falha concêntrica. Após as 12 semanas, se verificou um aumento percentual de 12% no tamanho das fibras musculares do bíceps. Em um estudo de Gentil (2008) foram avaliados diferentes métodos de treinamento de força, para avaliar a influência no lactato sanguíneo (indicador de hipertrofia). Para isso, foram utilizados 7 homens treinados recreacionalmente, para verificar quais métodos eram mais eficientes. Foram testados os métodos de treinamento de força: – 10RM; -Superlento; – Isométrico funcional; – Oclusão vascular adaptada; – 6RM; – Repetições forçadas; – Séries descendentes; Com exceção do método isométrico funcional, todos os outros eram feitos até a falha concêntrica. Justamente o que não utilizava a falha concêntrica, foi o que produziu os piores resultados. O método de 6 RM e de séries descendentes foram os que melhores resultados apresentaram. Falha concêntrica, dicas de como usar ela em seu treino   Um treino que vise a falha concêntrica pode ser feito de inúmeras formas e vai depender do nível de treinamento de cada um e principalmente, dos objetivos de cada pessoa. Para exemplificar, imagine um treinamento de bíceps, onde se inicia o treino com o exercício de rosca direta com barra reta. Estipula-se inicialmente 4 séries, sendo que apenas nas duas últimas vai se buscar a falha concêntrica. Assim, as duas primeiras séries são feitas com um pouco menos de carga e o praticante, ao sentir que vai atingir a falha concêntrica, para o exercício no mesmo instante. Isto serve para preparar o músculo e principalmente, para fadigar o músculo e usar boa parte das reservas energéticas.   Nas duas últimas séries, se aumenta a carga e executam-se os exercícios até a falha concêntrica, que é o momento em que não se consegue mais executar nenhuma repetição sem ajuda. É possível fazer treinos onde todas as repetições visem a falha, mas na grande maioria dos casos, este tipo de treino não é muito eficiente. Além disso, métodos como o Drop-set, também buscam a falha concêntrica e a completa depleção das reservas energéticas. Todos os exercícios podem ser feitos até a falha concêntrica, desde que isto seja feito baseado em um planejamento prévio e com os objetivos em foco. Veja agora algumas dicas de como inserir a falha concêntrica em seu treino – Inicie com apenas algumas séries até a falha concêntrica: Como a periodização sempre é montada de acordo com a inter-relação entre volume e intensidade, deve-se evitar um treino inteiro baseado na falha concêntrica nos períodos iniciais. Um iniciante pode não ter benefícios tão visíveis quanto uma pessoa bem treinada. Iniciando com algumas séries e aumentando aos poucos, é possível conseguir um processo adaptativo melhor. – Reduza o volume de treino O método da falha concêntrica é bastante intenso. Como a intensidade é inversamente proporcional ao volume, você não conseguirá ter um treino longo usando de verdade este método. Por isso, o treinar até a falha concêntrica precisa ser feito com cuidado e método! – Estabeleça um parâmetro para a falha concêntrica A falha

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Emagrecer ou melhorar sua definição muscular com um treino rápido. Esta é a principal promessa do HIIT (High-intensity interval training ou treinamento intervalado de alta intensidade), o método que virou “moda” nos últimos tempos. São inúmeros os benefícios de sua utilização. Ele vem sendo tido como uma das principais estratégias para o emagrecimento.   Basicamente, o treino HIIT nada mais é do que um treinamento intervalado, algo usado de forma massiva no treinamento desportivo. Como ele aumenta o Vo2 máximo, melhora a questão da vascularização, entre outros benefícios, começou-se a observar suas vantagens para o público geral. Porém, como todas as modalidades que se tornam populares, há muitos erros conceituais e metodológicos sendo praticados. Com isso, perde-se a oportunidade de alcançar melhores resultados e temos O método HIIT não é um método que tenha um sistema pré-determinado.   Conheça minha consultoria online, clicando na imagem abaixo!   Como são exercícios feitos em alta intensidade, temos uma sessão de treinamento mais curta.  Então se você espera um treininho simples e “fácil”, não é no HIIT que você conseguir encontra-lo! Porém, da mesma maneira que você terá uma alta intensidade, que dificulta o treino, terá em proporção, bons resultados. Principalmente, se estivermos falando de emagrecimento ou definição muscular. O treino aeróbico de baixa intensidade não é dos mais eficientes para emagrecer. Pelo menos não em longo prazo, sem um devido aumento da intensidade e da carga de trabalho. Já falei sobre isso neste artigo sobre caminhada.   Com um ganho de popularidade muito grande nos últimos tempos, o HIIT é muitas vezes interpretado e aplicado da forma errada. Mas antes de falarmos disso, vamos falar dos estudos que envolvem o HIIT!     Estudos sobre o HIIT!   É importante entender que o HIIT é um método e que dentro dele, temos diferentes protocolos (Tabata, Giballa, fartleck e outros). Neste caso, é muito importante entender que ele envolve muitas variáveis. Em um estudo apresentado no American College of Sports Medicine, um grupo de pesquisadores mostrou que os indivíduos que seguiram o HIIT como método de treino, tinham uma queima calórica de 10% a mais durante as 24 horas seguintes do final do treino. Isso, quando estes foram comparados com pessoas que realizam o exercício aeróbico contínuo.       Um estudo parecido, da Laval University indicou uma diminuição da gordura corporal com o treinamento de HIIT. O estudo também mostrou uma melhora da capacidade das fibras musculares em utilizar lipídios como fonte energética.   Se formos mais afundo na literatura, há uma infinidade de estudos. Alguns fracos, outros muito bons. Em alguns deles encontramos uma unanimidade em relação ao maior potencial do HIIT para o emagrecimento. Em outros, temos alguns pontos ainda controversos.   O HIIT é uma estratégia, que quando aplicado adequadamente, traz benefícios fantásticos para o praticante.   Veja agora como fazer o HIIT!     Como fazer o HIIT?   O HIIT tem um funcionamento simples: períodos de alta intensidade, seguidos de breve descanso. Repete-se este ciclo por um determinado número de séries. Como a recuperação é no geral, muito mais curta do que os períodos de alta intensidade, temos um exercício com um grau de dificuldade mais elevado. Falei mais sobre este assunto neste vídeo:     O HIIT pode tanto ser feito com exercícios cíclicos, como corrida, pular corda, bicicleta ou natação, como com movimentos calistênicos e resistidos. Estes últimos, devem ser aplicados com mais cuidado, pois envolvem ainda mais variáveis. Além disso, os métodos que a ciência mais estuda, são aqueles relacionados a atividades cíclicas (protocolos como Tabata ou Giballa, foram feitos com bicicleta).   Para ficar mais claro, vou dar um exemplo de treino HIIT:   – Inicie com uma caminhada leve de 5 minutos;   – Faça 6 tiros de 1 minuto em alta intensidade, seguidos de 30 segundos de descanso.   – Caminhe por mais 5 minutos.   Esta é uma pequena amostra de como fazer o HIIT, mas que pode ser usada de milhares de formas diferentes. Aqui, o talento e conhecimento do treinador é fundamental! Adequar as variáveis de acordo com as potencialidades do aluno, é um ponto chave!   Como fazer o HIIT corretamente     Dicas e receitas para fazer o HIIT, muitos sabem. Como usá-lo corretamente, que é o grande desafio. A intensidade é dada de diversas formas. Tomando como referência os exercícios cíclicos, temos como base a velocidade e a resistência.   Pense no mais básico dos exercícios, a corrida. O HIIT pode ser feito com aumento da velocidade, ou com aumento da inclinação. Cada caso, terá uma repercussão fisiológica diferente no organismo. A carga de trabalho muda. Mas para alguns especialistas “basta correr no máximo”. Ledo engano.   A intensidade precisa ser pautada em alguma variável. Geralmente, usamos o Vo2 máximo para calcular as cargas de trabalho no HIIT. Porém, em alguns casos, quando isso não é possível, usamos algumas escalas de esforço subjetivo.   Mas isso é bastante complexo e dá um artigo diferente (me cobrem para fazer isso).   O que quero deixar claro é que fazer o HIIT corretamente não é pegar um protocolo pronto e aplica-lo de qualquer forma. Há muita coisa envolvida.   Adequar a intensidade é fundamental!   Neste caso, é fundamental a periodização. A intensidade está diretamente ligada ao nível de condicionamento de cada um. Um iniciante pode alcançar uma intensidade alta, em um exercício simples e “leve”.   Por isso, me preocupa essa “febre” de que o HIIT pode ser aplicado de qualquer forma, com alguns exercícios que mais lembram um circo.       HIIT é bom para qualquer pessoa?     Sim, não e depende. Como assim?   Pense comigo, agachamento é bom? Sim, é. Para alguém com condromalácia patelar? Não é…   O mesmo vale para o HIIT!   Ele é útil, mas não pode ser aplicado de qualquer forma, sem um controle ou periodização. Vou dar um exemplo mais prático. Trabalho com o HIIT sob a ótica do aumento do Vo2 Máximo e

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Sempre que vejo algum novo “guru” que dá “dicas” de musculação, sem ter formação, sem conhecer os mínimos rudimentos da ciência, muita coisa me veem a cabeça. Fico pensando em quanta coisa, quantos conceitos, ele não conhece. Tanta coisa, que mesmo um profissional capacitado, fica em dúvida muitas vezes. Imagine um leigo. Um deste conceitos, que geralmente desmonta muitos “experts” ou pessoas “com prática” é a Insuficiência ativa e sua relação com a musculação Um conceito fundamental, oriundo da cinesiologia. Entender o que é a insuficiência ativa e de que forma ela atua em seu treino de musculação, é fundamental para otimizar os resultados. Sem saber isso, cometemos erros básicos. Está vendo como treino é algo sério? Vamos entender agora o que é insuficiência ativa!   O que é insuficiência ativa?   Nossos músculos tem uma relação direta com a posição de nossas articulações. De acordo com determinadas posições, temos mais ou menos trabalho muscular. De forma geral, isso envolve fatores complexos, como aproximação de origem e inserção, trabalho em determinados ângulos. Ao fenômeno em que ocorre uma perda parcial da capacidade de contração de músculos em determinadas posições, damos o nome de insuficiência ativa. Em termos menos técnicos, de acordo com alguns posicionamentos de articulações, temos menos efetividade em alguns músculos que deveriam ser o motor primário. Desta maneira, ocorrem compensações musculares para que haja o movimento. Mas isso ocorre com todos os músculos?   Saiba mais sobre a Consultoria Online Fitness, clicando na imagem abaixo!     De forma geral, a insuficiência ativa ocorre particularmente em músculos biarticulares. Nos músculos que não são biarticulares, ela ocorre em uma proporção muito menor e na maioria dos casos, é insignificante. Menezes (2011) afirma que a insuficiência ativa é quando ocorre a aproximação da origem e inserção de músculos biarticulares, a tal ponto, que estes perdem parte de sua capacidade de contração. De forma geral, alguns músculos, perdem grande parte de sua capacidade de contração, quando as articulações se encontram em determinadas posições. Veja agora, quais os principais músculos sofrem insuficiência ativa!   Quais músculos sofrem insuficiência ativa?   Este é o fator mais importante de estar compreendido ao final deste texto. Alguns dos principais músculos que sofrem insuficiência ativa, são utilizados fortemente na musculação. Veja alguns deles!   Insuficiência ativa no bíceps braquial:   O bíceps braquial é um músculo biarticular, pois passa por cotovelo e ombro. Toda vez que o ombro entra em flexão, temos uma insuficiência ativa no bíceps. Desta maneira, quanto maior a flexão, maior será a insuficiência ativa. Neste caso, movimentos como a rosca scoot e o bíceps na polia alta, acabam tendo uma ação muito mais forte no braquial. Insuficiência ativa no tríceps braquial: O tríceps não é completamente biarticular, apenas a sua porção longa. Desta maneira, em movimentos que envolve extensão do ombro, acabam fazendo com que esta porção entre em insuficienca ativa. Movimentos como o tríceps patada e o tríceps banco (mergulho), fazem com que haja insuficiência ativa nesta porção.   Insuficiência ativa no quadríceps:   No quadríceps, apenas o reto femoral sofre insuficiência ativa. Desta maneira, nos movimentos em que ocorre uma flexão de quadril. Neste caso, movimentos com o quadril mais flexionado, tem um potencial contrátil maior nos demais músculos do quadríceps.   Insuficiência ativa nos isquiotibiais:   Todos os músculos que compõe os isquiotibiais sofrem insuficiência ativa, desde que ocorra, de forma conjunta, uma flexão de quadril e de joelhos, combinada. Isso acontece, por exemplo, quando realizamos o stiff com os joelhos fletidos. Insuficiência ativa nos gastrocnemios:   Os gastrocnemios, sofrem insuficiência ativa quando temos uma flexão de joelhos. Assim como já mostrei neste artigo sobre treino de hipertrofia para panturrilhas, em movimentos com os joelhos estendidos, temos uma ação muscular mais intensa neste músculo.   Existem outros músculos que sofrem também insuficiência ativa. Veja agora como fazer com que a insuficiência ativa não atrapalhe seus treinos!   Insuficiência ativa e musculação, como evitar que ela atrapalhe seus treinos?   As pessoas que são fãs de alguns exercícios, podem ter dificuldades em lidar com alguns pontos aqui apresentados. Quando falo que a rosca scoot gera insuficiência ativa no bíceps, não quer dizer que náo há contração neste músculo. Isso significa que há menos contração e consequentemente, menos qualidade. Devemos tirar estes movimentos do treino? Não! Sempre que um exercício faz com que tenhamos insuficiência ativa, outros assumem o papel de motores primários. Usando ainda o exemplo da rosca scoot, ela é fantástica para fortalecer e hipertrofiar o braquial. Em todos os demais movimentos, há situações muito parecidas. Desta maneira, a insuficiência ativa, quando usada de forma inteligente e para corrigir determinados problemas, pode ser positiva. Resumindo tudo o que foi escrito aqui, com um treinador que conheça o básico (sim, isso é básico!) de cinesiologia, seu treino será muito mais eficiente. Para finalizar, já falei sobre este tema neste vídeo aqui! Bons treinos!    

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Para continuar o artigo onde falei sobre como a caminhada não é realmente eficiente para a queima de gordura, hoje vamos falar do EPOC. Este é um fenômeno que a ciência estudou através dos treinamentos intensos, como a corrida ou o treinamento de força.  Este é um forte argumento contra os exercícios aeróbicos de baixa intensidade e sua eficiência para a eliminação de gordura. E é em cima desta teoria comprovada pela ciência que eu apoio muito da minha prática em cima da questão da eliminação da gordura. Antes de mais nada quero esclarecer que não gosto do termo “queima de gordura” pois o exercício físico apenas diminui o tamanho das células de gordura, num processo conhecido como catabolismo. Por isso o termo eliminação de gordura (não da célula, mas do excesso) cabe melhor nestas circunstâncias.  O que é o EPOC? Epoc significa “Excess post excersise oxygen consumption” ou traduzindo para o português: excesso de consumo de oxigênio no pós-exercício. De maneira bem básica, esta é a capacidade do organismo em continuar consumindo calorias mesmo após o fim do treino. Isso acontece por que a atividade física eleva bastante os níveis de consumo de oxigênio e mesmo após o exercício terminar, o organismo leva um determinado tempo para voltar aos níveis em que se encontrava antes do exercício.   Segundo diversos estudos, o gasto calórico tem uma relação direta com o consumo de oxigênio. Para ter uma ideia mais clara, a ciência acredita que para cada litro de O2 que é consumido, aproximadamente 5 kcal são gastas no organismo. Para ter uma ideia, durante o período que dura o EPOC, que pode chegar a até 18 horas, o metabolismo fica acelerado em cerca de 15% e depois disso, por cerca de mais 5 horas, a taxa fica em 7%. Portanto, praticamente um dia depois de ter se exercitado, você ainda esta com seu metabolismo acelerado. Lógico que neste período você vai se alimentar e, portanto, o gasto calórico total da atividade não será 100% convertido em eliminação de gordura, mas que com uma alimentação balanceada e um pouco de paciência, irá começar a sentir os resultados.    Como potencializar o EPOC e a eliminação de gordura   O EPOC é causado por praticamente todos os exercícios, porém alguns deles são muito mais eficientes para este fim. Na eliminação de gordura, a intensidade e o volume são fundamentais para que se mantenha o EPOC, já que quanto mais intenso o exercício, mais tempo o corpo leva para se recuperar. Por isso, exercícios que utilizem grandes intensidades com intervalos de recuperação, como a musculação, o treinamento intervalado ou o treino em circuito são altamente eficientes estimular o EPOC. Além disso, você pode usar mesmo em seu treino aeróbico a alternância de ritmo, como trotar em alguns momentos da caminhada, para potencializar o EPOC. Até que ponto o EPOC é eficiente para a eliminação de gordura e o emagrecimento?   Até agora falamos de questões muito amplas e que nem sempre são visualizadas de forma coerente. Falando em termos absolutos, o EPOC é parte de um todo, de um contexto. Por exemplo, este aumento no gasto calórico que ele provoca, sozinho, não provoca a queima de gordura. Por exemplo, este aumento no gasto calórico no pós-treino poderá ser “dizimado” com uma simples escorregada na dieta. Além disso, um processo seguro e sustentável de emagrecimento, será dado com dois fatores: – Balanço calórico negativo (com qualidade nutricional, para estimular a lipólise) – Aumento do metabolismo basal. Neste sentido, o EPOC é sem sombra de dúvidas importante para o emagrecimento, mas não é o fator primordial. Treino correto, com a devida progressão de carga de trabalho e intensidade, dieta e descanso, são fundamentais. O EPOC é uma das formas de potencializar o balanço calórico negativo. Porém, somente um treino periodizado, com acompanhamento nutricional adequado, é que pode te trazer resultados de verdade! Por isso, sempre tenha o devido acompanhamento profissional! Bons treinos!

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A grande maioria das pessoas vai dizer imediatamente que sim. Mas a questão se a caminhada emagrece ou não é mais complexa do que parece. Apesar de ser consagrada como um exercício que pode ser feito por praticamente todas as pessoas que querem perder peso, em uma grande parte dos casos, a caminhada não é o exercício mais indicado. Mas deixe eu lhe explicar o porquê disso tudo, baseado em evidências científicas. Durante muito tempo a caminhada foi lembrada como um exercício eficaz para o emagrecimento, já que teoricamente o combustível para a prática seriam os lipídios reservados no corpo. Muito bem, em partes este conceito está correto, porém isso não quer dizer que os resultados serão bons ou que qualquer pessoa emagreça apenas com exercícios de caminhada. Entenda os motivos!   Entenda por que a caminhada emagrece muito pouco   Eu já mencionei diversas vezes aqui no site que para emagrecer, o exercício precisa ser intenso, pois desta forma, o gasto calórico total será mais elevado. Isso por que com uma maior intensidade, o corpo precisa de mais energia para se recuperar do exercício e desta forma gasta muito mais calorias. Por isso, não adianta se exercitar por mais de uma hora para emagrecer, já que você precisa um alto volume, acaba fazendo o corpo entrar em um estado estável durante a prática. Desta forma, ao fim da atividade, em questão de algumas poucas horas, o metabolismo já retorna ao estado inicial. Da mesma maneira, um exercício intenso como a musculação, por exemplo, provoca em seu metabolismo reações que o deixa acelerado por muito mais tempo. Estudos apontam que neste tipo de exercício, o metabolismo fica acelerado em mais de 18 horas no pós-exercício. E com este metabolismo acelerado, seu corpo acaba gastando muito mais calorias. Muitos defensores de que caminhada emagrece, dizem que ela gasta um bom número de calorias durante a prática. Porém, se compararmos com outras atividades mais intensas, veremos que o gasto até é um pouco mais elevado, porém, no total, os intensos são muito mais eficientes. Já falei sobre isso neste artigo sobre exercícios aeróbicos e emagrecimento! Quero deixar bem claro que a questão de a caminhada emagrecer é bastante cultural, mas sem a devida comprovação científica. Além disso, estamos falando aqui do emagrecimento e não dos demais fatores de saúde, que são sim influenciados positivamente pelo exercício de caminhada.   Então a caminha emagrece pouco ou quase nada?   No geral, podemos dizer que a caminhada emagrece muito pouco. Isso por que o emagrecimento precisa ser pautado em um aumento progressivo da carga de trabalho. Como a caminhada para o emagrecimento é focada em alto volume, não temos uma elevada carga de trabalho.   Mas então ela não serve para nada? Claro que sim. A caminhada pode ser muito efetiva em determinados públicos e na fase correta da periodização! Como a caminhada emagrece pouco, como deve ser meu treino?   Imagine uma pessoa obesa, sedentária e que por questões de força maior, precisa começar a treinar. O ideal neste caso, sempre será um treinamento resistido, já que os aeróbicos cíclicos, como a caminhada, podem aumentar o impacto articular. Caso esta pessoa não possa de fato fazer um treinamento e força, a caminhada é sim a alternativa mais viável. Isso tudo é periodização e individualidade biológica! Não que você não possa caminhar em seu treino, mas você precisa potencializar este exercício.  Alternando a caminhada com alguns momentos de trote, por exemplo, você pode ter resultados ainda melhores. Isto é uma forma de exercício intervalado, considerado um dos mais eficientes para o emagrecimento. Além disso, para uma pessoa que é totalmente inativa, a caminhada é a melhor maneira de começar. A questão toda que envolve o paradigma da caminhada para emagrecer é que a caminhada é o princípio, mas não pode ser o único tipo de exercício. Por isso, alterne com outros exercícios como musculação ou ainda alternar os momentos de caminhada com momentos de trote ou corrida.   Em que momentos a caminhada é indicada para o emagrecimento?   Dentro da periodização, temos um período chamado de transitório. Neste caso, a caminhada pode ser muito útil, pela facilidade de realização. Além disso, conforme já citei, ela pode ser excelente na fase de base ou pré-base. O que quero deixar claro é que não devemos ser fanáticos. Cada caso precisa ser analisado de uma forma crítica. No geral, caminhada emagrece? Na verdade ela é menos eficiente do que outros métodos. Não pode ser usada de forma alguma? Claro que ela pode. Basta o contexto adequado! Se tem alguma crítica, comentário ou dúvida, me mande uma mensagem!

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A periodização para musculação é uma das bases para bons resultados. Neste artigo você irá ver tudo o que precisa saber sobre o assunto!   Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve! Frase célebre para mostrar um pouco da importância do planejamento. Em termos de treinamento físico, isso é não apenas importante, mas sim fundamental! Mesmo você que não tem maiores pretensões em termos de rendimento, mas quer melhorias estéticas, funcionais e metabólicas, precisa de um bom planejamento de treino de musculação. Usaremos um conceito mais científico para tratar disso, a periodização para musculação.     O conceito de periodização para musculação é oriundo do treinamento desportivo e por isso, tem características especificas. A periodização nada mais é do que um planejamento estratégico do treinamento. No caso da periodização para musculação, temos diferentes estudiosos, que montaram modelos para determinados casos. Vamos ver agora os principais modelos de periodização para musculação!   Periodização para musculação, veja os principais modelos   De forma mais generalizada, vou me ater a 3 modelos de periodização para musculação:   Modelo linear Modelo ondulatório Modelo em blocos   Existem muitos outros modelos, mas estes três são os mais usados. A escolha do modelo de periodização diz muito respeito a quem está aplicando e ao aluno em questão. Todos os modelos têm vantagens e desvantagens. O modelo linear, também conhecido como clássico foi criado e propagado pelo russo Matveev. Ele propõe uma organização muito bem estruturada, com os ciclos bem definidos. Oliveira (2005) preconiza que o modelo tradicional de periodização do treinamento, foi fundamental para a fundamentação da teoria da Síndrome Geral da Adaptação.  Esse modelo se caracteriza pela variação das cargas de treinamento e é dividido em três períodos: preparação (ou base), específico ou de competição e período de transição. Já no modelo ondulatório, temos uma variação constante da relação volume-intensidade. No modelo de blocos, temos blocos focados em determinadas qualidades físicas. Estou resumindo em poucos parágrafos algo que daria conteúdo para vários livros. Mas o que quero é te mostrar que no geral temos diferentes modelos. Eu particularmente, para objetivos não competitivos, prefiro o modelo clássico. Mas isso varia de cada profissional. Mas como deve ser feita esta escolha? Periodização na musculação, como escolher o melhor modelo?     Esta é uma questão complexa. Cada um dos modelos tem variações, vantagens e desvantagens. É fundamental que o profissional que vai montar seu treino, saiba como escolher o modelo de periodização para musculação mais adequado. É muito importante pensar que estes modelos citados não foram pensados para a musculação, mas sim para o treinamento desportivo. Estes modelos são adaptados para a musculação. Desta maneira, precisamos entender as vantagens de cada um dos modelos. Como isso tornaria o texto extenso demais e ainda quero mais a frente utilizar uma abordagem mais prática, irei falar os motivos da escolha do modelo linear para a musculação. De forma geral, o modelo linear de periodização para musculação nos permite um controle mais fácil, sem que haja qualquer prejuízo nos resultados. Temos uma sequência bem definida e um controle de volume-intensidade muito bem definido. Mas é importante salientar que isso vale para fins estéticos. Quando alguém que busca fazer preparação física para determinado esporte, por exemplo, avalio a situação e quando necessário, uso outro modelo. Vamos agora partir para uma abordagem mais prática da periodização para musculação!   Periodização para musculação, por onde começar?   A periodização pode ser pensada sobre diferentes óticas. No geral, o ponto de partida é a avaliação das capacidades e individualidades de cada indivíduo. Tendo como base que teremos 3 períodos distintos, temos que delimitar como iremos trabalhar em cada um deste. No período básico, geralmente trabalhamos com as qualidades físicas de base. Resistência muscular localizada, resistência de força, Força máxima e pura, melhora da flexibilidade e da coordenação motora inter e intramuscular geralmente são trabalhados neste período. Já no período específico, trabalhamos com formas de treinamento mais intensas, com foco nos objetivos específicos de cada um. No período transitório, teremos um trabalho mais leve e recreacional apenas. Neste caso, o ponto de partida é delimitar quanto tempo teremos para cada ciclo completo. Para isso, usaremos o conceito de ciclo. Dividimos o período completo da periodização em 1 ou 2 macrociclos. Para cada ciclo de 1 a 3 meses, damos o nome de mesociclos. Para as sessões diárias ou até mesmo semanas de treino, damos o nome de microciclo.   Periodização para musculação, não deixe o mais importante de fora!   Depois de delimitar o tempo de cada período, os objetivos de cada fase e a forma como iremos trabalhar, chegou a hora de calcular as cargas e a relação volume-intensidade. No período básico, Matveev (1977) preconiza que podemos usar uma proporção de volume-intensidade de 70-30 e ir modificando isso conforme o passar dos macrociclos. Sim, você não leu errado, no período básico indica-se mais volume e menos intensidade.   Depois disso, esta relação vai sendo alterada para termos mais intensidade e menos volume nas fases seguintes. Isso tem uma relação direta com a carga! Ou seja, de acordo com o passar do tempo da periodização, teremos um aumento gradual da intensidade e das cargas de trabalho (que é diferente de peso). Parece óbvio, mas muitos erram neste caso.   Microciclos na periodização   Os microciclos precisam ser planejados dentro do contexto do mescociclo. Eles podem ter duração de um dia, até uma semana. Temos diferentes modelos de microciclo: – De choque Quando usamos uma intensidade mais elevada, para causarmos uma adaptação mais intensa. É o ápice da aplicação de carga. – De recuperação: É o microciclo onde usamos uma carga reduzida, para que haja a supercompensação. Na grande parte dos casos, precede um microciclo de choque. Neste período, usamos também o Taper!  – Ordinário: É o microciclo em que buscamos a melhora da condição, mas sem uma carga elevada demais, como é no caso do choque.   A organização dos microciclos, dentro do mescociclo, faz com que tenhamos um controle mais

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Quer emagrecer? Caminhe durante meia hora e não coma carboidratos a noite. Fórmulas prontas sempre tem limitações, mas esta chega a doer. Hoje existem uma infinidade de estudos que mostram que os exercícios aeróbicos, principalmente os de baixa intensidade, não são o que temos de mais eficientes quando o assunto é o emagrecimento. Mas então a relação entre exercícios aeróbicos e emagrecimento precisa ser entendida! Acredito que neste ponto muitas pessoas já pararam de ler o artigo, pois continuam a fazer suas caminhadas para emagrecer e acham que isso tudo é modismo. Em determinado momento, elas até podem fazer algum efeito. Porém, quando pensamos em exercícios aeróbicos e emagrecimento, vemos muito mais efetividade nos de alta intensidade. Porém, é importante salientar que sua aplicação precisa ser correta e inteligente! Pois bem, veja que eu disse acima que os exercícios aeróbicos de baixa intensidade são pouco eficientes para o emagrecimento, o que é muito diferente de dizer que eles não surtem efeito algum. Sempre que vamos avaliar a qualidade de um tipo de exercício, precisamos verificar quem é o praticante.   Exercícios aeróbicos e emagrecimento, entendendo o contexto!     Imagine o seguinte, uma pessoa obesa e sedentária decide se exercitar. Seu metabolismo está todo bagunçado, seu corpo totalmente desadaptado a qualquer estímulo. Qualquer coisa que esta pessoa fizer, irá surtir efeito nos primeiros meses. Já mencionei em diversos outros artigos que o exercício físico precisa causar uma desordem fisiológica e metabólica, para que ele possa surtir efeito (quebra da homeostase). Quando se é sedentário, até respirar fundo durante 5 minutos sute efeitos positivos. Mas com o passar do tempo, estes mesmos exercícios não irão mais surtir o efeito de antes e novos estímulos precisarão ser utilizados. É neste ponto que os exercícios aeróbicos de baixa intensidade se tornam menos eficientes. Isso por que ele tem limitações em termos de alternância de estímulos, quando comparado a outras modalidades. Ou seja, eles são eficientes em determinado ponto da periodização ou para objetivos específicos. Mas se formos seguir o modelo tradicional de periodização, de Matveev, veremos que devemos iniciar um período básico com mais volume e menos intensidade. Conforme o ciclo vai se desenvolvendo, vamos aumentando a intensidade e consequentemente, reduzindo o volume.   Se você ainda está meio confuso (a), deixe-me explicar do ponto de vista fisiológico este meu posicionamento.   Emagrecer com exercícios aeróbicos pode ser mais difícil do que você pensa   O processo que envolva exercícios aeróbicos e emagrecimento ainda nos reserva uma série de mistérios, mas a ciência já fez grandes descobertas. Uma das principais é a alta utilização de oxigênio no pós-exercício (EPOC). Quando você se exercita, seu corpo tem uma quebra no equilíbrio de suas funções. Depois que você termina seu exercício, o corpo leva algum tempo para que possa voltar aos níveis que se encontrava anteriormente. Estes processos gastam muita energia, que precisam de dois componentes básicos para que ela possa ser gerada: oxigênio e gordura. Por isso, quanto maior o tempo do EPOC, maior serão os benefícios para o emagrecimento. E sabe o que faz este processo ser cada vez mais demorado? A intensidade do exercício. Quer ver isso na prática? Tire um dia para dar uma caminhada de meia hora em ritmo moderado. No outro dia, faça um HIIT de 7 minutos. Agora sinta qual deles te deixa mais cansado (a) e qual provoca uma maior sudorese depois que você terminou o treino. Garanto para você que o HIIT será muito mais cansativo e te deixará suando por mais tempo. Isso é um sinal de que o exercício foi mais intenso e com isso, seu corpo precisará de mais tempo para se recuperar. Além disso, existe uma outra questão. Para que você possa emagrecer e não voltar a engordar, é preciso que seu metabolismo basal seja alterado. Existem diversos componentes que atuam sobre ele, mas sem sombra de dúvidas, o aumento da massa magra é um dos mais influentes. Com isso, quanto mais músculo você tiver em seu corpo, mais energia você irá gastar e com isso, mais você irá emagrecer. Quando você atingir seu peso ideal, será muito mais fácil se manter neste peso, pois seu gasto calórico diário é muito mais elevado.   Exercícios aeróbicos devem ser “banidos” então?   Mas então o exercício aeróbico não serve para nada? Claro que serve. Em minha prática utilizo com diversas pessoas este tipo de exercício, mas sempre dentro das individualidades e dos objetivos de cada um. Minha única restrição é quanto a utilização dos exercícios aeróbicos unicamente, com o objetivo de emagrecimento. Este tema daria um artigo de várias e várias páginas, mas não é este meu intuito. O que quero é apenas mostrar que apenas o exercício aeróbico de baixa intensidade é pouco eficiente para o emagrecimento. Isso deixa claro o quanto o acompanhamento de um bom profissional de educação física é importante. Caso você não tenha acesso a um profissional assim e esteja querendo resultados, conheça meu serviço de consultoria online, onde posso te ajudar com a prescrição do planejamento e de seus treinos, bem como o acompanhamento semanal! Bons treinos!

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Um bom treino de pernas é algo bastante complexo de ser montado, pois existem uma série de situações a serem consideradas.  Isso por que as musculaturas envolvidas, bem como as articulações, fazem com que as amplitudes de movimento sejam muito grandes e a intensidade do treino se torne elevada. Além dos movimentos nas articulações do joelho e do quadril, a coluna vertebral também precisa ser levada em conta quando pensamos neste tipo de treino, do ponto de vista articular. Ou seja, temos envolvidas no treino de pernas algumas das articulações mais complexas de nosso corpo. Por isso, este tipo de treino precisa ser bem planejado e muito bem executado, não apenas por questões estéticas, mas principalmente por causa da funcionalidade. Existem muitas pessoas que desenvolveram lesões de joelho, quadril ou coluna vertebral, por causa de treinos de pernas mal executados e mal planejados. Os músculos das pernas têm grande capacidade de torque e de resistência, o que faz com que a intensidade seja fundamental para o desenvolvimento destes. Com isso, é vital que alguns aspectos sejam levados em conta na montagem deste tipo de treino. Veja alguns deles!   Treino de pernas, fatores metodológicos que não podem ser esquecidos!   – Execução Nada é mais importante do que uma boa execução na musculação. Ao contrário do que muitas pessoas fazem na academia, onde colocam cargas que impedem uma boa execução, você tem que priorizar a qualidade de seus movimentos. Isso muitas vezes pode incluir treinos com exercícios educativos, que podem parecer perda de tempo, mas no longo prazo irão melhorar muito seus resultados e principalmente, manter sua saúde articular. Jamais use uma carga que prejudique sua execução de movimento! Isso por que além de não estar atingindo a musculatura alvo do exercício, você ainda estará sobrecarregando músculos e articulações auxiliares, que deveriam estar apenas estabilizando o movimento. – Controle das cargas: O controle das cargas é muito mais do que apenas controlar a quilagem que você levanta em um treino.  Ele é o controle sobre a carga interna e externa que o treinamento produziu. Na prática, o controle das cargas aplicado ao treino de pernas é fundamental para estipular o seu descanso. Isso por que elevadas cargas de treino necessitam de mais dias de recuperação entre um treino e outro, para que não sejam desenvolvidas lesões e nem o overtraining. – Intensidade: Além dos fatores mencionados acima, a intensidade é fundamental no treino de pernas. Isso por que como já citei acima, para que estes músculos se desenvolvam, eles precisam ser estimulados acima de seu limiar de trabalho diário. Veja o seguinte, durante todo o dia usamos os músculos das pernas para nos locomover e para auxiliar na estabilização das posturas. Portanto, um trabalho que gere hipertrofia nesta musculatura, precisa ser intenso e acima dos limiares de trabalho diários. Por isso, para que seu treino de pernas seja de fato efetivo, precisamos de alta intensidade! Uma das formas de conseguir isso, é com a falha concêntrica! – Fortalecimento do core: Não é somente o quadríceps e os isquiotibiais que precisam ser levados em conta neste tipo de treino. Toda a musculatura do core (abdômen e lombar) precisam estar fortalecidos, para evitar lesões e conseguir melhor qualidade em seu treino. Estes músculos são amplamente utilizados nos exercícios para as pernas, principalmente nos multi-articulares. Por isso, eles precisam estar fortalecidos para que seja possível obter resultados com qualidade e segurança.   Além destes fatores citados, o acompanhamento profissional também é fundamental, já que somente desta forma será possível respeitar suas individualidades e manter sua saúde em dia. Caso você não tenha nenhum profissional capacitado para te ajudar, conheça meu serviço de consultoria online, onde irei prescrever seus treinos, baseado em suas individualidades e com acompanhamento constante. Bons treinos!

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Vez ou outra, nos deparamos com aqueles barulhos incômodos vindo de nossas articulações. Quando fazemos algum movimento um pouco mais abrupto e rápido ou quando ficamos muito tempo parados em uma posição, ou até mesmo quando insistimos em pressionar os dedos das mãos produzindo estalos. Sua ocorrência é intrigante, e todos nos perguntamos se esses ruídos são normais, ou se há algo de errado quando nosso corpo produz esses estalidos, mais conhecidos como crepitação articular. É o que vamos descobrir agora!     As articulações servem para conectar um osso com o outro, e tornar possível sua movimentação completa, com estabilidade e segurança. Elas diminuem o atrito e previnem a regeneração óssea precoce. Elas são compostas por ligamentos (auxiliam na estabilidade), cápsula articular e internamente, membrana sinovial que secreta o líquido sinovial (nutrição articular e permite a movimentação). E em alguns casos, a articulação é acompanhada por  meniscos (joelhos), discos intervertebrais (coluna) e bursas, além de ser sustentado por tendões e músculos.   Qual é o mecanismo da crepitação articular?   As crepitações que ocorrem, acontecem dentro dessa cápsula articular. Como vimos, dentro dela existe um líquido (composto por alguns tipos de gases) que nutre, lubrifica a articulação e facilita o deslizamento ósseo, chamado de líquido sinovial. O que acontece quando estala alguma articulação, nada mais é do que um maior afastamento ósseo com consequente alongamento da cápsula articular momentâneo. Isso gera uma diminuição da pressão nesse fluido sinovial, formando um vácuo no interior da articulação, fazendo com que os gases, agora menos solúveis no líquido, produza bolhas, processo que chamamos de cavitação.   Essas bolhas são rompidas quando ocorre o alongamento excessivo da cápsula articular, produzindo aquele barulho do estalido. Esses gases demoram em torno de 15 a 30 minutos para dissolverem por completo novamente no líquido sinovial. Isso explica porque não conseguimos estalar novamente os dedos logo em seguida. Foi observado também que após o estalo, a articulação tem um aumento significativo de amplitude de movimento, mesmo que momentaneamente.   Leia também: Musculação e hérnia de disco, prevenção e cuidados! Afinal, é normal ocorrer a crepitação articular ou ela é sinal que há algo errado?   A resposta é: depende. Se a crepitação articular for frequente e involuntária (ou seja, não é você quem está provocando o ruído), como, por exemplo, toda vez que flexiona o joelho, o braço, ou, ao caminhar, estala a articulação do tornozelo, é possível que haja alguma deficiência articular. Essa deficiência pode ser alguma falha na estabilidade ou ainda certa alteração óssea. Se há dor junto com o estalido então, nem se fala.  Nesse caso, o melhor a fazer é procurar um profissional de fisioterapia para verificar a causa real desses estalos constantes. Se os estalos acontecem ocasionalmente, pouco frequente, não há tanto problema. Por exemplo ao levantar muito rápido, depois de ficar muito tempo sentado, ou em um movimento mais brusco, por exemplo, sem dor e nenhum tipo de fisgada, o ruído é normal. Isso porque como vimos no mecanismo do estalo, é um fenômeno fisiológico que ocorre, e não traz danos ao nosso corpo.   Posso estalar os dedos sempre que quiser, então?   Chegamos à questão. Quando nós estalamos, estamos tornando um ato que nosso corpo fazia quando tinha que ser feito, para um ato voluntário, ou seja, deixa de ser algo fisiológico, e pode sim se tornar danoso. Apesar dos estudos não trazerem resultados muito significativos em relação a esse assunto, acredito que essa prática contínua possa trazer resultados nocivos nas partes moles, como na cápsula articular em si, pois ela estará alongando e encurtando repetidamente, podendo trazer uma disfunção futura. Pode causar danos aos ligamentos e tendões que se inserem na articulação, além de, em longo prazo, aumentar o atrito ósseo, oferecendo uma predisposição à degeneração óssea e consequentemente articular.     Muitas pessoas têm por costume estralar os dedos no dia-a-dia. Fazem isso quando estão ansiosas, nervosas, para relaxar, ou até mesmo pelo simples fato de ouvir esse “barulhinho”. Quando se dão conta já estão estalando de novo, e de novo, e de novo. Agora o desafio é nos fiscalizar quanto a esse hábito.  Afinal, não queremos ver no futuro se essa ação trará alguma perda funcional ou não, não é mesmo? Ou seja, a crepitação articular pode ter vários motivos e alguns deles podem ser danosos!

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