Podemos dizer que encontrar a quantidade de exercícios na musculação é uma tarefa inglória, pois dependem disto, inúmeros fatores. Veja neste artigo um pouco mais sobre este assunto! Vejo constantemente pessoas indo para a academia fazer musculação e lá passarem quase duas horas “treinando”. Geralmente, estas pessoas não tem resultados tão satisfatórios e acabam apenas perdendo tempo. Lógico que cada caso merece uma avaliação individualizada, mas podemos dizer que no geral, a quantidade de exercícios na musculação varia de pessoa para pessoa, mas jamais um volume muito elevado será o indicado! Muitas pessoas afirmam, inclusive alguns profissionais de educação física, que devemos executar de 4 a 5 exercícios para grandes grupos musculares e de 2 a 4 para grupos menores. Até pode ser um parâmetro de quantidade ideal de exercícios, mas jamais pode ser tomado como uma verdade absoluta, afinal, estaríamos eliminando assim o princípio da individualidade biológica. Vamos então ver alguns conceitos fisiológicos e alguns estudos, que nos trazem alguns parâmetros sobre a quantidade ideal de exercícios!   O que a ciência fala sobre a quantidade de exercícios na musculação?   Trazer aqui para vocês todos os conceitos e estudos que já foram feitos neste sentido, seria no mínimo incoerente, pois transformaria este artigo em um livro, bem grande diga-se de passagem.  Então, vamos avaliar alguns aspectos e estudos já feitos sobre a quantidade ideal de exercícios:   – Hormônios: em treinamentos com mais de uma hora, existem diversos estudos que mostram que ocorre um aumento considerável do cortisol, com relativa diminuição de secreção da testosterona. Desta maneira, se o objetivo for a hipertrofia, mais de uma hora de treinamento não é o ideal. Portanto, neste caso uma quantidade ideal de exercícios precisa levar em conta o tempo total do treinamento. – Organização do treino: uma pessoa que vai treinar apenas 3 vezes por semana, se for executar 5 exercícios para grandes grupamentos musculares, como sugerem algumas pessoas, irá passar muito mais tempo do que o indicado treinamento. Por isso, para encontrar a quantidade ideal de exercícios, será necessário avaliar a organização do treino de cada pessoa.   Leia também: 5 aspectos de um treino de qualidade   – Nível de aptidão física: uma pessoa que é sedentária e inicia um treinamento resistido, terá uma quantidade ideal de exercícios muito maior do que alguém que já treina a mais tempo. Isso por que alguém que já tenha uma base de desenvolvimento físico, consegue ter um treino muito mais intenso do que um iniciante. – Intensidade: a intensidade é inversamente proporcional ao volume. Portanto, uma pessoa que treina mais de uma hora e diz que faz isso em alta intensidade, está muito enganada. Quanto mais intenso for o treino, menor será sua duração. Portanto, como já falei em diversos artigos anteriores, treinos muito intensos são mais interessantes para hipertrofia do que treinos muito volumosos. Portanto, vale mais a pena ter 3 exercícios bem intensos para determinado grupo muscular do que ter um treino com 5 ou mais exercícios, sem a devida intensidade! Neste caso, a falha concêntrica é sempre um bom parâmetro!   Estudos sobre a quantidade de exercícios na musculação Melo (2004) realizou um estudo com homens treinados, para determinar isto. Ele pegou 14 homens, com pelo menos um ano de treinamento resistido. Dividiu eles em dois grupos de 7. O primeiro grupo, realizou treinos para os músculos do quadríceps com a quantidade de 3 exercícios (Agachamento livre, avanço e cadeira extensora). Já o segundo grupo, realizou 5 exercícios para o mesmo grupamento muscular (agachamento, avanço, leg press, cadeira extensora e agachamento estático). Ele utilizou entre 70 e 100% de 1RM de referência de carga e os intervalos entre as séries eram de um minuto. Ao final de 2 meses, os resultados foram os seguintes: – O grupo 1 obteve uma melhora da composição corporal de 5% a mais que o grupo 2, com aumento de massa magra (hipertrofia); – O aumento da força no grupo 1 foi 8% maior que no grupo 2; Existem outros milhares de estudos parecidos com este, mas praticamente todos eles mostram que uma quantidade ideal de exercícios geralmente não é um número muito elevado. Não vou lhe dar um número exato, pois a delimitação desta quantidade, depende muito de cada caso. Além disso, nada vai substituir um bom profissional acompanhando seus treinos, com uma boa periodização e principalmente, adaptando as variáveis! Bons treinos!    

Read More →

De uma maneira geral, as pessoas veem no aeróbico em jejum como uma saída quase milagrosa. Veja neste artigo mais sobre este assunto tão polêmico!   As pessoas tendem a procurar respostas, soluções rápidas para seus problemas. É muito comum vermos produtos ou técnicas que prometem isso e acabam virando moda mundial. Ou seja, este não é apenas um problema do Brasil. Pois bem, o aeróbico em jejum vem se tornando um tema cada vez mais polêmico e que precisa ser debatido com cuidado. Não espere ao final deste artigo, achar uma resposta única. No geral, eu não indico a utilização de aeróbico em jejum, porém, sei que existem pesquisas que mostram bons resultados em determinados públicos. Por isso, independentemente de qual seja a situação, a abordagem precisa ser ampla e plausível! Praticar o aeróbico em jejum pode ser altamente prejudicial, não apenas para sua estética, como para sua saúde. Por isso, antes de optar em fazer tal prática, você precisa levar em conta uma série de aspectos!   Aeróbico em jejum, de onde surgiu esta ideia?   A ideia principal do aeróbico em jejum é aproveitar um dado momento em que os estoques de glicogênio estejam baixos, para “induzir” o corpo a usar mais lipídios como fonte energética. Para isso, é preciso que a atividade em questão seja feita em baixa intensidade e após um longo período sem alimentação. Geralmente, usa-se as primeiras horas após acordar para esta finalidade. Com isso, teríamos um maior gasto de lipídios, o que faria com que o percentual de gordura fosse reduzido. Existem limitações nesta concepção, pois temos que avaliar o metabolismo de maneira mais acentuada. Aeróbico em jejum, contraindicações   Entre os principais opositores ao método do aeróbico em jejum, temos o Doutor Paulo Gentil, que prega que “Não existem fatos, provas ou estudos contundentes que sejam suficientes para defender o treinamento em jejum. O principal fator a ser levantado, é que por mais que alguns estudos contêm com uma maior utilização relativa das reservas de gordura durante e após o final do treino, estes números acabam sendo inexpressivos quando expostos em termos absolutos”. O primeiro ponto a ser levantado em termos de utilização do aeróbico em jejum é a questão da disponibilidade das gorduras para serem fonte energética. A gordura é eliminada principalmente através do CO2 emitido pelos pulmões. Desta maneira, suas moléculas precisam ser quebradas, utilizadas em contrações musculares e seu subproduto, eliminado pelas vias aéreas. Como o corpo tende a usar sempre a fonte energética de mais fácil obtenção, é muito comum vermos pessoas praticantes de aeróbico em jejum com problemas relacionados a sarcopenia. Ou seja, estas pessoas se exercitam usando como fonte energética principal os aminoácidos contidos nos músculos. Com isso, além de não eliminarem gordura de maneira eficiente, ainda tem seu metabolismo se tornando mais lento com o passar do tempo. O resultado da conta é muito negativo! Porém, vemos algumas pessoas com certa autoridade no meio do treinamento físico que defendem a sua utilização. Treinadores como o renomado Waldemar Guimarães utilizam o aeróbico em jejum em seus treinos. E aqui chegamos em um ponto primordial do tema!   Aeróbico em jejum, para quem?   Se de maneira geral, não temos muitos motivos para usar o aeróbico em jejum, em determinados públicos ele é usado de maneira ampla! Um dos maiores pesquisadores do tema é o sueco Torbjorn Akerfeldt, que defende que a utilização do aeróbico em jejum faz com que o corpo utilize quase 3 vezes mais lipídios do que em uma situação normal. Porém, todos os seus estudos apresentam algumas limitações que precisam ser levadas em conta. De maneira geral, ele usa atletas bem condicionados em seus estudos. Além disso, as pesquisas não são longitudinais e avaliam apenas efeitos agudos desta prática.   Leia também: Taper, quando menos é mais!   Por isso, é preciso tomar muito cuidado com as pesquisas apresentadas para defender o aeróbico em jejum. Isso quer dizer que ele não deve ser feito? Depende! Alguns fisiculturistas o utilizam algumas semanas antes das competições e alegam bons resultados. Porém, é preciso saber que estes atletas muitas vezes usam substancias ergogênicas, que potencializam a queima de gordura. Porém, por outro lado, existem algumas evidencias que a utilização de aeróbico em jejum por um longo prazo, pode ser um dos principais causadores de diabetes mellitus.   Devo fazer aeróbico em jejum?   Eu particularmente não indico. Por mais que faltem estudos mais aprofundados, existem maneiras mais seguras de potencializar a lipólise. Quando pensamos em termos de atividades físicas, temos que analisar uma série de situações. Será que a atividade escolhida é de fato efetiva? Será que existem maneiras mais seguras e efetivas para o mesmo objetivo? Tudo isso precisa ser avaliado. No caso do aeróbico em jejum, ele apresenta diversas lacunas. E não leve em consideração o que muitos dizem em sua defesa, pois muitas vezes, o que acontece com a sua prática é a proteólise (utilização de aminoácidos como fonte energética), o que causa perda de peso de maneira rápida. Mas emagrecer é bem diferente de perder peso!   Se o aeróbico em jejum não é indicado, o que devo fazer?   Para que o nosso corpo utilize mais lipídios como fonte energética, a dieta precisa induzir a este quadro, através de estratégias específicas. Além disso, o treino se torna um potencializador disso. Um dos pontos mais importantes é que as células estejam bem condicionadas em condições aeróbicas. Mas ao contrário do que muitos pensam, isso não significa que correr ou caminhar seja o mais adequado. Diversos estudos mostram que a musculação e o HIIT têm excelentes resultados sobre o VO2 máximo. Minha indicação, baseado em meus estudos e prática constante? Alie musculação, HIIT e uma boa dieta. Isso com toda a certeza vai potencializar sua perda de gordura corporal, sem oferecer os riscos que o aeróbico em jejum oferece! Neste vídeo, eu falo um pouco sobre o assunto! Em minha consultoria online, posso te ajudar a atingir suas metas, não importando se você

Read More →

Dentro de uma boa estratégia de treinamento, é muito importante que a supercompensação sempre seja levada em conta. Veja mais sobre a importância do Taper neste contexto!   Este é um texto muito importante para você que treina de maneira disciplinada durante todo o ano. Se você é daqueles que burla constantemente seu treino, que raramente termina o programa da maneira que ele foi concebido, pode parar a leitura por aqui, o texto não é para você! Brincadeiras à parte, o Taper é uma importante estratégia para quem quer ter bons resultados em seus treinos, com toda a segurança necessária. Quando pensamos em uma periodização, muito mais do que apenas definir datas e métodos de treino, temos que estipular as alterações de intensidade e volume no período em questão. O descanso planejado é fundamental para que possamos ter melhores resultados em termos de hipertrofia. Por isso, dentro de uma estratégia de periodização bem aplicada, temos que ter períodos com mais e menos intensidade. Nos períodos em que o volume e a intensidade dos treinos é menor, temos o que chamamos de Taper! Taper, o que é este período?   De maneira geral, o Taper significa um período onde reduzimos o volume e a intensidade dos treinos, com o objetivo de potencializar a hipertrofia ou o resultado que se almeja. Na corrida de rua por exemplo, este período também é chamado de polimento e é realizado alguns dias antes de determinada prova. Sem me apegar a termos técnicos, seria basicamente o seguinte: você está treinando de maneira correta e sem burlar os treinos durante um bom tempo. Com isso, seu corpo está recebendo estímulos constantes. Num período pré-determinado, você reduz propositadamente os treinos. Por exemplo, se você treina 40 minutos, com determinado grau de intensidade, vai treinar 20 minutos, sempre de maneira submáxima. Com isso, seu corpo irá “descansar” e ocorrerá a supercompensação. Os resultados disso são bastante positivos. Você irá perceber uma melhora em suas condições gerais, terá melhora em termos de hipertrofia e reduzirá consideravelmente os riscos de overtraining e de lesão.   Como usar o Taper de maneira adequada   Esta é uma questão complexa. Muitas vezes vejo algumas pessoas indicando o Taper para 2 ou 3 vezes no ano. Mas tudo vai depender de que maneira seu treino é conduzido. Se o seu treino é feito em alta intensidade, será necessário que você faça mais períodos de Taper durante o ano. Da mesma maneira, se você usa uma periodização ondulatória, terá menos necessidade de Taper. Tudo isso altera consistentemente a maneira como o Taper pode ser feito. Além disso, temos outras questões a serem levadas em conta. É possível, por exemplo, usar um Taper para determinados grupamentos musculares apenas. Se você apresenta um desenvolvimento menor em algum grupo, pode treinar de maneira mais intensa este por um período e depois entrar em Taper. De maneira prática seria da seguinte maneira: imagine que o grupamento muscular que você queira desenvolver seja o quadríceps e os isquiotibiais. Dentro de um planejamento, você irá treinar estes músculos de forma intensa, de preferência com base na falha concêntrica, durante 5 dias seguidos e depois, passar de 7 a 8 dias sem que eles sejam solicitados em seu treino. Este seria um modelo de Taper, que irá promover adaptações bastante acentuadas. Qualquer um pode fazer isso? Claro que não! Porém, em pessoas que queiram quebra de platô de desenvolvimento, isso pode ser feito. Além disso, é muito importante tomar o devido cuidado com a intensidade deste tipo de treino. E a dieta, como fica no Taper?   Este é um ponto muito importante! Muitas pessoas enxergam o Taper como um período de “férias”. Pois bem, ele não tem nada a ver com férias! Neste momento, você precisa que sua dieta esteja muito bem alinhada, para que hajam nutrientes para suprir as necessidades da síntese proteica.   Leia também: 5 aspectos práticos de um treino de qualidade!   Por isso, a quantidade de micro e macronutrientes precisa estar alinhada com este objetivo. Mais um ponto importante para que o trabalho seja multidisciplinar! A suplementação, a água e a alimentação precisa ser alinhada com este objetivo, senão, de nada vai adiantar fazer o Taper!   Neste vídeo, eu mostro um pouco mais sobre o Taper! Caso você queira um treino periodizado, onde todos estes itens sejam levados em conta, conheça minha consultoria online! Bons treinos!  

Read More →