Emagrecer é um objetivo comum e por vezes, difícil de ser alcançado. Planejar as ações, neste sentido, é muito importante, para que tenhamos melhores resultados. Neste sentido, o planejamento de treino para emagrecimento, precisa ser amplo e englobar as diversas variáveis que você, em sua individualidade, apresenta. Por isso, é vital o acompanhamento de um bom profissional. Ele saberá, a forma correta de conduzir o treinamento.       Mas como posso saber se o processo como um todo, está sendo bem executado? Simples, existem muitos pontos que acabam sendo comuns ao planejamento de treino para emagrecimento. Mas você há de convir comigo que para planejar, devemos conhecer o objetivo em si, não é? Por isso, antes de falar especificamente do planejamento de treino para emagrecimento, temos que entender como o treino para emagrecer tem de apresentar, em termos de estímulos. Planejamento de treino para emagrecimento, qual o ponto de partida?   Basicamente, quando pensamos em emagrecimento, temos de ter claro que ele é um processo metabólico. Usando as estratégias corretas, principalmente de treino e de dieta, iremos “forçar” o corpo a utilizar as reservas adiposas como fonte energética. Partindo deste conceito, já temos algumas informações importantes. Emagrecer está ligado, diretamente, ao gasto energético. Portanto, o principal papel do treino para emagrecimento, é aumentar o gasto calórico total. Então basta optar pela atividade com maior gasto calórico? Infelizmente não. O gasto calórico total, que envolve não apenas o que foi gasto na atividade em si, mas na recuperação também, é mais complexo. Precisamos pensar em termos metabólicos, em estímulo, em adequação a dieta e outros elementos.   Por isso, a ajuda do profissional é tão importante, por que ele saberá os métodos de treinamento para emagrecimento que são mais indicados.   Mas qual a relação disso com o planejamento de treino para emagrecimento? Se temos este conceito bem formado, podemos buscar então, estratégias para isso. Estratégias para o planejamento de treino para emagrecimento   Este é um dos pontos mais importantes. Afinal, é através das estratégias corretas, que iremos ter melhores resultados. Existem uma série de estratégias que podem ser usadas para o treino de emagrecimento. Mas no que se refere ao objetivo, ao conceito, é importante entender uma coisa. Treino para o emagrecimento precisa ser focado no aumento do gasto calórico total. Seja através do treino em si, com ajuste da intensidade e volume para este objetivo, seja no aumento do metabolismo basal. Desta forma, este é o ponto de partida e o conceito central do planejamento de treino para emagrecimento. Neste sentido, todas as estratégias usadas, precisam ser pautadas neste conceito. Para isso, temos alguns pontos importantes. Veja agora, algumas estratégias de emagrecimento que podemos usar para ter melhores resultados! 1- Use a bioenergética ao seu favor   Bioenergética é a ciência que estuda as fontes de energia para o bom trabalho do organismo. Quando falo de usá-la ao seu favor, é em relação ao seu papel fisiológico que estou me referindo. Neste caso, especificamente no emagrecimento, devemos usar o treino, para que otimizemos ao máximo, a utilização de lipídios como fonte energética. Mas isso não significa que devemos usar apenas exercícios que tem esta fonte de energia. Por isso, o conhecimento em bioenergética é tão importante. Entender de que forma, as vias energéticas se comportam em determinadas situações, vai fazer com que consigamos otimizar a utilização de lipídeos. Por exemplo, ao terminar um treino que teve como principal fonte energética a glicose (glicogênio), como a musculação ou um método mais intenso, devemos evitar comer carboidratos no pós-treino, caso o objetivo seja emagrecer. A resposta para isso é simples. Nosso corpo estará com as reservas de glicose e glicogênio em baixa. Ao final do treino, o metabolismo continua acelerado por algumas horas ainda. Se ingerirmos carboidratos no pós-treino, iremos dar o combustível que o corpo precisa para se recuperar. Mas lembra que emagrecer é usar as vias energéticas ideais? Neste caso, o mais indicado é ingerir apenas proteínas, vitaminas e minerais. Isso fará com que, devido ao efeito compensatório, nosso corpo use mais lipídios como fonte energética. 2- Otimize o gasto calórico total   São várias as formas de aumentarmos o gasto calórico total do organismo. Por isso, precisamos pensar nas estratégias mais eficientes, no planejamento de treino para emagrecimento. Existem algumas formas de fazer isso. No caso da musculação, por exemplo, podemos optar por movimentos mais amplos, que envolvem mais grupos musculares. Além disso, se reduzirmos o tempo de descanso entre as séries, teremos uma sobrecarga bioenergética maior. Da mesma forma, ao utilizarmos métodos de treino com mais repetições, como o Drop-set, por exemplo, teremos mais tempo de tensão, maior aporte sanguíneo e consequentemente, mais gasto calórico. Além disso, podemos usar a musculação com HIIT, ao final do treino. Isso aumentará consideravelmente o gasto calórico total. Porém, é importante que seja feita uma adequação da intensidade de ambos, para que não tenhamos um treinamento concorrente. 3- Integre seu treino com a dieta   De nada vai adiantar você ter um treino eficiente, se a dieta não for alinhada com o objetivo de emagrecer. Por isso, o planejamento de treino para emagrecimento, precisa estar alinhado a estratégia nutricional. Por exemplo, é muito comum nas estratégias de emagrecimento, usar dietas com baixa ingestão de carboidratos. Porém, este é um tipo de dieta que tende a reduzir o desempenho físico, justamente pela falta de glicose. Neste sentido, precisamos adaptar o treino, a fase da dieta, levando em conta estes pormenores. Isso fará toda a diferença no resultado final. 4- Tenha uma sequência de estímulos   Esse é, provavelmente, o erro mais comum no planejamento de treino para emagrecimento. Muitas pessoas, querem começar com um treino altamente intenso, mesmo que não haja uma preparação para tal. O resultado disso? Lesão ou baixa aderência ao programa. Por isso, é importante usar a periodização de forma adequada. Inicie com um treino com mais volume e menos intensidade. Foque em melhorar a qualidade dos movimentos, para depois, pensar em aumentar  a intensidade. Isso irá,

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Os músculos da região dorsal de nosso corpo, tem uma forte influência em nossa funcionalidade. No geral, eles são músculos mais fortes e que tem uma importante função de sustentação e estabilização. Neste sentido, é de fundamental importância, que você os mantenha fortalecidos. Por este motivo, os exercícios para dorsais precisam ser muito bem escolhidos, dentro de seu treino.   Desta maneira, teremos um fortalecimento adequado e uma melhora de diversos aspectos. Porém, há muitas possibilidades de trabalho quando pensamos em exercícios para dorsais. Temos movimentos variados e pequenos detalhes, que no contexto geral, fazem muita diferença. Por isso, selecionei os mais comuns e mais efetivos exercícios para dorsais, para mostrar elementos como execução, formas de intensificar e muito mais! Exercícios para dorsais, o guia que você precisa!   Basicamente, os exercícios para dorsais envolvem movimentos de “puxar”. Porém, dada a amplitude articular do ombro (principal articulação envolvida), há muitas possibilidades. Neste sentido, é fundamental que você se atente a alguns elementos básicos dos principais exercícios para dorsais.   Leia também: Periodização para musculação, tudo o que você precisa saber!   Porém, antes de mostrar os exercícios para dorsais, você precisa entender a relação que as escápulas tem com eles. Se a escápula não for trabalhada da forma correta, não teremos uma efetividade nos exercícios para dorsais. Escápulas e exercícios para dorsais, uma relação direta   As escápulas tem uma importante função de estabilização, aumento do ponto de apoio para torque e força e qualidade dos movimentos. No caso específico dos exercícios para dorsais, temos uma relação ainda mais direta. De modo geral, o movimento das escápulas, entram no que chamamos de cintura escapular. No geral, a cintura escapular está diretamente ligada aos movimentos de ombros, peitoral e dorsais. Neste sentido, os exercícios para dorsais se enquadram nesta categoria. Com isso, é de fundamental importância manter o movimento das escápulas, adequado para cada movimento. Como este é um item bastante complexo, irei mostrar, dentro de cada exercício, como deve ser o movimento escapular. Veja agora, os principais movimentos que compõe o treino de dorsais!   1- Puxada alta   A puxada alta é um dos exercícios para dorsais mais utilizados. Isso se deve ao fato de sua execução mais fácil e da ativação, principalmente, do latíssimo do dorso. Ela pode ser feita de diversas formas. No exemplo do vídeo acima, temos a puxada alta com pegada aberta. Basicamente, o movimento articular do ombro é uma adução. Já no cotovelo, temos uma flexão. Desta maneira, este é um dos exercícios para dorsais que, além do trabalho com o latíssimo do dorso e outros músculos, ainda tem participação do braquial e do bíceps.   Leia também: Periodização para hipertrofia, um guia completo   A variação com pegada fechada, supinada, é uma variação interessante para quem quer modificar um pouco a estrutura do movimento e envolver mais unidades motoras. De forma geral, porém, a pegada aberta é mais utilizada. Isso, devido ao fato de que há menos exercícios para dorsais com pegada “aberta”. Sua variação “atrás da cabeça” não é muito indicada. Ela modifica as curvaturas da coluna cervical, bem como causa uma rotação maior na articulação gleno-umeral. Existem possibilidades melhor de trabalho do que esta variação.   2- Remada curvada com barra (ou halteres)   A remada curvada é um movimento com peso livre, que necessita de mais estabilização da região lombar. A grande vantagem da remada baixa, em relação aos outros exercícios, é que ela é feita com pesos livres. Desta maneira, temos uma necessidade maior de estabilização, o que envolve novas unidades motoras. Fora isso, a remada curvada ainda tem a questão de trabalhar de forma mais intensa com os músculos da região lombar. Estes, participam de forma mais intensa, devido a contração isométrica (de sustentação) que o movimento exige.   3- Remada na polia baixa A remada baixa na polia é um dos mais importantes exercícios para dorsais da musculação. Neste contexto, é muito importante que ela seja trabalhada da forma correta. Como vemos no vídeo, é um movimento de extensão do ombro e de flexão do cotovelo, além de uma leve flexão de coluna. Este é um movimento que tem forte atuação nos principais músculos da região dorsal. É preciso, como em todos os demais aqui citados, tomar cuidado com o movimento escapular. No que se refere a pegada, temos a possibilidade de usar, no mesmo movimento, a pronada, a supinada ou a neutra. De forma resumida, estas pegadas influenciam diretamente na ação do bíceps. No que se refere aos músculos dorsais, elas pouco interferem. 4- Barra fixa   O exercício de barra fixa é um dos mais antigos e funcionais, quando pensamos no trabalho de dorsais. Neste sentido, ele é uma possibilidade de trabalho muito interessante. Porém, dada a dificuldade de equilíbrio, produção de força e eficiência no movimento, não são todas as pessoas que conseguem executá-lo da forma mais adequada. Por isso, é importante que iniciantes pensem em um processo adaptativo e coordenativo para executar a barra fixa. Avançados, devem focar na qualidade do movimento e principalmente, na melhora da solicitação muscular. 5- Pulldown   O Pulldown é um movimento diferente dos apresentados até aqui. Ele é basicamente uniarticular, focado no movimento de extensão do ombro. Outros músculos e articulações, atuam apenas na estabilização do movimento. Este é um dos exercícios para dorsais, com maior enfoque no latíssimo do dorso. É um movimento em tese, mais complexo. Ele exige um pouco mais de consciência corporal e precisa, de uma redução de carga. Isso, quando comparado aos demais movimentos.   Leia também: Rosca direta, qual a mais adequada e como potencializar os resultados?   Estes são alguns dos principais exercícios para dorsais. No geral, estes são os exercícios para dorsais que dão origem a outras variações. Sempre treine com a orientação adequada. Aqui, não enquadrei os movimentos para lombar, pois estes, são mais específicos e merecem um artigo só para eles. Bons treinos!

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O treino para ganhar massa muscular tem suas peculiaridades e particularidades. As vantagens de se desenvolver a massa muscular são imensas e cada vez mais as pessoas vem nisso, um elemento funcional. Sejam homens ou mulheres, a procura por um treino para ganhar massa muscular é cada vez maior!   Inicialmente, os ganhos de massa muscular fazem com que o metabolismo fique muito mais acelerado. Isso por que a massa muscular é altamente irrigada pelos vasos sanguíneos e possui inúmeras terminações nervosas. Desta maneira, a massa muscular vai exigir muito mais energia para manter-se ativa.       Ou seja, uma pessoa que tem massa muscular desenvolvida tem muito mais facilidade em eliminar gordura, graças ao metabolismo acelerado. Além disso, massa muscular desenvolvida é sinônimo de tudo “durinho”, pois desta maneira, a flacidez fica de lado.   Porém, muitas pessoas, apesar de praticarem exercícios físicos, não conseguem desenvolver sua massa muscular de maneira adequada. Veja como evitar isso.     Treino para ganhar massa muscular, como ele deve ser feito?     Basicamente as mulheres tem mais dificuldade para desenvolver massa muscular do que os homens. Isto se explica por diversos fatos, como menor força (baseando-se em dados estatísticos), menores níveis de testosterona (hormônio altamente anabólico) e somando isso a fatores culturais e falta de motivação para levar este tipo de treino adiante por mais tempo. Mas isso, de maneira alguma, quer dizer que uma mulher, independente de qual seja a sua idade ou condição física.   De maneira bastante simplificada, para que você consiga bons ganhos de massa muscular, você precisa pautar sua rotina em três fatores fundamentais, que irei focar neste texto: treino, alimentação e descanso.   Treino para ganhar massa muscular   Para que você consiga ganhar massa muscular, vai precisar estimular principalmente às fibras musculares rápidas. Isso por que este tipo de fibra, diferente das fibras lentas que são mais utilizadas em exercícios aeróbicos, tem uma maior capacidade de hipertrofia (aumento do tamanho e da função das células).   Desta maneira, se quer um aumento de massa muscular, você precisa executar exercícios resistidos. Entre as tantas opções que existem, a musculação é a mais comum e uma das mais eficientes. Mas você também pode estar utilizando também modalidades como o treinamento funcional ou o Crossfit. Porém, é fundamental que em todos estes casos, você tenha uma periodização para hipertrofia!   O mais importante é que você “castigue” seus músculos, para que então eles possam se recuperar e aumentar a sua capacidade. Por isso, é necessário que seu treinamento seja regular, onde posso afirmar que com menos de 3 sessões semanais, dificilmente você conseguirá resultados satisfatórios.       Por isso, use os exercícios resistidos regularmente, sempre focando em todas as partes do corpo. Um erro bastante comum, principalmente das mulheres em geral, é não treinar grupamentos musculares nos quais elas não tem interesse na hipertrofia.   É bom salientar que nosso corpo é uma totalidade e não um amontoado de partes, portanto se você treinar apenas determinados grupamentos, provavelmente você não conseguirá um aumento significativo de massa muscular.   Alimentação adequada (dieta)   Para que os músculos cresçam, eles precisam basicamente de combustível, certo? Pois bem, para que este processo seja eficiente, é muito importante que o “combustível” seja de alta qualidade.   Portanto, se quer aumentar a massa muscular, trate de comer direito. Diferentemente do que acontece na hipertrofia, onde é necessária uma maior ingestão calórica.   Dentro desta ingestão, você precisa de carboidratos, que irão dar a energia para o treinamento e para a recuperação. Somados a proteínas, que vão literalmente reconstruir os músculos lesados durante o treinamento. As vitaminas e minerais em geral, que vão fazer com que seu organismo funcione de maneira adequada e que ele consiga direcionar sua atenção para o aumento da massa muscular.   Leia também: Falha concêntrica, como usá-la em seu treino! Musculação para iniciantes, cuidados e práticas recomendadas     Além disso, a distribuição de sua ingestão calórica em pelo menos 6 refeições diárias auxilia bastante no aumento da massa muscular.   Descanso   Você fez seu treino para ganhar massa muscular de maneira adequada, comeu alimentos escolhidos para seu objetivo. Agora é só descansar e deixar o seu corpo dar conta do recado. O treinamento de força causa lesão nas fibras musculares. Para que elas sejam recuperadas, é necessário que você descanse. Isso, para que seu corpo possa então cicatrizar as “lesões” causadas pelo treino e você consiga de fato aumentar sua massa.   Por descansar entenda dormir, pois é durante o sono que entramos em um melhor estado de anabolismo. Por isso, pelo menos 6 horas diárias de sono são recomendadas, mas sendo que o ideal fica entre este valor e 8, variando de pessoa para pessoa.   Estes são os três pilares que você precisa respeitar para que consigam de fato, ganhar massa muscular.   Independente de qual seja o seu nível de treinamento. Se você é iniciante ou avançada, se você é jovem ou idosa, seguindo corretamente estes três pilares, você conseguirá um bom aumento de massa muscular.   Porém, é fundamental que o treino para ganhar massa muscular seja feito com base em sua individualidade. Por isso, sempre treine com o auxílio de um bom profissional!  

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  A musculação para iniciantes envolve muitos fatores. O mundo que cerca o exercício físico é recheado de modismo, novas práticas e novas metodologias. Porém nem todas elas têm sua eficiência de fato comprovada, e sustentadas por mais marketing do que por resultados, acabam se perpetuando durante muitos anos como eficientes.   Neste contexto a musculação é uma prática que vem ganhando cada vez mais adeptos e praticantes no mundo todo. Até algumas décadas atrás a musculação era vista com certo preconceito, mas este cenário mudou, e hoje ela faz parte da rotina de inúmeras pessoas.     Porém sua prática requer certos cuidados, pois executada de maneira inadequada a musculação pode vir a acarretar em lesões, muitas vezes irreversíveis. Por isso, a musculação para iniciantes precisa ser feita com cuidado! Por isso, você tem de ter certos parâmetros para a musculação para iniciantes.   Musculação para iniciantes, entendendo o contexto!   O treino de força é sequencial e necessita de uma melhora constante, pois caso contrário, além de não se desenvolver e não atingir suas metas, você acabará correndo riscos desnecessários para sua saúde. Não tente iniciar usando mais peso do que seu corpo possa suportar. A carga é um elemento bastante importante, mas o volume, a intensidade e a execução correta também são muito importantes.   Musculação para iniciantes e a importância da boa execução!   Uma dica bastante simples, é antes de executar qualquer exercício, tente fazê-lo sem carga, para se adaptar ao movimento. Isto é importante, por que caso a execução não seja correta, você tem chances maiores de se machucar e de não obter os ganhos que poderia obter com uma execução correta. Tentar submeter seu corpo a uma carga muito grande acaba fazendo com que seu corpo “compense” o movimento de outras formas, como sobrecarregando a coluna ou alguma outra articulação. É importante ressaltar também que as duas variáveis mais básicas de qualquer exercício, o volume e a intensidade devem ser respeitadas.     Estes métodos de maneira alguma devem ser usados por iniciantes, pois nessa fase inicial é muito importante que o volume seja aumentado, para aprimorar sua resistência muscular. Métodos como a falha concêntrica, onde se utilizam altas cargas e repetições até a exaustão são muito eficientes, mas para praticantes mais avançados. Um mínimo de 6 meses é necessário para que seu corpo se adapte a cargas mais e volumes reduzidos. Até por que, um iniciante nem teria resistência suficiente para que seu corpo pudesse suportar e de fato se desenvolver com métodos deste tipo. Resumindo, copiar a série do Arnold ou de qualquer outro fisiculturista é uma roubada e seu corpo cobrará o preço!   Suplementos, são fundamentais na musculação para iniciantes?   Algumas academias induzem os alunos a usar suplementos. Isso ocorre mais por um interesse econômico do que por sua real efetividade. Iniciantes dificilmente conseguem impor uma sobrecarga suficiente para utilizar os nutrientes que uma suplementação proporciona, e o que não é usado, o corpo elimina ou estoca. Portanto, melhore sua alimentação ao invés de suplementar. Descanso é fundamental!   Outro problema bastante comum entre os iniciantes é o fato de que estes, na ânsia por resultados, não deixam seu corpo descansar o suficiente para que os ganhos de hipertrofia aconteçam. Lembre-se que descansar é tão importante quanto treinar para a hipertrofia. Por isso, durma pelo menos 8 horas diárias e não treine o mesmo grupo muscular em dias consecutivos. Além disso, tenha paciência e saiba que as grandes conquistas demandam tempo e dedicação para que se concretizem, e com a musculação não seria diferente.     Musculação para iniciantes, 5 elementos fundamentais!     Trabalhe com sua base! A base é fundamental na musculação. Mas o que é isso? São qualidades físicas que devem ser trabalhadas de uma forma mais ampla, para darem a sustentação adequada para a sequência do treinamento. Neste sentido, é fundamental para a musculação para iniciantes que sejam trabalhados elementos como força, resistência muscular, flexibilidade, resistência aeróbica e anaeróbica e coordenação motora. Isso trará uma melhora considerável a qualidade do treino e fará com que o processo de hipertrofia seja sustentável.   Opte por intensidades mais baixas Fala-se muito em treinar em alta intensidade. Algo que, no contexto adequado, traz bons resultados. Porém, na musculação para iniciantes, não é algo indicado. Um iniciante não tem a base desenvolvida para treinos altamente intensos. Nesta fase, devemos optar por treinos com mais volume, focados na qualidade da execução. Métodos como a falha concêntrica, Drop-set e outras, não devem ser usadas nestes períodos. É preciso, antes de tudo, preparar o corpo para estímulos mais intensos.   Tenha uma boa periodização Em meu serviço de personal trainer online, eu sempre priorizo a periodização para musculação. Um iniciante, sempre precisa ter isso como prioridade. Com uma periodização adequada, o iniciante tem como ter o controle adequado das variáveis do treino. Sem a periodização, o iniciante acaba tendo um treino que em longo prazo, é menos efetivo. Na periodização para iniciantes, temos como estabelecer um planejamento em curto, médio e longo prazo. Desta maneira temos resultados muito mais efetivos!   Execução é mais importante do que carga Um erro muito comum nos iniciantes na musculação é justamente não levar em conta a qualidade da execução. É lógico que isso depende também do acompanhamento profissional. Porém, nesta fase precisamos diretamente da qualidade dos movimentos. Neste sentido, é interessante usar cargas mais baixas, com mais repetições e movimentos mais lentos. Com isso, é muito importante nesta fase, priorizar a execução em detrimento da carga.       Use uma boa gama de movimentos Neste momento, é interessante usar uma gama de movimentos mais ampla. Eu costumo usar mais exercícios, com mais movimentos que tenham mais unidades motoras envolvidas. No geral, eu opto por mais exercícios, com menos séries. Com isso, temos um trabalho muscular mais amplo, com mais unidades motoras envolvidas. Isso faz toda a diferença na musculação para iniciantes!   Estas são algumas das dicas fundamentais para a musculação para

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Muitas pessoas se queixam constantemente de cansaço durante os treinos, sejam eles aeróbicos ou de musculação. As causas para tal cansaço podem ser muitas. O cansaço durante o treino não é aquele oriundo dos estímulos, dos exercícios. Ele é oriundo, na maioria das vezes, de fatores fisiológicos. Além disso, há questões ligadas ao treino também que geram este cansaço durante o treino!   Primeiramente, temos que verificar algumas situações. Você sente cansaço apenas no treino? Tem disposição durante seu dia, mas na hora de treinar está cansado (a)? Este cansaço pode ser psicológico. Como o treino físico impõe a nosso corpo uma demanda energética, muscular e metabólica a qual ele não está adaptado, nosso cérebro muitas vezes acaba “sabotando” nosso treino. Neste caso, é importante usar uma programação mental, atribuir seu treino a coisas boas, pois somente assim será possível superar este cansaço psicológico. Já se você vem tendo este mesmo cansaço durante todo o dia e ele piora durante o treino, as explicações podem ser fisiológicas. Para te ajudar, vamos listar algumas possibilidades de melhorar sua disposição durante o treino!         Saiba como diminuir o cansaço durante o treino   Faça um treino mais otimizado Muitas pessoas acabam sentindo cansaço durante o treino, por que ele é muito volumoso. Aliás, o alto volume de treinamento é o principal fator associado ao Muitas das mulheres que reclamam de cansaço durante o treino, ficam na academia por mais de uma hora! Com isso, além de perder em efetividade em seu treino, você ainda acaba tendo mais dificuldades em se recuperar. Com isso acumulado, o cansaço durante o treino é inevitável. Por isso, tenha um treino mais intenso e mais curto, para que possa ter melhores resultados e ainda acabar com o cansaço! Leia também: Periodização para hipertrofia, o guia completo!     Fique uma semana sem treinar ou treinando mais leve   Muitas vezes, o cansaço crônico é sinal de Neste caso, faça a experiência de ficar uma semana sem treinar, dormindo e se alimentando da maneira correta. Com isso, caso você esteja entrando em um estado de excesso de treino, seu corpo irá se recuperar e promover a supercompensação. Caso isso resolva, tome cuidado ao voltar a treinar, para que seu treinamento seja mais qualificado.     Cuide da alimentação e da hidratação   É muito comum encontrarmos mulheres que reclamam de cansaço durante o treino e que estejam fazendo dietas restritivas. É muito importante oferecer os nutrientes que nosso corpo precisa, esteja você querendo emagrecer ou não. Isso por que sem os nutrientes adequados, seu treino fica prejudicado e os resultados também. Se sua dieta está com menor quantidade calórica, reduza a intensidade de seu treino!   Ingira cafeína, sob orientação nutricional   Desde que utilizada da maneira correta, a cafeína pode ser muito útil para acabar com o cansaço durante o treino. Isso por que ela é uma substância estimulante, que vai atuar diretamente no sistema nervoso central. Com isso, os estímulos nervosos chegaram com muito mais qualidade aos seus músculos, fazendo com que seu treino melhore e você sinta menos cansaço.   Leia também: Periodização para musculação, tudo o que você precisa saber!   Durma bem   Muitas pessoas não dormem o suficiente e com isso, não tem a devida recuperação celular. Sabe o resultado disso? Cansaço e menos resultados. O sono é fundamental para sua saúde e para os resultados de seu treino. Ele deve ser prioridade na vida de quem quer viver bem e mais tempo! Por isso, se está sentindo cansaço durante o treino, veja se não está dormindo pouco.       Avalie seu horário de treino   Cada pessoa tem um horário mais efetivo para treinar. Algumas pessoas que se queixam de cansaço durante o treino, fazem isso logo que acordam. Nem todas as pessoas tem disposição para treinar de manhã, por exemplo. Outras, treinam tarde, antes de dormir. Tudo isso interfere na qualidade de seu treinamento!   Tudo isso pode interferir diretamente em seu treino, fazendo com que você fique mais cansado (a). Lembre-se que o cansaço, quando sem motivo aparente, pode ser um sinal de que algo não caminha bem. Se os sintomas persistirem, mesmo com as dicas acima, procure um médico, pois seu caso pode ser metabólico! Bons treinos!

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Quem realiza um treinamento, seja para desempenho, emagrecimento ou hipertrofia, tem de ter bem claro que treino de força não quer dizer unicamente treino de hipertrofia. Existem diversos tipos de treinamento muscular, como por exemplo treino de potência, de força máxima e de resistência muscular localizada. Eles são amplamente usados principalmente nos esportes. Mas para quem não é atleta, existe alguma função em treinar estes tipos de força? Como deve ser o treino de resistência muscular localizada? É o que irei te responder!       Elementos fundamentais de um treino de resistência muscular localizada     Quando se inicia um treinamento de força seus músculos ainda não estão adaptados a sobrecarga que é imposta. Após algum tempo de treinamento, eles se adaptam a esta sobrecarga, ou seja desenvolveram resistência.   Mas com o passar do treinamento o desenvolvimento desta resistência, essencial para a continuidade do treinamento, acaba se tornando cada vez mais difícil. Por isso executar períodos específicos de treinos de resistência muscular localizada é importante, principalmente quando se retorna ao treinamento, geralmente depois das férias. Assim você recuperará o condicionamento perdido e irá dar uma base para o treinamento posterior. Neste sentido, o treino de resistência muscular localizada, precisa estar adaptado a isso.   Fisiologia do treino de resistência muscular localizada   Para entender a parte fisiológica deste treino, temos de diferenciar as fibras musculares inicialmente. Existem dois tipos de fibras principais (existem outros grupos intermediários): as fibras do tipo I, que são as chamadas fibras de contração lenta, e as fibras do tipo II que são as fibras de contração rápida, que são divididas em lIa, IIb, e Iic.   As primeiras apresentam contrações mais lentas, maior resistência e diâmetro menor.   Já as rápidas apresentam resistência reduzida e um diâmetro até duas vezes maior. Portanto as lentas são mais utilizadas em atividades de resistência e utilizam primordialmente o mecanismo aeróbico. Já as rápidas são usadas em atividades de força e potência e sua fonte energética é primordialmente anaeróbica.       Talvez se você tem como principal objetivo a hipertrofia, ache que não precisa treinar as fibras lentas, pois elas têm menos diâmetro. Sinto em dizer que você está enganado, pois elas dão um ótimo suporte para as fibras rápidas e auxiliam no treinamento de força. Portanto, principalmente no período básico do treinamento é fundamental que se desenvolva a resistência muscular localizada para que seus músculos estejam aptos a treinamentos mais intensos e suas articulações e ligamentos estejam preparados para esta sobrecarga.   Um grande número de lesões decorrentes na musculação poderia ser evitado se a resistência muscular localizada não fosse negligenciada.   Mas então como deve ser o treino de resistência muscular localizada?   Existem diversas formas e você tem de ter bem claro em mente o que você quer para definir como deve ser seu treinamento. Por exemplo, alguém que goste de correr e pratica corrida, pode desenvolver sua resistência muscular localizada, com o treinamento em ladeiras, subindo e descendo de maneira controlada.   Já quem busca hipertrofia, para desenvolver a resistência muscular localizada, o treinamento mais comum e geralmente o mais eficiente é o treinamento com repetições que utilizem no máximo de 50 a 70% da força máxima. Portanto, uma carga bem menor do que os treinos de força máxima. Como se diminui a carga e consequentemente a intensidade deve-se aumentar o volume. Assim, neste tipo de treino usam-se séries com mais repetições, com 15 ou mais repetições.   O ideal é usar movimentos específicos. Por exemplo, caso queira um desenvolvimento específico da resistência muscular localizada envolvendo os músculos do peitoral, use movimentos específicos.   A frequência do treino também precisa ser considerada. No período básico da periodização, devemos usar pelo menos 2 a 3 treinos por semana, nos primeiros microciclos, para este objetivo. Somente depois de desenvolver esta qualidade física, devemos partir para os treinos de força específica.   O treino de resistência muscular localizada é fundamental para evitarmos lesões e termos um rendimento melhor no treinamento. Não o negligencie e sempre tenha o acompanhamento de um bom profissional! Bons treinos!  

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Atualizado em 12 de outubro de 2026. O exercício de rosca direta é com certeza, o mais comum no treino de bíceps. Suas possibilidades de variação e de execução nos mais diferentes cenários, faz com que tenhamos bons estímulos. Porém, há alguns detalhes, conceituais e de execução, que fazem os resultados serem potencializados. A rosca direta pode ser feita de diferentes formas no treino de braços. Suas variações de execução, podem alterar a forma como o bíceps e o braquial são estimulados.     Rosca direta, execução e variações!   Basicamente, a rosca direta consiste em um único movimento articular, a flexão de cotovelo. Desta forma, suas principais variações, estão inseridas neste movimento. Em alguns casos, ainda temos uma rotação do punho, que traz resultados diferentes nos estímulos.     Basicamente, a execução da rosca direta é muito simples. Segurando o peso nas mãos, mantendo a coluna com suas curvaturas preservadas, flexionamos o cotovelo. Simples, não é? Porém, este movimento simples apresenta muitas variações! Basicamente, as variações dizem respeito a dois fatores: – Implemento usado; – Pegada;   No caso do implemento, podemos usar halteres, barra ou polia. Isso modifica a execução do movimento. Quanto a pegada, temos a pegada neutra, supinada e pronada. A pegada pronada, é usada quando queremos uma ênfase maior na participação dos músculos do antebraço. Podemos ver mais sobre isso neste vídeo do pessoal do Treino em Foco!   Rosca direta, variações e estímulos diferentes   Quando usamos a rosca direta com barra, por exemplo, temos um movimento simultâneo dos membros. Neste caso, há a possibilidade de um trabalho com cargas um pouco mais altas. Já nos halteres, geralmente usamos menos carga, pois há uma necessidade de estabilização maior do movimento.   Rosca direta com barra, qual delas usar? Basicamente, a barra reta, muito usada na rosca direta, é interessante até certo ponto. Pela posição do cotovelo, que é menos confortável, temos uma maior pressão na articulação do cotovelo. Em muitos casos, o mais indicado é usar a barra W, que traz uma posição anatômica melhor para a execução da rosca direta. Isso não é via de regra, tendo vista que em determinados casos, a barra reta traz uma solicitação mais elevada de músculos do antebraço.     Rosca direta com barra ou com halteres, qual escolher?   Muitos fatores devem ser levados em conta neste caso. A rosca direta com halteres traz uma necessidade mais ampla de estabilização das unidades motoras. Da mesma forma, a rosca direta com barra, não permite um movimento mais amplo. No geral, costumo variar a rosca direta com barra ou halteres para meus alunos de consultoria online fitness. Isso, por que temos desta maneira, mais unidades motoras envolvidas e um estímulo mais variado. Mas tudo depende de sua periodização para musculação.   Mais algumas variações de rosca direta e qual escolher   Rosca direta alternada   A rosca alternada é uma opção para determinados contextos, mas que apresenta limitações. A principal dela é o fato de sempre haver um dos braços em descanso. Isso reduz o tempo total de tensão do músculo e acaba trazendo um estímulo menos intenso. Ela pode ser usada em determinados cenários do treino, como na finalização ou como pré-exaustão. Veja como ela deve ser executada:   Rosca direta no banco inclinado   Um dos movimentos mais efetivos para o desenvolvimento do bíceps. Isso, por que a rosca direta no banco inclinado, evita a insuficiência ativa desta músculo. Como o ombro está estendido, o bíceps é mais solicitado no movimento. Veja neste vídeo, como deve ser a sua execução:   Dicas para otimizar a execução da rosca direta!   Mantenha as escápulas em neutro ou aduzidas Para que o ombro seja apenas um estabilizador do movimento, precisamos manter as escápulas em neutro ou aduzidas. Isso fará toda a diferença na execução dos movimentos. Como o bíceps se insere na região do ombro, precisamos que este esteja neutro para não interferir no movimento.     Por isso, não importa qual seja a variação de rosca direta que você esteja fazendo, é fundamental manter as escápulas em neutro ou aduzidas.         Use uma carga adequada Isso vale para todos os movimentos da musculação, mas para a rosca direta a diferença é mais gritante. Muita gente exagera na carga, por questões de ego ou falta de informação. Com isso, usar músculos auxiliares no movimento. Com isso, traz uma perda considerável na qualidade do movimento e nos estímulos. Use sempre uma carga adequada, que traga uma dificuldade ao movimento, mas que não te faça perder nada em termos de qualidade.   Evite os pontos de descanso do movimento Os pontos de descanso são aqueles onde o as articulações entram em um alinhamento, que vai reduzir a tensão muscular. No caso da rosca direta, é onde temos uma extensão completa do bíceps. Neste ponto, ele está em uma carga isométrica menor. Por isso, evite esta extensão completa. Isso fará com que o tempo total de tensão dos músculos envolvidos, seja aumentado consideravelmente.   Rosca direta com dor no ombro ou no cotovelo A dor durante a rosca direta pode aparecer quando a carga, o volume de séries ou a posição escolhida ultrapassam a tolerância atual do braço. A barra reta mantém os antebraços em supinação, enquanto a barra W e os halteres permitem outras posições. Nenhuma opção é obrigatoriamente melhor para todos. O ombro também participa da estabilização, e balanços do tronco ou uma elevação involuntária do braço podem mudar a demanda. Só pela localização da dor não é possível identificar a estrutura responsável. Comece reduzindo a carga e observando se consegue flexionar o cotovelo com controle, sem forçar o punho. Experimente uma pegada mais confortável ou halteres, ajuste a amplitude e compare a resposta durante e depois da sessão. Se o ombro é a principal queixa, veja como organizo o treino para tendinopatia do manguito rotador. Essa adaptação precisa considerar a avaliação individual, sem transformar um exercício em diagnóstico. Quando o incômodo reaparece em várias

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Dentro do exercício físico, durante muito tempo se difundiu que o alongamento e o treino de flexibilidade em geral, eram importantes na prevenção das lesões. Isso, quando praticados antes dos exercícios. Hoje a ciência já provou que este tipo de atividade, quando feita antes de um exercício mais intenso, como uma corrida ou a própria musculação, além de não prevenirem lesões, como muitos acreditavam, ainda por cima pode ser lesivo. Neste momento então passamos para o outro extremo, onde as pessoas que achavam que o alongamento prevenia lesões e agora não o fazem mais. Este erro bastante comum pode vir a ser muito prejudicial para a população, já que o alongamento é o principal exercício para o aumento da flexibilidade e esta é uma das qualidades físicas mais importantes para a funcionalidade de nosso corpo.       Treino de flexibilidade, o que ele é realmente?   Para melhor compreender este conceito, temos que antes definirmos o que é flexibilidade. Segundo Heittinger (1988) “flexibilidade é a extensão máxima que se pode alcançar com movimentos voluntários de uma ou mais articulações”. Neste sentido, o alongamento não é uma qualidade física em si, mas sim um exercício que é utilizado para a melhora da flexibilidade. Além disso, o alongamento também pode ser usado para fins de relaxamento muscular, sendo que nestes casos, na grande maioria das vezes, não ocorre uma melhora substancial da flexibilidade. O treino de flexibilidade em si, portanto pode ser usado de duas formas: – Melhora da flexibilidade: são os exercícios estáticos e dinâmicos, que tem como objetivo uma melhora da amplitude articular. São aplicados periodicamente e devem ser planejados levando em conta as demais atividades de vida diária; – relaxamento muscular: neste caso, o alongamento permite uma melhora da circulação nos locais exercitados e auxilia na descontração. Pode ser feito periodicamente ou quando a pessoa se sentir cansada e “encurtada”. É muito importante ter esta distinção das funções do alongamento, já que muitas vezes as pessoas confundem tais práticas, sendo que nestes casos não ocorre uma melhora da flexibilidade, mesmo que o alongamento seja feito periodicamente.         Como deve ser o treino de flexibilidade?   Como já mencionei, a melhora da flexibilidade deve ser feita em exercícios planejados e executados periodicamente. Caso contrário, esta qualidade física não será desenvolvida. Neste sentido, Weineck (2003) preconiza que a melhora da flexibilidade exige exercícios de alongamento muscular, em pelo menos 3 sessões semanais, que englobem todos os grandes músculos de nosso corpo”. Desta maneira, fazer determinado alongamento esporadicamente até vai auxiliar no relaxamento muscular, mas não vai promover uma melhora de sua flexibilidade. Além disso, a maneira como o alongamento é feito é muito importante. Barbanti (2004) preconiza que o treinamento de flexibilidade deve ser feito com exercícios estáticos e dinâmicos. No caso dos exercícios estáticos (alongamento tradicional) eles devem permanecer na máxima extensão por pelo menos 20 segundos, sendo que o tempo ideal fica sempre acima dos 30 segundos.     Principais benefícios do treino de flexibilidade regular   De nada adianta você saber dos métodos para o treinamento da flexibilidade se não souber os benefícios práticos que a prática de alongamento traz para sua vida cotidiana. Vejamos as principais: Melhora da amplitude de movimento Este é sem sombra de dúvidas o fator primordial da prática de alongamentos em geral. Você provavelmente conhece alguém que ao caminhar, “arrasta” os pés no chão, sendo que este tipo de caso é muito comum em idosos inativos. Somada a uma força muscular reduzida, este tipo de caso sempre tem relação com a amplitude de movimento deficitária. Isso por que este tipo de pessoa não consegue uma boa extensão das pernas para que sua marcha seja de fato eficiente. Além disso, a falta de amplitude de movimento afeta diariamente as mais variadas tarefas cotidianas, como varrer a casa, arrumar a cama e muito mais. Isso por que seu corpo precisa fazer muito mais esforço para conseguir executar tarefas simples. Melhora da circulação sanguínea O alongamento age diretamente sobre outra qualidade física, a descontração. Esta qualidade diz respeito a nossa capacidade de relaxar após determinado exercício ou solicitação. Com a prática constante de alongamento para a melhora da flexibilidade, os vasos sanguíneos ficam menos rígidos, já que articulações, tendões e músculos são mais flexíveis e dessa forma conseguem mais facilmente circular pelo corpo todo.   Aumento da força Muitas pessoas acreditam que uma pessoa mais flexível tem menos força, porém este é um engano comum. Isso por que com a melhora da atividade muscular, advinda do alongamento constante, a qualidade das contrações musculares melhora e as articulações e tendões ficam mais fortalecidas. Lógico que somente o alongamento, sem um exercício auxiliar tem um efeito reduzido. Porém se integrarmos os trabalhos de flexibilidade com outra prática, como a musculação ou a corrida, teremos uma melhora substancial da força. Porém, é importante entender que não é em todo momento, ou de qualquer jeito, que podemos realizar o treino de flexibilidade. Ele deve ser feito de uma forma que auxilie e não prejudique o treino.     Quando realizar o treino de flexibilidade?   Basicamente, ele deve ser feito com os músculos “frios”. Lembrando que treino de flexibilidade é diferente de um simples alongamento visando o relaxamento muscular. Porém, eu sei que isso nem sempre é possível. Ter tempo para treinar normalmente já é difícil para muitas pessoas. Treinar 2 vezes no dia então, vira uma tarefa dantesca! Por isso, sempre indico o seguinte para meus alunos. Faça seu treino de flexibilidade ao final da musculação. Mas isso não é permitido Sandro? Calma, vou explicar! Ao final do treino de musculação, quando possível, faça seu treino de flexibilidade para estruturas que não foram tão solicitadas. Por exemplo, em um treino de MMII (membros inferiores), faça o treino de flexibilidade para membros superiores. Da mesma forma, o contrário. Assim, trabalhamos nossa flexibilidade e trazemos uma melhora considerável desta qualidade física. Para te ajudar, selecionei alguns vídeos de treino de flexibilidade que o pessoal do Treino

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O treino de hipertrofia para peitoral traz consigo, alguns elementos muito importantes para que sua efetividade seja ampliada. Este não é um dos músculos mais fáceis de trabalhar, dada a sua complexidade cinesiológica. Há muitas pessoas que “treinam peito” mas não são muitas que tem uma real efetividade no mesmo! É fundamental busca estratégias e soluções, para que o treino de hipertrofia para peitoral seja adequado as suas necessidades, eficiente e seguro! Para que você possa ter melhores resultados, separei 5 dicas fundamentais para seu treino de hipertrofia para peitoral!     Treino de hipertrofia para peitoral, estas 5 dicas vão te ajudar a ter muito mais resultados!   Melhore a mecânica dos movimentos Parece básico, mas este é um ponto onde muitos erram! Antes de usar uma carga elevada, precisamos melhorar a mecânica dos movimentos. Não foram poucos os casos onde usei movimentos praticamente sem carga com meus alunos, para corrigir o posicionamento e melhorar a coordenação motora e a consciência corporal. Acha bobagem? Sem uma boa qualidade de movimento, você usará diversos músculos que deveriam apenas ser estabilizadores. Com isso, seu treino perde em eficiência e aumenta-se o risco de lesões. Vamos pensar no caso do supino reto, o exercício mais comum no treino de hipertrofia para peitoral. Ele é executado com uma adução transversal do ombro. Neste sentido, há uma influência direta da posição escapular sobre a ação muscular. Se as escápulas estiverem abduzidas, ou seja, “abertas”, faremos com que haja um início de processo de insuficiência ativa no peitoral maior (pois origem e inserção estarão mais próximas). Neste caso, há uma atividade muscular menor. Para resolver isso, só com atenção e exercícios educativos!   Fortaleça seu manguito rotador O manguito rotador não te trará resultados estéticos. Aliás, a forma como executamos os exercícios específicos, é bastante chata inclusive. Porém, se ele for “esquecido”, há chances de seu treino de hipertrofia para peitoral ser altamente prejudicado. Grande parte das lesões de ombro nascem de uma instabilidade neste conjunto muscular. Desta maneira, como os movimentos do treino de peito são amplos e envolvem, em sua totalidade, movimentos da articulação gleno-umeral, é fundamental fortalecer o manguito rotador. Com isso, seu treino será melhorado, será mais seguro e você terá muito mais resultados!   Trabalhe com uma periodização adequada   Ás vezes pode parecer chato, sei que falo muito isso. Porém, a periodização para musculação é fundamental para termos resultados de verdade. Isso por que, através dela, poderemos mensurar e aplicar as cargas da melhor forma possível. No sentido do treino de hipertrofia para peitoral, poderemos desenvolver as qualidades físicas de base, melhorar elementos de execução, para então ter um estímulo intenso e de qualidade. Tudo isso com uma boa periodização para hipertrofia!     Alterne estímulos Você trabalha com um patamar de quantas repetições por treino? Quanto usa de carga? Qual a cadência de seu treino? Tudo isso pode ser adaptado para que você tenha um treino de hipertrofia para peitoral mais efetivo. Mas não basta apenas sair e treinar de forma aleatória. Esta mudança tem de ser planejada e apoiada em fundamentos da periodização. Caso contrário, os estímulos não serão adequados e muito menos, efetivos!   Use movimentos em diferentes posições e intensidades   Entre os exercícios mais usados para o treino de hipertrofia para peitoral, podemos destacar o supino e suas variações, o crossover, crucifixo e barras paralelas. Estes são os exercícios mais usados para esta finalidade. Porém, cada um deles apresenta elementos que podem ser melhorados, para que tenhamos resultados mais efetivos. Por exemplo, o supino reto, pode ser feito com barra, com halteres, em máquina e com variações de pegada. Isso fará com que tenhamos mais unidades motoras envolvidas nos movimentos e uma intensidade mais elevada. Mas preste muita atenção. Estas variações não são, de forma alguma, algo relacionado a invencionismo. Elas precisam estar pautadas em biomecânica e cinesiologia. Caso contrário, não passam de movimentos inadequados!   Estas são algumas das possibilidades para tornar seu treino de peito muito mais efetivo. Caso tenha alguma dúvida ou sugestão, entre em contato comigo! Bons treinos!  

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Atualizado em 12 de outubro de 2026. O supino reto é um dos movimentos mais usados no treinamento de peitoral. Ele engloba um trabalho amplo, com inúmeras possibilidades de trabalho. Além disso, ele é um dos movimentos que mostram maior ativação do peitoral maior, quando feito da forma correta. Porém, há muitos detalhes na execução que podem comprometer sua qualidade. Neste sentido, entender de forma mais profunda os conceitos básicos, a forma de executar e como otimizar os resultados!     Análise do movimento de supino reto   O supino reto se caracteriza por dois movimentos articulares. A adução transversal do ombro e a flexão de cotovelo. Como o músculo responsável pela adução transversal é o peitoral maior, temos um trabalho muito intenso neste músculo. Da mesma forma, pela extensão de cotovelo, temos um trabalho mais acentuado do tríceps braquial. Isso é natural, já que o movimento é multiarticular. Além disso, a porção anterior do deltoide também auxilia no movimento e é um músculo sinergista.     Dentro de um conceito biomecânico, temos o ponto de torque máximo, o momento onde a carga é mais “pesada”, com a articulação do ombro em 90 graus, em relação as mãos. Isso acontece por que o supino reto é um exercício de peso livre e nestes casos, o torque máximo se dá quando temos o braço de movimento (neste caso o braço) paralelo ao solo.   Além disso, temos um movimento escapular também. Este, caso não seja bem feito, acaba trazendo uma insuficiência ativa para o peitoral maior. Mas falarei mais sobre isso a frente!   Execução do supino reto   O supino reto deve ser executado de forma correta para que possamos ter melhores resultados. Salientando que esta execução é referente ao supino reto com barra!   Inicie segurando a barra cerca de 5 a 10 centímetros além da linha do ombro; Mantenha as escápulas em neutro ou em adução; Retire a barra do suporte e segure-a na mesma linha dos ombros. Os cotovelos também precisam estar alinhados com a barra durante todo o movimento; Desça a barra até próximo ao peito, mantendo o alinhamento articular acima mencionado; Empurre a barra novamente até o ponto inicial. Para te ajudar a entender melhor como deve ser a execução do movimento do supino reto, veja este vídeo: É fundamental compreender que o movimento do supino reto deve ter como motor primário o peitoral maior. Neste sentido, um bom trabalho de melhora da consciência corporal é de extrema importância. Isso, por que em alguns casos, muitas pessoas fazem com que o maior trabalho seja feito pelo tríceps braquial, que deve ser apenas um auxiliar do movimento.   Variações do supino reto   Basicamente, temos duas variações mais importantes do supino reto: com halteres e em máquina. Desta maneira, é fundamental compreender que estas duas variações trazem algumas particularidades.   Supino reto com halteres   A grande questão do supino reto com halteres é a estabilização do movimento. Como passamos a ter uma cadeia cinética totalmente aberta (supino reto com barra é mista), há maior necessidade de controle motor do movimento. Neste sentido, ele exige maior estabilização do movimento. Isso, em termos de solicitação muscular, faz com que novas unidades motoras estejam envolvidas.     Porém, para pessoas sem uma boa base motora, a execução se torna mais difícil e nem sempre é indicada. Da mesma forma, o supino reto com halteres, por todas as questões citadas, pode obrigar a uma redução de carga em alguns casos.     Supino reto em máquina   Já a variação feita em máquina, tem um sentido oposto. Como o movimento é todo feito em uma cadeia cinética fechada, não há grandes possibilidades de variação. Com isso, menos unidades motoras tendem a serem solicitadas. Ele é uma variação muito interessante para quem busca aumento de carga ou apenas um complemento de estímulos.       No geral, podemos usar estas variações de forma muito efetiva, desde que no momento e no contexto adequado. Veja agora, algumas formas de melhorar os resultados do supino reto!     Como melhorar os resultados do supino reto?   Mantenha as escápulas na posição adequada Por ser um movimento que envolve uma adução horizontal, o supino reto tem influência direta na cintura escapular. Neste sentido, é fundamental manter as escápulas na posição neutra ou até em adução durante o movimento. Com isso, nós afastamos a origem e a inserção do peitoral maior. Isso faz com que ele seja mais solicitado durante o movimento e tenhamos mais estímulo muscular.   Modifique a cadencia do movimento Uma forma de potencializar o movimento do supino reto, é alterar a sua cadencia. Por exemplo, usar a fase excêntrica de forma mais lenta. Isso fará com que tenhamos mais microlesões teciduais e consequentemente, uma resposta hipertrófica maior. Da mesma forma, usando uma fase concêntrica mais rápida, teremos uma solicitação de mecanismos contráteis relacionados a potência.     Sempre lembrando que isso pode gerar mais impacto articular e não deve ser feito por pessoas destreinadas ou iniciantes!     Não entre em pontos de descanso   Quando alinhamos as articulações e estas entram em um “encaixe”, entramos em um ponto de descanso. No caso do supino reto, ao final do movimento, quando temos uma completa extensão dos cotovelos, entramos em um ponto de descanso. Desta maneira, devemos evitar que o movimento chegue a este ponto. O ideal é parar um pouco antes disso, para que o peitoral maior fique mais tempo sob uma tensão mais acentuada.   Use diferentes métodos de treinamento Alguns métodos de treinamento, podem ser aplicados de diferentes formas com o supino reto, para que possamos ter estímulos de mais qualidade. Métodos como a pré-exaustão, drop-set, rest-pause e outros, quando usados com o supino reto, podem trazer melhores resultados! Porém, é fundamental salientar que eles devem ser usados de acordo com uma boa periodização para musculação, no momento e da forma correta.   Supino com dor no ombro No supino, a posição dos braços, a largura da

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