Mesmo existindo diversas diferenças entre os homens e as mulheres, o treino de hipertrofia feminino segue alguns princípios comuns a ambos. Sendo assim, isto significa que para as mulheres que querem aumentar a sua massa muscular, elas precisarão treinar de forma intensa e inteligente, assim como acontece com os homens.  Ou seja, vai precisar literalmente, fazer força.   Para melhorar a eficiência de um treino de hipertrofia feminino, é necessário que os estímulos sejam pensados de uma forma progressiva e contínua. Só assim será possível obter mudanças significativas em seu corpo. Apesar de ter características parecidas, o treino de hipertrofia feminino tem um ponto fundamental: a ação dos hormônios anabólicos, principalmente da testosterona. A questão da testosterona no treino de hipertrofia feminino Você deve estar se perguntando: se eu treinar assim não vou ficar musculosa e masculinizada? A resposta desta pergunta é não. Quando se trata de aumento de massa muscular, o principal hormônio responsável por tal é a testosterona. As mulheres, por sua vez, possuem em seu corpo apenas uma pequena fração da quantidade de testosterona quando comparadas aos organismos masculinos. Nos homens, os níveis normais de testosteronas giram em torno de 200 a 1200 ng/dl. Já nos corpos femininos este valor é de 15 a 70 ng/dl. Como você pode ver, as mulheres possuem muito menos testosterona do que os homens. Sendo assim, mesmo que uma mulher possua os seus níveis de testosterona no topo da referência natural (cerca de 70ng/dl), esta ainda contará com quase 3 vezes menos do que um homem que conta com o mínimo para o seu sexo. Deste modo, em suma, as mulheres basicamente não contam com o suporte hormonal adequada para ganharem massa muscular a ponto de ficarem masculinizadas. Isso também traz uma dificuldade de ganho de massa muscular, que precisa ser compensado com um treino eficiente e uma dieta alinhada. Além disso, há limitações genéticas para grande parte das mulheres. Por isso, as expectativas entre o treino de hipertrofia para mulheres e os resultados, precisam ser realistas.   Como deve ser um treino de hipertrofia para mulheres   É muito comum para diversas mulheres quando começam a treinar querer apenas aumentar o tônus muscular e em pontos específicos, como coxas e bumbum.   Leia também: Treino de glúteos, exercícios e 4 formas de melhorar o seu   Porém, indiferente do objetivo do treino, é justamente o treino bem feito, com foco na hipertrofia que irá fazer com que o resultado seja atingido de forma mais rápida. Tendo este pensamento em mente, é preciso entender formas diferentes de organizar seu treino.   Veja um modelo comum de treino de hipertrofia feminina. Não copie o treino, ele não foi feito ou pensado para suas individualidades!   Treino A (Coxas e panturrilhas) Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Agachamento livre com barra 3 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos Avanço com halteres 4 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica   30 segundos Leg Press 45° 4 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica   30 segundos Stiff com halteres 3 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos Flexão plantar 3 1. 12 2. Falha concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos   Treino B (Costas e peitoral)   Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Remada curvada- pegada supinada 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica   30 segundos Remada unilateral com halteres 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica   30 segundos Rosca direta na polia baixa 3 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica     30 segundos Supino reto com barra 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica 30 segundos Supino inclinado com halteres 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica 30 segundos Tríceps na polia alta 4 1. 12 2. Falha Concêntrica 3.  Falha concêntrica 4. Falha concêntrica 30 segundos   Treino C (Core)   Exercício Séries Repetições Descanso Prancha 5 30 segundos 30 segundos Abdominal crunch+ abdominal infra 4 20 30 segundos Abdominal hipopressivo 3 20 segundos 30 segundos Prancha lateral 3 15 segundos 30 segundos Rotação de tronco 4 15 (para cada lado) 30 segundos Ponte 4 15 30 segundos Hiperextensão lombar 4 20 30 segundos   Este é um treino para hipertrofia feminino generalista, que pode ser feito de diferentes formas. O objetivo aqui não é falar da sequência de exercícios, mas sim da forma como é estruturado este treino para mulheres. Primeiramente, usamos muito a falha concêntrica   para termos um bom trabalho em termos de intensidade e volume. Além disso, ainda usamos uma variedade de movimentos para trabalhar em diferentes cenários. Perceba que um treino é todo focado em core. Isso não é, de forma alguma, uma regra. Eu particularmente gosto deste tipo de divisão, mas cabe a cada treinador trabalhar da forma que acredita melhor. Além disso, há um trabalho de membros superiores, que é fundamental para a hipertrofia feminina. Para uma pessoa bem condicionada, este é um treino mediano. Primeiramente, por que trabalhamos de uma forma mais generalista. Segundo que o trabalho em termos de volume, não é tão alto. Porém, o fator que traz mais dificuldade são os intervalos curtos. Para determinados momentos da periodização para hipertrofia, podemos modificar isso. O principal foco deste modelo de treino para hipertrofia feminino, é o tempo sob tensão para hipertrofia. Afinal, dentro do volume total de treino, mais de 60% do tempo é colocando os músculos sob tensão. Agora, vou tratar de um ponto bastante importante: a carga.   Cargas no treino para hipertrofia feminino Quando falo de carga, não estou falando diretamente de peso, mas sim, da carga total que é imposta para o organismo. A carga total precisa ser alta. Para isso, usamos variações de carga, número de repetições, intervalos de descanso ou métodos de treino. No caso da carga, o mais importante é pensar que

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O tempo de tensão e sua relação com a hipertrofia é um tema que vem sendo constantemente discutido. Não há um consenso sobre as formas que ele se mostra mais efetivo, porém, já é de aceitação entre pesquisadores, que o tempo de tensão é altamente relevante. Mas este é um ponto que depende de diversas variáveis e não apresenta uma constância de fatores. O tema de tempo de tensão muscular e a sua relevância em relação a hipertrofia ainda gera grandes discussões a seu respeito.      A relação entre tempo de tensão e hipertrofia   Os estímulos para que ocorram a hipertrofia precisam ser intensos e muito bem distribuídos. Estes estímulos precisam levar em conta as cargas usadas e principalmente, a intensidade e o volume dos exercícios.   Tudo isso influencia diretamente em seu treino. Porém, há um bom tempo, passou-se a perceber que tanto volume, quanto intensidade, são diretamente influenciados pelo tempo total de tensão muscular. Leia também: Como conciliar Pilates e musculação? Agachamento livre, execução e benefícios de usar em seu treino   O que é tempo sob tensão O tempo sob tensão é um termo bastante conhecido, mas que ainda deixa muitas dúvidas quanto a sua aplicação. A ideia pra trás deste conceito e manter os músculos sob tensão por um certo período de tempo. Deste modo, causar o máximo de estímulos nas fibras musculares, gerando processos hipertróficos.  O tempo sob tensão nada mais e do que um termo para definir o tempo que os músculos são submetidos ao stress de deslocar uma carga. Se você realizar uma série que demore 30 segundos, por exemplo, o tempo sob tensão total será de 30 segundos. Outro fator que também deve ser considerado e o tempo levado em consideração e o tempo tomado para a realização de cada movimento (fase excêntrica e fase concêntrica).     Leia também: Treino de hipertrofia para pernas   Caso o tempo utilizado seja de 3-1-1 (3 segundos para a fase excêntrica, 1 segundo de pausa e 1 segundo para a fase concêntrica), o tempo sob tensão total por repetição será de 5 segundos. Deste modo, e possível calcular o tempo sob tensão de cada serie, e após isso, calcular o tempo sob tensão por cada exercício separadamente. Estudos sobre o tempo de tensão muscular (TUT) na hipertrofia Para termos um melhor panorama do assunto, e importante consultarmos estudos sobre tal. Uma recente pesquisa de Schoenfeld, em 2015, avaliou as respostas hipertróficas em diversos cenários. O estudo analisou a maneira como indivíduos bem treinados apresentavam as suas respostas hipertróficas em diferentes métodos de treino.  Schoenfeld é um pesquisador que ficou conhecido por defender o alto volume de séries para a hipertrofia. No entanto, e necessário tomar cuidado com determinadas formas de interpretar estes estudos. Na pesquisa supracitada, foi criado um programa de treinos que submetia cada grupo muscular a 2 a 3 series em cada treinamento. Sendo assim, o volume total de series para cada grupo de músculos foi de 6 a 9 series semanalmente. No final da pesquisa, foi possível chegar a conclusões solidas relacionadas a hipertrofia. Tendo os músculos tríceps e bíceps braquial, vasto lateral e braquial como os avaliados, a pesquisa trouxe resultados que podem ser verificados por meio da verificação da espessura muscular. Em uma outra pesquisa, esta realizada por Ceola no ano de 2008, foram analisadas as respostas a diferentes metodologias relacionadas a hipertrofia. Neste estudo, foram utilizados os métodos de super-série e tradicional. Deste modo, foi possível analisar a diferença entre os resultados pelo tempo de tensão muscular. Isso por que  o método da super-serie apresenta um maior volume de repetições. No final desta pesquisa, foi constatado que o método tradicional obteve melhores resultados em termos de hipertrofia do que a metodologia da super-série. Porem, é importante ressaltarmos que o estudo de Ceola (2008) apresentada determinadas limitações.  Diferentes conclusões sobre o tema Ambos os estudos citados não são totalmente conclusivos. O que nos leva a afirmar que a questão do tempo de tensão muscular, que está diretamente relacionada ao volume de treino não nos traz uma resposta única. A eficiência de cada método vai de acordo do objetivo de cada treinamento. Se colocarmos o nosso musculo sob tensão por um período maior de tempo, necessariamente teremos que diminuir as cargas de trabalho. Sendo assim, este estimulo se tornara mais metabólico do que tensional. Com isto, os resultados serão extremamente limitados caso sejam realizados apenas treinos com um grande tempo de tensão muscular. Porém, isso não significa que os estímulos metabólicos não sejam bons indutores de hipertrofia, mas sim porque não teremos alternância de estímulos. De maneira geral, o mais recomendado e utilizar variações em seus treinamentos. Inclusive, é recomendado que o tempo de tensão seja diferenciado. Com estas variações, o processo adaptativo de seus músculos se dará de maneira muito mais intensa e acentuada. Além disso, ainda existem outros fatores que devem ser levados em consideração além do tempo de tensão muscular. De modo geral, na hipertrofia a intensidade elevada é mais importante do que apenas o tempo de tensão muscular. Porém, esta questão e dependendo de uma série de variáveis, como por exemplo, o ciclo da periodização e até mesmo o nível de condicionamento físico. Devido a estes fatores, e necessário que seu treinamento apresenta uma variedade de estímulos. O ideal e que o tempo de tensão muscular de cada exercício também seja variado, com o intuito de se ter uma maior adaptação muscular. Sem a alternância de estímulos, obter resultados significativos e desejados se tornara muito mais difícil. Em minha academia em Timbó, uso muito este método como base.  Como usar o tempo tensão muscular em seu treino para hipertrofia   Há várias formas. O princípio básico é usar um determinado exercício, promovendo um maior tempo de tensão muscular. Para isso, podemos usar algumas possibilidades: Aumentar o tempo de cada movimento, tornando-o mais lento; Aumentar o número de séries e repetições; Reduzir o intervalo de descanso entre as séries; Usar séries conjugadas (como por exemplo, Drop-set,

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como conciliar Pilates e musculação

Para conciliar Pilates e musculação é um desafio para muitas pessoas. Porém, como trabalho no meu Studio junto com minha esposa, que é fisioterapeuta e atua no mesmo local com Pilates, encontramos formas de conciliar as atividades com o máximo de eficiência. Costumo dizer que conciliar Pilates e musculação é um desafio bom. Afinal, a junção das duas atividades é fantástica e melhora em muito a qualidade de vida, desempenho e resultados do praticante. Mas para que isso aconteça, é fundamental que a integração musculação e Pilates seja feita com inteligência.   Entendendo o Pilates e a Musculação, para integrá-los Não vou me aprofundar muito neste assunto, pois já fiz um artigo sobre o tema: Pilates e musculação, uma combinação fantástica. O Pilates tem como principal objetivo a centralização, melhora do controle motor e da mobilidade articular e muscular. Ele é um método amplamente usado no mundo todo e cientificamente comprovado. Já na musculação, podemos trabalhar com diferentes enfoques, mas no geral, o aumento de força muscular é um de seus fundamentos. Veja só, neste momento já dá para perceber a importância da conciliação de Pilates e musculação. Estaremos melhorando toda a questão motora e de controle muscular, ao integrar as duas modalidades. Porém, dentro da rotina de treino, conciliar musculação e Pilates pode ser um desafio, no sentido de usar os treinos de forma integralizada.   Leia também: Por que seu treino de hipertrofia não dá resultados? Um guia de treino para iniciantes Como conciliar Pilates e musculação e forma inteligente   É preciso entender que cada um dos métodos precisa ter objetivos específicos. Isso é o primeiro ponto da integração entre eles. Por exemplo, para conciliar musculação e Pilates, temos que entender, dentro de nossa individualidade, o que cada um dos métodos trará de vantagens. Depois de definir isso, podemos partir para a periodização e planejamento, conciliando-as. Para conciliar Pilates e musculação, devemos seguir algumas regras básicas:   Definir a frequência de cada treino/aula É importante definir quantas aulas serão feitas, semanalmente, de Pilates e musculação. Este é, na verdade, o primeiro ponto a ser levado em conta. Por exemplo, alguém que faça Pilates 2 vezes por semana e musculação mais 2, terá uma forma de conciliação diferente de quem faz musculação 3 vezes na semana e 1 de Pilates. Aqui não há número ideal. O mais importante é que, nas sessões semanais, tenhamos pelo menos 3 a 4 treinos por semana. Caso contrário, os resultados serão muito abaixo do esperado, pela falta de frequência.   Defina o que é importante no primeiro momento Sempre que chega um aluno ao nosso studio, eu e minha esposa conversamos com ele para definir as prioridades. Desta forma, para conciliar Pilates e musculação, nós entendemos como atingir diretamente este objetivo. Em cima disso, montamos o planejamento. Por exemplo, se o aluno sofre de dores, tem desalinhamentos musculares, pouca mobilidade e outros problemas, o primeiro foco é no alinhamento destes problemas e no condicionamento físico geral. No Pilates, será natural o trabalho em cima destes problemas. Já na musculação, será trabalhado a melhora da força e controle muscular, fortalecimento de core e outras estruturas estabilizadoras, além da melhora do condicionamento geral. Uma pessoa com este quadro pode treinar para a hipertrofia na musculação? Com certeza. Porém, é preciso começar “arrumando a casa”, para que o desenvolvimento seja adequado.   Integração das cargas de trabalho Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Pilates tem uma carga total de trabalho bem alta. Por mais que o aumento do gasto calórico não seja o objetivo, ele tem uma carga muscular e articular de trabalho bem alta. Por isso, precisamos conciliar o trabalho de forma inteligente. Por exemplo, é possível, dentro do Pilates, trabalhar com enfoque em determinados objetivos, como fortalecimento do core, por exemplo. Se na segunda fizermos uma sessão com este enfoque, no Pilates, na terça, temos que levar isso em conta na musculação. O ideal neste caso é dar um descanso para os músculos trabalhados, usando exercícios que tem menos solicitação deste grupo. A integração das cargas de trabalho, dentro da integração entre Pilates e musculação é o ponto principal para a potencialização dos resultados e prevenção de lesões.   Primeiro melhore o quadro geral, depois o específico Isso é um ponto muito importante ao conciliar Pilates e musculação. Por mais que você tenha objetivos específicos, é fundamental melhorar primeiro o quadro geral, para depois partir para objetivos mais específicos. Por exemplo, imagine que você está conciliando Pilates e musculação para emagrecer e ter mais força, sendo mais funcional. O primeiro ponto, é a melhora da mobilidade articular, flexibilidade, força, resistência e controle muscular. Sem isso, você não chegará ao objetivo. Isso por que, para conseguir um objetivo como este, você precisará de progressão. Só que para progredir nas cargas de trabalho, é fundamental ter uma boa base, que é o quadro geral. Por isso, este precisa ser seu foco.   Não há dificuldades na integração entre musculação e Pilates quando temos objetivos claros e principalmente, quando os professores dos métodos estão alinhados nas práticas. Este é, provavelmente, o ponto que mais fará a diferença neste cenário. Por isso, treine sempre com a orientação de um bom profissional e principalmente, busque integrá-los em torno de seus objetivos. Conciliar Pilates e musculação exige isso.   Bons treinos!

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plano de treino para emagrecimento

O plano de treino para emagrecimento é uma das bases para que você tenha melhores resultados. As bases para montar o seu, irei te passar neste artigo!   Você acorda, olha no espelho e não gosta do que está refletido nele. Decide que precisa, de uma vez por todas, emagrecer e ser mais saudável. Por onde você começa? Se a resposta não foi pelo plano de treino para emagrecimento, começou errado… No geral, as pessoas buscam sempre soluções rápidas, remédios ou dietas milagrosas. Sabe quantas tem sucesso com isso? Poucas, muito poucas. Se você quer reduzir sua gordura corporal, o primeiro ponto é a dieta, o segundo, é o plano de treino para emagrecimento.       Não adianta sair fazendo qualquer exercício, de qualquer forma. Você precisa de uma sequência de estímulos, que vai trazer o resultado que você espera. Plano de treino para emagrecimento, pode onde começo?   Basicamente, o plano de treino para emagrecimento tem um objetivo primordial: aumentar o gasto calórico total. Desta maneira, dentro do plano de treino para emagrecimento, precisamos pensar em qual será a atividade, ou quais delas, para otimizar o gasto calórico total. Desta maneira, para não entrar em questões técnicas de diferentes modalidades, vamos dividir os treinos para emagrecimento em duas partes: 1- Aeróbicos; 2- Resistidos.     Desta maneira, dentro do plano de treino para emagrecimento, devemos usar ou uma destes métodos, ou ambos combinados. Eu particularmente, sempre que possível, monto um plano de treino para emagrecimento com ambas as atividades. Gosto muito do resultado que a musculação, combinada com os exercícios aeróbicos, traz. Leia também: Por que seu treino de hipertrofia não dá resultado? Treinamento funcional emagrece mais do que musculação? Um guia de treino para iniciantes Mas cada caso é um caso. Depois de definir o método de treino, o plano de emagrecimento precisa entrar na parte prática. Por exemplo, podemos usar musculação ou treinamento funcional em um dia e aeróbico em outro. Ou então, intercalar ambos. Plano de treino para emagrecimento, alguns exemplos práticos Um plano de treino para emagrecimento precisa ser focado em exercícios e métodos que aumentem consideravelmente o gasto calórico. Para isso, usamos alguns pontos: Preferência por exercícios multiarticulares; Trabalho full body; Foco em aumentar o tempo total de tensão; Intervalos curtos de descanso; Execução e qualidade acima da carga. Estas são as bases para um bom plano de treino para emagrecimento. No geral, trabalha-se com pelo menos 4 treinos por semana. É lógico que é possível ter resultados com menos do que isso, mas 4 é o mais comum. Veja agora, um exemplo de treino para o emagrecimento: Treino A (Coxas e panturrilhas) Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Observações Avanço (passada) 3 1.       10 repetições 2.       Falha concêntrica 3.       Falha concêntrica   30 segundos Faça primeiramente um lado e depois o outro e só então descanse. Cadeira extensora 3 1.       15 repetições 2.       Drop-set 3.       Drop-set 30 segundos   Leg press 45° 4 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       Falha concêntrica 4.       Falha concêntrica   30 segundos   Stiff com halteres 4 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       Falha concêntrica 4.       Rest-pause 30 segundos   Agachamento sumô 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       Falha concêntrica   30 segundos   Flexão plantar no leg press 3 15 repetições 30 segundos   Corrida intervalada (HIIT)   Comece com uma caminhada de 5 minutos: Corra ou faça bike  em alta velocidade por 1 minuto; Caminhe por 1 minuto; Repita esta série 5 vezes; Caminhe por 5 minutos em ritmo lento.     Treino B   Exercício Séries Repetições Descanso Observações Abdominal combinado: infra+crunch 4 15 repetições 30 segundos Execute primeiro o abdominal infra e sem descanso, execute o abdominal normal Abdominal na bola 3 20 repetições 30 segundos   Prancha 3 20 segundos 30 segundos Contraia o abdômen durante todo o movimento Abdominal hipopressivo 3 30 segundos 30 segundos   Ponte estática 4 20 segundos 30 segundos   Extensão lombar no banco 3 15 repetições 30 segundos   Elevação frontal com halteres 3 15 repetições 30 segundos   Elevação frontal com halteres 3 15 repetições 30 segundos   Corrida intervalada (HIIT)   Comece com uma caminhada de 5 minutos: Corra ou faça bike  em alta velocidade por 1 minuto; Caminhe por 1 minuto; Repita esta série 5 vezes; Caminhe por 5 minutos em ritmo lento.       Treino C Exercício Séries Repetições Descanso Observações Supino reto com halteres 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos Contraia as escápulas Supino inclinado com halteres 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos Contraia as escápulas Tríceps Polia alta 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos   Puxada alta 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições 30 segundos   Puxada alta com pegada fechada 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos   Rosca direta com halteres 3 1.       15 repetições 2.       15 repetições 3.       15 repetições   30 segundos   Corrida intervalada (HIIT)   Comece com uma caminhada de 5 minutos: Corra ou faça bike  em alta velocidade por 1 minuto; Caminhe por 1 minuto; Repita esta série 5 vezes; Caminhe por 5 minutos em ritmo lento.     Treino D   Exercício Séries Repetições Descanso entre as séries Observações Leg Press 45° 4 1-      10 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica 4-      Rest-pause   30 segundos   Agachamento livre 3 1-      15 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica   30 segundos   Avanço (passada) 3 1-      Falha concêntrica 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica   30 segundos   Stiff 4 1-      10 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Falha concêntrica 4-      Rest-pause 30 segundos Desça até um pouco abaixo do joelho apenas. Cadeira flexora   3 1-      10 repetições 2-      Falha concêntrica 3-      Drop-set 30 segundos   Flexão plantar no leg press 3 15 repetições 30 segundos       Este é um treino

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aumentar o gasto calórico na musculação

Quem nunca pesquisou, em sites no mínimo duvidosos, quantas calorias determinada atividade gasta? Provavelmente todos nós. Há uma certa fixação da mídia e dos produtores de conteúdo em geral, acerca da questão do gasto calórico. Não é para menos, o gasto calórico total de uma atividade, tem relação direta com o emagrecimento. Por isso, aumentar o gasto calórico na musculação é fundamental.       Mas de que forma podemos aumentá-lo no treino? Dentro do treino de musculação para emagrecimento, esta é uma das bases mais fundamentais! Antes de partirmos para as estratégias práticas, é importante entender a relação entre o aumento do gasto calórico na musculação, com o emagrecimento propriamente dito.   Leia também: Um guia de treino para iniciantes Aumentar o gasto calórico na musculação para que?   Por mais que haja pontos importantes relacionados ao emagrecimento, como aumento do metabolismo basal (acabar com o metabolismo lento no caso), aumentar o gasto energético (EPOC) e outros, o fator que é mais relevante para a musculação é o aumento do gasto calórico. Neste sentido, podemos trabalhar de diferentes formas, para trazer mais resultados para o emagrecimento, aplicando estratégias de musculação.   De que forma? Basicamente a musculação é um exercício anaeróbico, que vai ter como principal fonte energética o glicogênio. Porém, isso não significa que a musculação não seja interessante para otimizar o gasto energético e com isso, gerar emagrecimento. Basicamente, buscamos aumentar o gasto calórico na musculação para gerar uma reação de aumento da atividade metabólica. Isso pode ser pensado para o emagrecimento, bem como para a melhora da definição muscular. Ainda podemos pensar em aumentar o gasto calórico na musculação para a melhora do condicionamento físico. Em casos de preparação física, isso é muito interessante. Formas de aumentar o gasto calórico na musculação 1- Aumentando o volume total de treinamento Há uma confusão muito grande entre volume e intensidade. Aumentar o volume de treino, não necessariamente significa treinar mais tempo. É possível, por exemplo, aumentar o volume de treinamento ao reduzir o intervalo de descanso entre as séries, ou fazer mais séries combinadas. Para aumentar o gasto calórico, é interessante termos mais volume de treino. Fazer mais séries, com intervalos mais curtos, por exemplo. Isso tudo, sem exagerar, é óbvio. É possível ter um treino com volume alto, mas que não passe de 40 minutos de tempo total, por exemplo. 2- Aumente o tempo total de tensão   O tempo total de tensão está diretamente ligado ao item 1. Se você reduzir o tempo de treino que está sem estimular seus músculos, terá um aumento no gasto calórico. Fazer movimentos com mais repetições, exercícios sequenciais e pouco intervalo de descanso vai aumentar consideravelmente o tempo de tensão. O que isso produz no corpo? Simples, aumentamos consideravelmente a demanda energética. Com isso, trabalhamos com mais unidades motoras e chegamos em um estado de fadiga mais avançada. 3- Treine força   Além dos sistemas citados acima, treinar força também é uma forma de aumentar o gasto calórico na musculação. Como fazer isso? Trabalhe com cargas mais altas, menos repetições (pode oscilar de 4 a 8 repetições, geralmente), com movimentos mais amplos.   Leia também: Treinamento funcional emagrece mais do que musculação?   Desta maneira, estaremos trabalhando com um estímulo diferente do que usamos nos exemplos citados acima. Além disso, ainda estaremos melhorando o fortalecimento de uma forma mais generalizada, o que é ótimo para a funcionalidade. 4- Prefira exercícios mais generalistas Os exercícios generalistas não são a única coisa da musculação, como pregam algumas pessoas. Mas para o aumento do gasto calórico, é natural que eles sejam muito mais eficientes. Basicamente, os movimentos com mais articulações envolvidas, como agachamento, supino, levantamento terra, puxadas e outros, vão solicitar mais energia. Mais energia é igual a mais calorias gastas. 5- Treine   Muitas pessoas ficam buscando a fórmula mágica, o exercício que vai resolver tudo. Se você treinar com uma qualidade mínima, bem orientado e pelo menos 4 vezes na semana, vai aumentar o gasto calórico. Não tem escapatória. A não ser que você seja um avançado, que precisa mudar de estratégias por que está em um platô, treinar é o mais importante. Ser consistente, treinar sempre e com inteligência é o que faz a real diferença em seus resultados. Aumentar o gasto calórico na musculação é um desafio para muitas pessoas. Porém, nada que um treino inteligente, bem montado e pensado, não possa resolver.   Se você quer treinar de forma inteligente, adquira minha consultoria online fitness!

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Pilates e musculação são modalidades distintas que trabalham o corpo com estímulos diferentes. Seus objetivos são definidos de acordo com avaliação, desejo do cliente/paciente e/ou alguma disfunção ou patologia. A associação do Pilates com a musculação é muito interessante. Um pode complementar o outro, trazendo grandes benefícios e muita mais saúde, qualidade de vida e disposição.     Pilates e musculação, um complementando o outro!   A maioria das pessoas que buscam a musculação em si, objetivam ganho de força e hipertrofia muscular. Porém, ela é fantástica para o emagrecimento, melhora do aspecto físico e prevenção de lesões e doenças com acompanhamento de um profissional. Já quem procura Pilates, normalmente, além do ganho de força, flexibilidade, melhora da postura, concentração e respiração, prioriza a qualidade de vida, prevenção de doenças ou ainda, possui alguma doença ou distúrbio já instalado (neste último caso, sempre com orientação de fisioterapeuta). Benefícios do Pilates   O método Pilates foi desenvolvido por Joseph Pilates na década de 20. Inicialmente era chamado de contrologia. Esse método se baseia em exercícios lentos, rítmicos e controlados, associados ao controle da respiração. Desta forma, utiliza o corpo e a mente na perfeita execução do movimento e no controle consciente da musculatura utilizada. Possui princípios utilizados em todos os exercícios realizados, que são: Centralização; Concentração; Fluidez Precisão; Controle; Respiração. Estes, associados permitirão que no decorrer das aulas ou sessões, o domínio do controle corporal, equilíbrio e respiração. O método pode ser feito tanto apenas no solo, utilizando-se de acessórios para dificultar os movimentos, denominado MAT Pilates, quanto em aparelhos como Reformer, Cadillac, Ladder Barrel e Step Chair, que possuem molas de diferentes tensões (podem servir tanto para auxiliar um movimento quanto para dificultar o mesmo) e são especialmente equipados para o Pilates. Existe uma gama imensa de possíveis exercícios e movimentos a serem realizados, seja no solo ou em aparelhos. Além disso, o Pilates traz exercícios que permitem trabalhar força, flexibilidade e equilíbrio em um mesmo exercício, o que o torna desafiador e intensifica o estímulo da conexão corpo e mente. No decorrer das sessões haverá um aumento na dificuldade dos movimentos. Conforme os alunos/pacientes forem adquirindo força, equilíbrio e flexibilidade e melhorarem a execução dos movimentos. Isso tudo, claro, sempre priorizando a individualidade, condicionamento e limitação de cada pessoa.     Musculação integrada ao Pilates   Sabe-se que na musculação existe diversas formas de periodicidade e treinos. Mas de maneira geral, há algumas séries de várias repetições e a cadência da execução dos movimentos normalmente é mais rápida. Já no Pilates, há poucas repetições de um mesmo exercício que pode ser combinado ou não (sequência de movimentos), de forma lenta e graduada, priorizando a concentração e contração consciente da musculatura envolvida no movimento. Essa diferença permite estímulos diferentes aos músculos e a toda estrutura corporal. Fornece resultados em conjunto que só serão possíveis com a combinação Pilates e musculação. O Pilates é muito amplo e, ao contrário do que muitos pensam, não é só alongamento ou melhora da flexibilidade. Mas o alongamento é uma parte essencial e de extrema importância. Ele é fundamental para o bem-estar corporal, prevenção de lesões, mobilidade muscular.    Leia também: Treinamento funcional emagrece mais do que musculação?     Se combinado com a musculação, para melhorar o aporte sanguíneo e aumentar a elasticidade muscular, deixando esse músculo preparado para a hipertrofia. A flexibilidade, que é a capacidade de executar um determinado movimento de forma voluntária. Isso, tendo como base os padrões de amplitude angular máxima sem gerar lesão. Esta qualidade que o alongamento melhora, que é o meio para aumentar a flexibilidade, é trabalhada tanto na musculação quanto no Pilates. Neste último, sendo trabalhado de forma mais intensa, focal e constante. Além disso, melhora da postura, coordenação motora e da consciência corporal ao realizar os movimentos também são quesitos muito trabalhados no Pilates. Estes podem trazer muito mais facilidade na realização dos exercícios de musculação e benefícios como a ativação correta da musculatura a ser trabalhada. Importante deixar claro que o pilates fortalece e tonifica o músculo, mas não causa hipertrofia. Também não emagrece, mas auxilia na perda de peso e medidas e potencializa o gasto calórico quando associado à musculação.   Pilates como prevenção de lesão na musculação   Entre todos os quesitos citados, o método Pilates atua fortemente na prevenção de lesão. Seja na musculação, seja  em casa, nas atividades diárias. Todas as estruturas corporais são ativadas durante a sessão do método. Desde articulações até tendões e fáscias. Várias qualidades físicas são trabalhadas em conjunto o que permite uma adaptação neural do movimento. A importância da propriocepção   A propriocepção é altamente trabalhada neste método. Ela se baseia em nossa percepção do nosso próprio corpo, consciência da postura, do movimento, alterações de equilíbrio, de movimento e da posição articular. Ela é extremamente importante para prevenção de lesões, pois atua a partir de receptores sensoriais como uma conexão direta entre o movimento e o Sistema Nervoso Central. Tem a ver com o entendimento do nosso cérebro acerca do movimento que estamos realizando para que ele possa realizar ajustes corporais que possibilitem a execução correta do mesmo. Juntamente com força, flexibilidade, equilíbrio, consciência corporal, e coordenação motora, a propriocepção é estimulada de diversas formas no Pilates.   Leia também: Liberação miofascial, o que é e quais as suas indicações?   Isso tudo, associado, faz com que nosso corpo e nosso cérebro se adapte melhor. Esta adaptação, natural e correta, com foco nos diferentes movimentos. Com isso, prevenindo e amenizando assim dores e lesões como distensões, estiramentos, rompimentos de tendões ou ligamentos, luxações, até tendinites e artroses. Assim é possível, ao unir o Pilates com a musculação, associar duas técnicas que trazem grandes benefícios à sua saúde e ao corpo.  Vale ressaltar que a musculação e o pilates não devem ser feitos no mesmo dia. O cenário ideal é utilizá-los em dias alternados para não sobrecarregar nenhuma estrutura corporal. Ambas atividades físicas devem ser direcionadas de acordo com o objetivo do aluno/paciente e, se possível,

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Nosso corpo sempre busca o equilíbrio. Chamamos esse equilíbrio de homeostase. Quando um estímulo quebra essa homeostase de forma controlada e repetida, o corpo entra em um processo adaptativo. Esse processo é a base de um fenômeno chamado supercompensação. A supercompensação é o mecanismo por trás da síndrome de adaptação geral, e é também a razão técnica por trás de um princípio que defendo na minha consultoria: dor não é motivo para parar de treinar, é motivo para ajustar a carga. Isso vale tanto para quem treina sem nenhuma queixa quanto para quem lida com artrose, condromalácia patelar ou hérnia de disco. O que é supercompensação? Veja a imagem abaixo antes de continuar. Quando você treina, gera um processo de exaustão e quebra de homeostase. O corpo precisa recuperar tanto as vias energéticas quanto as estruturas físicas envolvidas no esforço: fibras musculares, tendões, cartilagem, sistema nervoso. Nas horas seguintes ao treino, o corpo entra em um processo acelerado de regeneração, porque o objetivo biológico é retomar a homeostase o mais rápido possível. A duração dessa fase varia de acordo com a intensidade do estímulo e com o tecido envolvido, o que é um ponto central e pouco discutido, como veremos adiante. O corpo não apenas repõe o que foi gasto. Para se adaptar de forma mais eficiente a um estímulo semelhante no futuro, ele recupera as estruturas em um nível levemente acima do que estava antes do treino. Se um novo estímulo chegar exatamente no topo dessa curva, o resultado é desenvolvimento otimizado. Se o estímulo não chegar, o corpo retorna gradualmente ao nível anterior, e o ganho daquele ciclo se perde. Esse equilíbrio entre estímulo e recuperação é o motivo pelo qual periodização não é um detalhe técnico, é a estrutura que sustenta qualquer progresso real, seja na periodização para musculação, seja em qualquer outro objetivo de treino. A supercompensação também não é igual para todo mundo nem para todo tecido. Ela depende de fatores como sono, alimentação, histórico de treino, nível de condicionamento e, algo que normalmente fica de fora dessa discussão, o tipo de estrutura que está sendo estimulada. Supercompensação em quem tem dor articular ou lesão Aqui está o ponto que normalmente não aparece quando se fala de supercompensação, e é exatamente onde a maioria dos treinos genéricos falha em pessoas com dor no joelho, ombro, coluna ou qualquer outra articulação comprometida. Tecidos diferentes se recuperam em velocidades diferentes. O sistema energético se repõe em horas. O tecido muscular, em um a três dias, dependendo da intensidade. Já tendão e cartilagem têm metabolismo muito mais lento, porque recebem menos irrigação sanguínea direta. Isso significa que a curva de supercompensação de um tendão ou de uma superfície articular não acompanha o mesmo ritmo da curva muscular. Isso explica tecnicamente por que duas abordagens comuns costumam falhar: Parar completamente de treinar a região dolorida interrompe o estímulo antes que a estrutura receba a carga necessária para se adaptar. Sem esse estímulo, não há supercompensação, e a estrutura tende a ficar mais frágil, não mais protegida. Insistir na mesma carga e no mesmo volume de antes, ignorando a dor, aplica um novo estímulo antes que o tecido conjuntivo tenha completado seu ciclo de recuperação, o que gera acúmulo de estresse mecânico em vez de adaptação. A alternativa tecnicamente correta é a que sustenta o trabalho que faço na consultoria online: ajustar variáveis de treino (volume, amplitude, velocidade, tipo de contração) para manter o estímulo dentro de uma faixa que respeite o tempo de recuperação da estrutura comprometida, sem eliminar o movimento. É esse raciocínio clínico funcional que aplico na progressão de carga de cada um dos mais de 1.200 alunos que já acompanhei, independentemente de qual seja a articulação comprometida. Como usar a supercompensação de forma inteligente no seu treino A supercompensação não é exclusiva da musculação. Qualquer prática física, incluindo corrida, depende do mesmo princípio, como já expliquei no artigo sobre periodização para corrida de rua. Ela também não se comporta de forma linear. O sistema bioenergético se recupera em horas. Músculos, tendões e sistema nervoso central podem levar vários dias. Isso significa que planejar treino olhando só para o cansaço percebido é insuficiente, principalmente quando há uma articulação comprometida na equação. Como aplicar isso na prática O primeiro passo é ter uma periodização estruturada. Sem ela, não há como estimar em que ponto da curva de supercompensação você está. O segundo é considerar o histórico de treino, a condição articular atual e a rotina de sono e alimentação da pessoa. Um iniciante recupera em ritmo diferente de alguém treinado há anos, e uma pessoa com tendinopatia ou artrose recupera em ritmo diferente de alguém sem histórico de dor. Por isso, ajustar a carga com base em dor, mobilidade e resposta ao treino anterior, e não apenas em uma ficha fixa, é o que permite progressão real sem agravar o quadro. Perguntas frequentes Supercompensação funciona para quem tem lesão ou dor articular? Sim, o princípio é o mesmo, mas a janela de recuperação muda. Tecido conjuntivo (tendão, cartilagem) responde mais devagar que o músculo, então a progressão de carga precisa ser mais conservadora e monitorada. Quanto tempo dura a fase de recuperação em quem tem dor crônica? Varia de pessoa para pessoa e de estrutura para estrutura, mas costuma ser mais longa do que a recuperação muscular padrão. Por isso o acompanhamento individualizado é o que define se o treino vai gerar adaptação ou vai gerar mais desgaste. Treinar com dor atrapalha a supercompensação? Depende do tipo e da intensidade da dor. Dor como sinal de sobrecarga aguda exige ajuste imediato. Dor como resposta esperada ao estímulo, dentro de limites seguros, faz parte do processo adaptativo. Diferenciar uma da outra é o que o acompanhamento técnico resolve. Se você treina, sente dor articular e nunca teve clareza sobre como ajustar a carga sem parar de treinar, é exatamente esse o problema que a consultoria resolve. Conheça a consultoria online.

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Sandro, meu treino de hipertrofia não dá resultados, o que eu faço? Recebo perguntas assim diariamente. Veja neste artigo, o que você pode fazer!     É inegável que nas últimas décadas, tivemos uma evolução gigantesca em termos de divulgação dos benefícios da musculação. Benefícios estes, não apenas estéticos, mas também, funcionais. Porém, nem sempre os resultados estão dentro do esperado. Por isso, muitas vezes seu treino de hipertrofia não dá resultados, por que você comete erros básicos. Na grande maioria dos casos, os erros são comuns e facilmente consertados.       Por isso, é muito importante entender as razões para a sua falta de desenvolvimento muscular e buscar saídas inteligentes. Há diversos problemas, muitos individuais, que podem prejudicar seu desenvolvimento. Treino de hipertrofia que não dá resultados, onde pode estar a causa do problema?   Há muitos fatores envolvidos na falta de resultado de seu treino de hipertrofia. Planejamento, execução, aumento progressivo de carga e intensidade e fatores individuais. Não há como eu te dizer, de maneira exata, por que seu treino de hipertrofia não dá resultados, sem antes, avaliar os fatores gerais disso tudo. Hipertrofia não é tão simples quanto parece. Definitivamente, não é… A causa do problema pode ser variada e precisamos analisar em um aspecto mais amplo. Para que eu possa te ajudar, vou mostrar o que eu uso para avaliar quando recebo um novo aluno que reclama que seu treino de hipertrofia não dá resultados.   Leia também Agachamento livre, execução e como usar corretamente Supino reto, um guia completo Métodos de treino para hipertrofia     1- Progressão de carga e intensidade   Seu treino de hipertrofia tem uma progressão, planejada, de carga e intensidade? Ou você treina há meses, sem ter melhoras consideráveis e palpáveis? Talvez, você esteja com um problema de progressão de carga e intensidade. – Devo então aumentar a carga nos exercícios? Não necessariamente. Podemos sim, em alguns casos, aumentar a carga. Mas progressão de carga total e intensidade, vão muito além disso. Podemos utilizar diferentes variáveis, como modificar a cadência dos movimentos, a ordem dos exercícios (bem como a quantidade), intervalos de descanso e outros pontos que podem ser modificados. Vou te dizer que em muitos casos que eu pego em minha consultoria ou no meu Studio de Personal Trainer, fazendo estas modificações, já temos resultados bastante acentuados. Se as pessoas tivessem uma boa periodização para hipertrofia, isso não seria um problema.   2- Treino correto Imagine o seguinte. Eu prescrevo muitos treinos de forma virtual, mas não consigo acompanhá-los no dia a dia. Uso vídeos e outras ferramentas para verificar as execuções, mas não há como fazer isso sempre. Imagine que você treine sem a orientação adequada. Se o seu treino não for correto, com movimentos bem controlados, execuções corretas e uma boa amplitude de movimento, ele não vai trazer resultados. Não tem jeito. Muitas vezes, é isso o que acontece com as pessoas. Seus treinos não são bem executados. Com isso, não temos os estímulos adequados e consequentemente, o corpo não passa por um processo de adaptação.     3- Continuidade A aderência a um programa de treinamento é o fator principal para ter bons resultados. Se você falta toda semana ao seu treino, se não tem uma continuidade de estímulos, não terá resultados. Neste caso, não é um problema que seu treino de hipertrofia não dá resultados. É que você não tem um treino de hipertrofia, no final das contas. Se você não treina, pelo menos 3 a 4 vezes por semana, seu corpo não irá se adaptar. Não há uma sequência de estímulos, por mais alta que seja a intensidade. Por isso, é fundamental que, para que você tenha resultados, tenha um treino contínuo e progressivo.   4- Dieta inadequada Sem dieta, seu treino não terá resultados. A hipertrofia precisa de nutrientes, para que aconteça. Muitas pessoas que reclamam que seu treino de hipertrofia não dá resultados, não seguem uma dieta adequada. Uma boa quantidade de calorias, boa quantidade de macro e micronutrientes e um espaçamento adequado entre as refeições, não terá resultados. Não tem jeito. A dieta para hipertrofia tem diferentes contextos. Somente um bom profissional de nutrição poderá te prescrever uma boa dieta! 5- Excesso de treino Este também é um fator ligado a falta de resultados na musculação. Se você treina em excesso, não dá o tempo necessário para seu corpo se recuperar dos estímulos e tem menos resultados. No geral, a maioria das pessoas não tem este problema. Mas se você treina todos os dias e não tem os elementos acima citados presentes, pode ser que seu resultado deixou de dar resultados por causa disso. Meu treino de hipertrofia não dá resultados, o que fazer? Se você está doente, qual o mais indicado? Ou então, se tem dúvidas sobre algo da área jurídica? Nos dois casos, procura um profissional, não é? No treinamento é a mesma coisa. Ou você tem o acompanhamento de um bom profissional, ou não terá resultados. Uma hora ou outra, seu “amigo que manja muito”, não vai saber quantificar as cargas (no geral, ele não soube em nenhum momento). Se seu treino não dá resultados, procure um profissional. Treinar sem ter resultados, é perda de tempo e dinheiro. Você tem algum deles “sobrando”? Invista em você e busque ajuda profissional. Eu posso te ajudar com minha consultoria online, que é muito acessível e te dará um treino muito mais eficiente e seguro.   Vamos nessa?    Bons treinos!      

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drop-set

Conseguir potencializar os estímulos do treino é uma das bases para a musculação dar resultados. Não tem jeito, é preciso que você consiga fazer mais com menos, para que seus músculos venham de fato, a ter um desenvolvimento considerável. Neste sentido, os métodos de treino são fundamentais. Um deles, talvez um dos mais conhecidos, é o drop-set. O drop-set nada mais é do que uma possibilidade de aumentarmos consideravelmente os estímulos, principalmente de ordem metabólica, durante o treino. Ele permite uma série de possibilidades e é usado por praticamente todos os grandes fisiculturistas.     O que é o drop-set e como ele funciona?   Esta é uma questão muito importante. O conceito do drop-set é simples: realizamos um determinado movimento até a falha (ou um determinado número de repetições), reduzimos imediatamente a carga e sem pausas, realizamos o movimento até a falha novamente. Com esta redução de carga, temos uma melhora dos estímulos, pois conseguimos manter mais tempo de tensão e mais repetições, sem tanta perda na qualidade dos movimentos.   Leia também Agachamento livre, execução, benefícios e como usar corretamente? Treino de glúteos, como ter mais resultados?   Basicamente, aumenta-se o tempo total de tensão muscular, elevando assim a concentração de sangue e metabólitos no músculo solicitado. Este é um dos fatores que faz com que tenhamos melhores resultados em termos de intensidade. Mas temos questões metodológicas importantes neste método: – A redução da carga deve ser entre 30 e 40% da carga. Mais do que isso não trará os mesmos estímulos e menos pode prejudicar a execução do movimento; – É fundamental que não se demore mais do que 5 segundos na redução do peso, para que não haja a recuperação de certos mecanismos contráteis. – Em todos os movimentos, é fundamental que se mantenha a qualidade na execução.     Estas são algumas questões importantes na utilização do drop-set. Porém, é importante também entender que o drop-set, como qualquer método de treino, tem vantagens e desvantagens. Já falei sobre isso neste artigo sobre métodos de treino para a hipertrofia.     Como usar o Drop-set em seu treino de musculação   Esta é a questão mais importante a ser tratada aqui. Usar o drop set de forma aleatória, sem qualquer critério, pode trazer algum resultado, mas jamais algo consistente. É fundamental que você entenda como o drop-set age e de que maneira ele pode trazer melhores resultados. Por haver uma redução e carga, com mais repetições, temos no drop-set um estímulo de ordem mais metabólica. Ou seja, neste caso, o estímulo causa maior aporte sanguíneo na região estimulada e maior concentração de metabólitos. É uma das formas de estimularmos a hipertrofia. Porém, pelas razões acima citadas, o drop-set não tem algumas características, que em dadas fases de seu treinamento, são importantes. O drop-set não tem um aumento considerável de força máxima. Na verdade, em fases onde buscamos melhorar esta qualidade física, não utilizamos muitos estímulos metabólicos. Neste caso, não é muito indicado usar o drop-set. Além disso, o drop-set envolve uma questão importante. Ele não apresenta muitos resultados consistentes para pessoas iniciantes. Por inúmeras razões, como a menor qualidade das execuções e percepções de esforço diferente. Neste caso, uma pessoa iniciante não deveria fazer a sua utilização em seu treino. Tudo isso é importante ser compreendido, mas sempre lembrando que haverá questões individuais.     Estudos sobre o drop-set   Em um estudo de Schutz (2012) com um único voluntário, foram analisadas as respostas eletromiográficas dos músculos solicitados no exercício de supino reto, com o drop-set. Houve uma maior ativação dos músculos envolvidos no movimento, mais especificamente o peitoral maior e tríceps braquial.   Em outro estudo, feito por Santos (2010), foram mensuradas as respostas anabólicas do método drop-set, se comparado com o método de 10 repetições máximas. Participaram do estudo 10 homens bem treinados, com a verificação das respostas hormonais anabólicas (através da testosterona e do GH).   Em todas as mensurações feitas pelos pesquisadores, foi possível verificar uma maior concentração de hormônios anabólicos no grupo que realizou o drop-set, quando comparado com o outro grupo. É lógico que estes estudos têm limitações e que existem contextos onde os resultados seriam diferentes. Porém, não há como negar, que bem utilizado, o drop-set é um método fantástico para a hipertrofia!   Como potencializar seu treino com o drop-set   O drop-set é um método de treino. Portanto, ele pode potencializar os resultados, mas se inserido no contexto adequado. Veja algumas dicas de como potencializar a utilização do drop-set em seu treino:   Utilize o drop-set com movimentos que você domina Você tem limitações na execução de determinados movimentos? Não use o drop-set. Uma de suas premissas é a execução bem feita. Um exemplo muito comum são as pessoas que não conseguem agachar com qualidade e tentam usar este método. O resultado é ruim. Sempre priorize por movimentos que você sabe de fato, executar.   Escolha os períodos adequados   Usar o drop-set em períodos básicos, por exemplo, pode não ser uma boa ideia. É fundamental que ele seja usado em momentos onde precisamos de mais intensidade e seja possível usar estímulos mais metabólicos.   Não use apenas o drop-set   Mesmo nos momentos onde ele se encaixa bem, é importante usar métodos variados. Um único método causa uma adaptação e com o tempo, os resultados ficam menores. Por isso, use diferentes métodos, entre eles o drop-set.   Para te tirar mais dúvidas e deixar estes conceitos mais claros, fiz este vídeo! Bons treinos!        

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treinamento funcional emagrece mais do que musculação

A busca pelo exercício que mais emagrece, é constante. No geral, ela chega a ser meio inútil. Sem dieta, nada emagrece. Se você não entrar em déficit calórico, não vai emagrecer. Porém, tendo isso claro, muitas vezes bate aquela dúvida se treinamento funcional emagrece mais do que musculação. Para te responder isso, temos que analisar alguns pontos muito importantes. Treinamento funcional emagrece mais do que musculação? Depende…   O que faz um exercício ser mais ou menos eficiente para o emagrecimento, é a sua capacidade de gerar um maior gasto calórico. Neste caso, de nada adianta falar de treinamento funcional ou musculação, sem pensarmos em estímulo. Tanto o treinamento funcional, quanto a musculação, emagrece. Qual é mais eficiente? Depende do treino. Eu particularmente, prefiro trabalhar com musculação. Acho ela mais eficiente e segura. Mas isso, de maneira alguma significa que o treinamento funcional bem executado, não seja eficiente. Tanto a musculação, quanto o treinamento funcional, trabalham com movimentos resistidos, com boa amplitude de movimento e que vão gerar um maior déficit calórico. Além disso, ainda temos outros pontos importantes. Tanto o treinamento funcional, quanto a musculação, geram um aumento na massa muscular. Isso vai gerar um aumento no metabolismo e consequentemente, no gasto calórico basal. Além disso, o corpo leva um tempo mais elevado para que se recupere do estímulo. Isso gera um aumento considerável na quantidade de energia que o corpo precisa para se recuperar. Tudo isso, vai fazer com que o processo de emagrecimento seja potencializado. Porém, nem a musculação, nem o treinamento funcional, sozinhos geram emagrecimento. Sem déficit calórico, não há como emagrecer. Por isso, a dieta é tão importante. Treinamento funcional ou musculação, qual escolher para o emagrecimento?   De maneira, o treinamento funcional trabalha com atividades mais amplas, envolvendo estímulos no geral, de ordem mais metabólica. Sim, eu sei que existem exercícios de força, mas no geral, utilizamos mais movimentos com mais repetições, intervalos de descanso mais curtos e mais volume. Isso caracteriza os estímulos metabólicos. Já na musculação, podemos utilizar tanto estímulos metabólicos, quanto tensionais. Isso faz com que possamos trabalhar com diferentes cenários, que podem ser adaptados para o emagrecimento. Na periodização para musculação, quando o foco é o emagrecimento, podemos usar diferentes estímulos para gerar um déficit calórico. Em longo prazo, na musculação conseguimos aumentar a carga em níveis bastante elevados, o que é bastante importante para o emagrecimento. Mas qual dos dois escolher então? Tão importante quanto escolher uma boa atividade, é pensar em sua aderência ao programa de treino. No planejamento de treino para emagrecimento, um dos pontos mais importantes, é a continuidade do processo. De nada adianta você começar com musculação, se não suporta a atividade. Da mesma maneira, não adianta fazer treinamento funcional por 2 ou 3 meses e depois parar. Primeiramente, procure escolher uma atividade que gere prazer a você e que seja possível continuar por mais tempo. Qualquer treino, precisa ser contínuo, fazer parte da rotina. Se você procura um método de treinamento apenas para emagrecer e depois voltar a ser sedentário (a), qualquer coisa serve… Depois de escolher se vai treinar com treinamento funcional ou musculação, escolha um bom profissional para te acompanhar. Não arrisque. Tanto no treinamento funcional, como na musculação, há riscos ao realizar exercícios errados, em uma carga inadequada e com uma estrutura de treino errada. Tão importante quanto escolher a melhor atividade, é ter o melhor acompanhamento. Em minha consultoria online fitness posso te ajudar com seu treino, tanto no planejamento, quanto na execução.   Bons treinos!    

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