O agachamento livre é um dos exercícios mais importantes e funcionais da musculação. Junto com as puxadas, levantamento terra e o supino, compõe a base para qualquer treino eficiente. O problema é que muitas pessoas executam ele errado. Executam deum jeito que em longo prazo, é lesivo! Por mais que agachar seja uma atividade motora básica, nós vamos “desaprendendo” o movimento. Veja como uma criança agacha:   Agora, veja como alguns adultos agacham:   Brincadeiras a parte, na grande maioria dos casos, um adulto precisa “reaprender” a agachar. Nos falta equilíbrio, força, coordenação motora e também, muita flexibilidade, para fazer o movimento corretamente.   Neste sentido, o agachamento livre, feito da forma correta, é um desafio para muita gente.   Mas isso não é, necessariamente, o maior problema. A questão crítica é quando um adulto, que não tem um agachamento funcional, vai na academia e ainda coloca PESO para realizar o movimento. Algo que já não é bom, fica ainda pior.   Leia também: Treino de musculação para quem tem condromalácia patelar, como ele deve ser?   Por isso, é fundamental aprender o movimento primeiro, para só depois, começar a usar mais carga. E é isso que vou te ensinar neste artigo! Agachamento livre, como deve ser feito o movimento?   Para analisar o agachamento livre, devemos olhar primeiramente para o movimento de uma perspectiva lateral. Deste modo, será possível ver o posicionamento do quadril, coluna, braços e tornozelos.   Neste caso, temos alguns movimentos envolvidos, que quando integrados, geram o agachamento livre. Os movimentos são: 1- Flexão/extensão de quadril. 2- Flexão/extensão do joelho. 3- Dorsiflexão e plantiflexão do tornozelo.   Estes são os movimentos dinâmicos do agachamento livre. Há ainda, os estabilizadores, mas falarei mais a diante sobre eles. Desta maneira, é importante entender não só a cinesiologia (músculos envolvidos), como também a biomecânica (vetores de força) que incidem no agachamento livre. Execução correta do agachamento livre   Eu poderia te colocar uma série de “comandos” aqui, sobre o agachamento. Mas há muita coisa envolvida. Primeiramente, entendemos por agachamento livre todo aquele movimento feito sem a ajuda de equipamentos. Mesmo variações como o agachamento sumô, búlgaro e outros, estão neste cenário.   Vamos dividir o movimento em duas fases prioritárias: 1- A flexão/extensão de quadril; 2- A flexão/extensão de joelhos. Não vou dar tanta ênfase neste momento, ao movimento do tornozelo. Flexão e extensão de quadril durante o agachamento livre   Vamos olhar apenas o movimento do quadril.     Quando estamos em pé e iniciamos o agachamento, realizamos uma flexão do mesmo. A depender da profundidade do agachamento (amplitude), o quadril pode vir a “girar” para a frente, em um movimento de retroversão pélvica. Veja na imagem abaixo.   Na primeira figura, onde não há retroversão pélvica, veja como as curvaturas da coluna lombar estão preservadas. Na segunda imagem, temos uma retroversão do quadril, ou seja, ele “gira” para a frente e com isso, perdemos a lordose lombar. Isso traz dois problemas: 1- Sobrecarga exagerada nos discos vertebrais; 2- Encurtamento do comprimento do glúteo, o que tira muito o trabalho deste músculo.   Leia também: Periodização de treino para avançados, como ela deve ser montada?   Resumindo, isso é algo que você deve evitar ao máximo. Você deve agachar até a amplitude onde consegue manter a posição neutra do quadril. Se ele entrar em retroversão, desça um pouco menos! Outro ponto é trabalhar com melhora da mobilidade do quadril e flexibilidade da cadeia posterior.   Flexão e extensão do joelho durante o agachamento livre   O movimento de flexão e extensão do joelho durante o agachamento é mais “simples”. Mas há um cuidado importante: o alinhamento articular entre fêmur e a tíbia. Em termos mais claros, o joelho precisa estar alinhado com a ponta do pé. Devemos evitar ao máximo o valgo dinâmico, que é o direcionamento medial (joelho entrando) durante a execução. Isso acontece principalmente na fase de maior força, a concêntrica.   A execução correta é a segunda, onde os joelhos estão alinhados com a ponta dos pés. Algumas pessoas apresentam um valgo estrutural, onde seus joelhos ficam “fechados”, mesmo em posição estática. Neste caso, é muito importante tomar muito cuidado na execução correta do agachamento. Agora, veja este vídeo, que gravei junto com meus parceiros do Treino Mestre, mostrando a execução correta do agachamento livre com barra! Questões individuais no agachamento livre   Existe ainda um outro ponto importante: a individualidade. No geral, as pessoas tem padrões diferentes de movimento, que precisam ser treinados para obtermos uma melhora. Há duas prevalências no agachamento livre. Algumas pessoas tendem a colocar o tronco mais a frente, dando maior prevalência ao movimento de flexão/extensão de quadril. Outras, tendem a projetar mais o joelho a frente, dando maior ênfase ao movimentos dos joelhos.     Aqui existem as inclinações naturais, questões de coordenação motora e equilíbrio e desequilíbrios de mobilidade/flexibilidade. Pessoas com pouca mobilidade de tornozelo, tende a ter um agachamento com maior predominância de quadril. Pessoas encurtadas em termos de cadeia posterior, tendem a projetar mais o joelho a frente. Não há uma resposta pronta para esta questão. É preciso analisar cada caso, individualmente, e verificar se serão necessárias abordagens corretivas. Variações de agachamento livre   Como já mencionei, o agachamento livre é todo aquele movimento feito sem ajuda de equipamentos. Eu classifico inclusive, os exercícios de avanço, passada, agachamento búlgaro, neste campo. Ou seja, se envolver flexão e extensão de joelho e quadril de forma simultânea, podemos classificar como agachamento (com exceção do levantamento terra, que é outra coisa). Então, temos inúmeras variações de agachamento livre, que podem ser usadas em seu treino. Aqui, vou colocar em uma sequência de aprendizagem motora. Como estamos lidando com um movimento complexo, é interessante pensar nele em uma sequência lógica, antes de usar cargas mais elevadas. 1- Agachamento livre sem peso   Este é um movimento educativo, feito sem peso. Naturalmente, uma pessoa bem treinada não terá grandes efeitos em termos de desgaste muscular. Porém, para uma pessoa sedentária,

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O mundo do treinamento físico infelizmente é repleto de modismos e de novas “tendências”. Não que esta renovação seja de um todo ruim, mas o problema é que muitas coisas que comprovadamente dão certo, são deixadas de lado. O levantamento terra é um exercício que é tido como “antiquado” por muitas pessoas e profissionais, mas que tem uma grande importância para o treinamento resistido. Hoje, com o advento da popularização do LPO, ele vem se tornando mais comum. Mas como deve ser a execução correta do levantamento terra? Quais as vantagens de utilizá-lo em meu treino? Este é um exercício bastante completo e que trabalha de maneira muito acentuada os músculos dos glúteos e os músculos paravertebrais (região lombar). Ele se caracteriza por um movimento bastante amplo de extensão de quadril, que ativa fortemente os glúteos e os músculos da região lombar. Além disso, temos uma extensão de joelho, que ativa o quadríceps e os isquiotibiais (em menor grau). Veja agora como deve ser a execução correta do levantamento terra! Execução correta do levantamento terra A execução correta do levantamento terra envolve alguns fatores fundamentais. Veja primeiramente este vídeo:   Alguns ajustes precisam ser levados em conta. Na execução correta do levantamento terra, o primeiro ponto e talvez, o mais importante, é o posicionamento da coluna vertebral. É fundamental que as curvas fisiológicas da coluna sejam preservadas durante todo o movimento. Caso contrário você perde ativação dos músculos alvo e principalmente, coloca sua saúde articular em risco. Leia também: Treino de hipertrofia para pernas, saiba tudo sobre! Além disso, é fundamental usar uma carga adequada, para que você tenha possibilidades de fazer uma execução adequada. Muitas pessoas erram neste ponto, ao usar cargas muito elevadas. É importante também frisar que o movimento básico é a flexão e extensão do quadril. Este movimento, nos joelhos, é apenas um sinergista. Por isso, concentre-se na qualidade deste movimento, primordialmente! A execução correta do levantamento terra envolve alguns pequenos ajustes no que se refere a fatores individuais. Mas neste caso, o ideal é procurar um profissional de educação física para te ajudar. Isso, por que é muito importante, ter o levantamento terra em seu treino!   Por que usar o levantamento terra em seu treino Ativação elevada dos glúteos O levantamento terra é um dos exercícios com maior ativação dos glúteos, pois estes músculos são os principais responsáveis pela extensão de quadril. Como ele permite uma grande amplitude, os glúteos são fortemente ativados. Além disso, o levantamento terra ainda tem uma participação dos isquiotibiais. Juntamente com movimentos como o agachamento, avanço e stiff, é possível ter um treino bastante completo para esta musculatura. É muito interessante usar o levantamento terra em seu treino de glúteos! Fortalecimento da região do core Como os músculos paravertebrais (da região lombar) também são fortemente ativados, temos um fortalecimento bastante grande da região do core. Isso é muito importante para evitar lesões e principalmente, para aumentar a sua funcionalidade. A falta de fortalecimento dos músculos desta região é uma das principais causas de lesões na região medial do corpo. Isso por que, juntamente com os músculos da região abdominal, estabilizam os movimentos de todo o corpo. Por isso, o levantamento terra é um exercício que acima de tudo, é funcional. Elevado gasto calórico Por ser um exercício multiarticular e por estar atuando sobre músculos grandes e com bastante força, o levantamento terra tem um elevado gasto calórico. Por isso, se o seu objetivo for emagrecer, juntamente com exercícios como o agachamento, avanço e o stiff, o levantamento terra pode ser muito interessante para que seu metabolismo fique acelerado por muito mais tempo. Isso explica por que muitos programas de emagrecimento contam com este exercício! Leia também: O que é um treino intenso de musculação? Melhora da coordenação motora e da consciência corporal Pelo fato de ele ser um movimento bastante complexo e que precisa de uma boa consciência corporal, o levantamento terra pode ser muito útil para a melhora da coordenação motora. Como ele combina dois movimentos articulares diferentes, ele faz com que as unidades motoras dos membros inferiores e do tronco sejam estimuladas, o que produz uma melhora substancial da coordenação motora. Porém, é importante destacar que isso só será possível com a execução correta do levantamento terra! Melhora da flexibilidade Este é um movimento feito em uma grande amplitude, além de causar uma tensão grande nos músculos, o levantamento terra ainda proporciona um estiramento das fibras musculares (mas que não é lesivo). Isso faz com que músculos como os glúteos, ou os isquiotibiais, sejam alongados durante o movimento. Assim, temos uma melhora da flexibilidade destes músculos. Isso não significa que você não deva fazer um treino de flexibilidade específico. É óbvio que todas estas vantagens citadas são para quem executa este movimento de maneira adequada. Por ser um movimento complexo,  levantamento terra precisa ser treinado, inicialmente sem carga, para que você aprenda o movimento correto e obtenha apenas o fortalecimento, sem riscos de lesão. Além disso, o levantamento terra precisa estar bem colocado em sua divisão de treino, para que ele não prejudique outros exercícios e não seja também prejudicado. Dentro da periodização para musculação ele é um movimento fundamental!  Bons treinos!

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Problemas na coluna acometem grande parte da população. Estima-se que mais de 85% das pessoas, irão, ao longo da vida, ter algum problema na coluna. Entre eles, um dos mais comuns é a hérnia de disco.    A hérnia de disco, ou protusão discal, nada mais é do que uma “saída” de uma parte do disco intervertebral.     O disco intervertebral é uma estrutura de firbocartilagem, formada por um líquido gelatinoso, chamado de núcleo pulposo.   Este disco fica entre as vértebras e atua na absorção dos impactos que incidem sobre a coluna.        A hérnia de disco pode ter uma série de razões e causas. No que se relaciona com o tratamento, prevenção ou redução dos problemas, a musculação é um dos exercícios mais indicados.  Quem tem hérnia de disco, pode fazer musculação?   Não só pode, como deve! A musculação é uma das práticas mais recomendadas para pessoas com hérnia discal. Seja ela lombar (a mais comum), ou mesmo cervical, torácica ou sacral.    Neste estudo, foram avaliados os efeitos de 30 minutos de exercícios como os de musculação e calistenia, sobre os sintomas da hérnia de disco. Foram analisadas 30 pessoas.    Todos os participantes tiveram não só redução das dores, melhora da funcionalidade, como também, na recuperação da função do disco lombar.    Há milhares de estudos como estes, que poderia citar. Todos eles indo nesta mesma direção: a musculação é muito indicada para quem tem hérnia de disco.    Porém, como você já deve saber, o treino de musculação para hérnia de disco, envolve algumas particularidades.    Ser indicado, de forma alguma, significa que pode ser feito de qualquer forma! Existe toda uma metodologia para o treino de musculação para hérnia de disco.    Treino de musculação para hérnia de disco, como ele deve ser?    O treino de musculação para quem tem hérnia de disco, precisa levar em conta alguns pontos importantes.    Naturalmente, existem diferentes níveis de hérnia de disco e principalmente, de sintomas e limitações. Há pessoas com hérnia, que não sentem nada. Outras, “travam” a coluna com frequência.    Veja agora, como deve ser a estruturação da periodização para uma pessoa com hérnia de disco:   1- Onde se encontra a hérnia de disco?    Apesar da hérnia de disco acontecer mais comumente na região lombar, pode ser que ela aconteça também na região cervical, torácica ou sacral.    Cada local deste exige uma abordagem diferente. Por exemplo, na região lombar, iremos precisar de muito fortalecimento de core. Na região cervical, um reequilíbrio do ritmo escapular, fortalecimento do trapézio e melhora da postura.    A localização da hérnia, é o ponto de partida na montagem de um treino de musculação para este público.    2- Sintomas e gatilhos de dor   A hérnia de disco tem sintomas muito diferentes. Há pessoas que sentem muita dor. Outras, não sentem nada.    Algumas sentem dores diretamente na coluna. Outros tem uma compressão no nervo ciático.    Além disso, no geral, de acordo com a posição e localização da hérnia, pode ser que haja gatilhos de dor específicos. Algumas pessoas sentem dores na flexão da coluna. Outros, na extensão. Há ainda as dores na rotação.    Entender isso é fundamental para tratar os problemas da hérnia de disco, através da musculação.    3- Começando pela base   A hérnia de disco vai atingir diretamente os movimentos do tronco. Neste sentido, é fundamental atuar primeiramente nos músculos e articulações que interagem com esta região.    Melhorar a mobilidade de quadril e região lombar é o primeiro ponto. Fortalecê-los, mais importante ainda.    Não adianta pensar na musculação com muita carga, ou mesmo focando em hipertrofia, se ainda há dores, desconfortos ou gatilhos de dor constantes.    O primeiro ponto é a melhora da função e redução das dores. Depois, fortalecimento. Questões ligadas a estética, acabam sendo secundárias neste primeiro momento.    4- Flexibilidade e mobilidade são obrigatórias para quem tem hérnia de disco   O processo de inflamação que a hérnia de disco gera, acaba gerando muita tensão e pontos gatilho na musculatura. É comum, quase via de regra, que quem tenha hérnia de disco, tenha também músculos encurtados.    Posteriores de coxa, glúteos, abdômen, músculos da região lombar, quadríceps, iliopsoas e outros músculos que se inserem no quadril e na coluna, tendem a estarem encurtados.    Leia também: Treino de musculação para quem tem condromalácia patelar, como ele deve ser?   Isso gera mais tensão na coluna e comprime mais a coluna. Por isso, uma pessoa com hérnia de disco precisa, obrigatoriamente, trabalhar isso.    De preferência, no início do treino. Isso irá irrigar e hidratar os discos intervertebrais e reduzir as dores.    Mobilidade lombar, de quadril e flexibilidade de membros inferiores, core, trapézio e escápulas, são fundamentais.    5- Comece pelos exercícios mais funcionais da musculação   Dentro do cenário da musculação, é muito importante usar exercícios que fortaleçam o core, mas que tenham uma melhora na funcionalidade.    Variações de agachamentos, exercícios de anti rotação, exercícios em pé, com o abdômen bem estabilizado, devem ser o ponto de partida da musculação para hérnia de disco.    6- Adapte exercícios   Um bom treinador não é aquele que proíbe exercícios, mas sim, aquele que adapta os movimentos, tirando o melhor deles.    Vou te dar um exemplo bem claro disso, aplicado para a hérnia de disco.    Por exemplo, uma pessoa que começa a praticar musculação, para tratar uma hérnia de disco, deve evitar o agachamento com barra, como mostrado no vídeo abaixo:     Este exercício gera compressão nos discos intervertebrais. Ele deve ser usado por uma pessoa com hérnia de disco, só depois de um trabalho bem feito de base.    Mas podemos substituí-lo, pelo agachamento no banco, como deste vídeo:     Além de não ter sobrecarga na região lombar, ele ainda irá “educar” o quadril a manter a estabilidade. Isso é fundamental para quem tem hérnia de disco.    Depois, podemos evoluir para o agachamento

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Dentro da periodização, sempre temos alguns movimentos que se enquadram muito bem em determinadas situações. O leg press 45° é um destes exercícios, que salvo raros casos, é amplamente usado em diferentes tipos de treino e de estímulos. Pelas facilidades de uso do leg press 45°, podemos usá-lo em diferentes momentos da periodização. Por isso, é muito importante entender como tirar o máximo proveito do Leg Pres 45°, como otimizar seus resultados e alcançar um estímulo excelente. Mas nada disso será possível, se não tivermos como base, o movimento muscular. Vamos então, primeiramente entender quais os músculos envolvidos no Leg Press 45°!         Músculos solicitados no Leg Press 45°   Por ser um movimento “guiado”, há possibilidades de variações bem interessantes no leg press. Mas para que isso seja eficiente e principalmente, seguro, precisamos entender os movimentos articulares e musculares do movimento. Assim como acontece no agachamento e no avanço, temos como movimentos articulares principais, a flexão e extensão de joelhos e quadril. Neste sentido, os principais músculos solicitados no leg press 45° são: – Quadríceps – Isquiotibiais – Glúteo Além disso, participa também do movimento, de forma sinergistas, os músculos do tríceps surral. Desta forma, o leg press 45° é um movimento multiarticular e de grande aplicabilidade dentro da musculação.   Leia também: Estímulos metabólicos e tensionais, entenda o conceito!   Seja para a hipertrofia, seja para o emagrecimento, o leg press 45° é um exercício considerado de base. Isso por que ele trabalha com músculos grandes e de enorme potencial de torque. Por isso, é possível termos uma intensidade total de treino, aumentada com a utilização do leg press 45°.     Como executar o leg press 45°?   Inicialmente, você deve sentar no aparelho e apoiar totalmente as costas. O quadril, precisa estar em uma angulação de 90 graus e totalmente apoiado. A cabeça, deve estar também encostada no apoio. Os pés, posicionados no meio do apoio da plataforma, com a ponta dos pés apontando para cima. Joelhos alinhados com o fêmur, assim como os tornozelos devem estar alinhados com a tíbia.     Leia também: Treino de hipertrofia para pernas, exercícios e métodos!  Treino de hipertrofia para panturrilhas, como ele deve ser feito?   Este é o posicionamento inicial. Depois de desprender o peso da máquina, flexione joelhos e o quadril, até o ponto onde você ainda consiga manter as curvaturas fisiológicas da coluna preservadas. Este é um ponto fundamental! A coluna precisa estar, impreterivelmente, apoiada o tempo todo no banco. Caso você esteja executando o leg press 45° e sua lombar “sai” do banco, reduza a amplitude de movimento. É fundamental manter também o alinhamento de joelhos e tornozelos, durante todo o movimento. Qualquer alteração desta rota articular, causará efeitos lesivos. Para que não fiquem mais dúvidas, veja este vídeo que gravei para o Treino Mestre! Variações do leg press 45°   Por ser um aparelho, o leg press 45° envolve algumas limitações em termos de variações. Mas isso não significa que elas não existam ou então, que não sejam eficientes. Para começar, quero dizer que leg press “de ladinho” é um absurdo cinesiológicos e nem é considerada uma variação. A principal variação do leg press 45° incide na modificação do posicionamento dos pés na plataforma. Se colocarmos os pés um pouco mais acima do apoio, teremos um movimento com mais ênfase na flexão e extensão do quadril. Desta maneira, teremos uma atividade muscular de isquiotibiais e glúteos, mais acentuada, como mostra a imagem abaixo!     Perceba que mais acentuada não significa exclusiva. Ainda temos uma extensão de joelho na fase concêntrica, ou seja, temos atividade do quadríceps. Ela será apenas reduzida em comparação a execução tradicional do leg press 45°. Outra variação que pode ser feita no leg press 45° é para o trabalho de panturrilhas. A flexão plantar no leg press é uma variação interessante, como mostra o vídeo abaixo:   Como potencializar os resultados do leg press 45°   Existem algumas formas de otimizar o trabalho muscular que o leg press 45° impõe. Algumas pequenas adaptações e cuidados, que poderão fazer diferença na qualidade do estímulo muscular!   Não entre em pontos de descanso Quando você estende completamente seus joelhos, você “encaixa” as articulações e reduz a tonicidade muscular. Por mais que isso seja rápido, temos uma perda na solicitação muscular. Por isso, é fundamental que você pare o movimento um pouco antes de estender completamente joelhos e quadril. Isso fará com que você tenha muito mais tensão muscular e consiga, melhores resultados.   Mantenha sempre o controle do movimento É fundamental, que em todos os momentos da realização do leg press 45°, você mantenha o controle do movimento. Por controle, entenda que ele deve seguir uma cadencia, geralmente determinada anteriormente. Por exemplo, usasse uma cadencia de 1-0-2-1, que significa que teremos 2 segundos na fase concêntrica,  transição sem parada, 2 segundos na fase excêntrica e 1 segundo na transição (segurando o peso no final da fase excêntrica). Estas variações são individuais e devem ser seguidas de acordo com a periodização.   Use métodos de treino específicos O leg press permite uma série de métodos de treino. Para exemplificar, eu uso muito o pliométrico, em casos onde ele se encaixa. Basicamente, você faz uma fase excêntrica lenta, segura o movimento na transição, por pelo menos 1 segundo e “explode” na fase concêntrica. Isso faz com que você solicite mais fibras rápidas e melhores os graus de hipertrofia de seu treino. Mas isso, só deve ser feito com uma periodização bem montada e uma preparação adequada. Caso contrário, há grandes riscos de lesão.   O leg press 45° é um dos exercícios fundamentais do treino de pernas. Ele deve ser muito bem trabalhado e pensado dentro da estratégia adequada. Fatores como força máxima, equilíbrio e flexibilidade, influenciam diretamente na qualidade do estímulo. Por isso, dentro da periodização para musculação, estes elementos também precisam ser levados em conta. Desta maneira, teremos melhores resultados e muito mais qualidade de treinamento.

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Quem já fez, sabe de seu poder. Quem nunca fez, vai lembrar sempre da “primeira vez”. O avanço, ou passada, como preferir, é um dos exercícios mais intensos e eficientes do treino de pernas, fundamental para a construção de volume e densidade muscular nesta região. Além disso, ele é uma excelente alternativa para pessoas com alguns problemas na coluna ou que queiram um estímulo diferente. Mas é óbvio que isso tudo só será de fato benéfico para você se o avanço for colocado de uma maneira correta em seu treino e principalmente, que ele seja bem executado. Veja então agora a análise do movimento, seguido da execução correta e de seus benefícios! Avanço, análise do movimento   Quando vamos avaliar um movimento, seja pela biomecânica, seja pela cinesiologia, temos que verificar o movimento de todas as articulações envolvidas. Muitas pessoas acham que a única solicitação muscular do avanço ocorre na perna que está posicionada à frente. Ledo engano, pois a perna de trás também tem uma enorme solicitação muscular! Em um estudo de Garcia (2012) foi avaliado a ativação dos músculos do quadríceps (vasto lateral, vasto medial, bíceps femoral e semi-tendíneo) tanto na perna que vai a frente, como na que fica atrás, durante o avanço.  Neste estudo foi encontrado na perna posicionada a frente do corpo, um  aumento da atividade elétrica correspondente a 54% para o vasto medial, 50% para o vasto lateral e 48% para o bíceps femoral. Já no caso do  membro posicionado posteriormente, foi encontrado um aumento de 75% para o vasto lateral, 113% para o vasto medial, 62% para o bíceps femoral e 48% para o semi-tendinoso. Ou seja, temos sim uma grande ativação dos músculos do quadríceps da perna posicionada anteriormente, durante o avanço.       Mas como isso acontece? Vamos avaliar o movimento! O avanço precisa ser estudado a partir de duas variáveis, a perna que vai a frente e a que vai atrás. Na perna que vai a frente do corpo, temos uma flexão de joelho e de quadril, o que ativa os músculos dos glúteos e do quadríceps, além de uma menor atividade sobre os isquiotibiais. Isso se deve ao fato de que a flexão de quadril seja realizada, na fase concêntrica do movimento, com a ajuda dos glúteos e dos isquiotibiais. Como já mencionei, a perna de trás realiza também uma flexão de joelho e uma extensão de quadril, ambos movimentos realizados pelo quadríceps. Some isso a uma grande amplitude de movimento e terá o sentimento de “quase-morte” ao realizar o avanço até a falha concêntrica. Basicamente, a grande ativação do avanço é sobre os quadríceps, mas pode ter certeza que se você executar da maneira correta, seus glúteos e isquiotibiais serão altamente solicitados também. Se isso for executado até a falha concêntrica, a intensidade será ainda mais alta! Avanço, execução e variações   O exercício de avanço é simples de ser executado, mas alguns cuidados devem ser tomados. Inicie o movimento em pé. Deslize um dos pés para frente, em uma amplitude que seja possível realizar a flexão de joelhos em 90º ou menos. A perna de trás deve estar levemente flexionada. Desça até próximo do chão e retorne a posição inicial. Esta é a execução simples do avanço, mas existem diversas variações. A possibilidade de usar um step para a perna que vai a frente do corpo, para aumentar a amplitude de movimento e solicitar mais os isquiotibiais e glúteos é bastante interessante.  Então devo fazer sempre assim? Claro que não! Isso vai depender de cada caso. O mesmo vale para a questão de usar um TRX para a perna de trás, aumentando a solicitação de quadríceps nestes músculos.     Mas sem sombra de dúvidas, o que mais gera confusão sobre a execução do avanço é a questão de realiza-lo parado ou “andando”. Ambas as possibilidades tem boas aplicações, desde que bem inseridas em seu treino. Quando você executa o avanço “andando”, tem uma solicitação diferente do que quando faz ele parado. Mas isso não necessariamente muda em muito o contexto, pois como já mencionei, o quadríceps é altamente solicitado em ambas as pernas. Como você deve fazer então? Isso só seu professor pode definir! Um bom treino de hipertrofia para pernas, envolve diferentes estímulos e variáveis!   Veja agora, a execução correta do avanço com halteres:   Veja agora a execução do avanço com barra:       Enfim, o avanço é um excelente exercício para o treino de pernas, devido as possibilidades de execução e principalmente, pela questão da alta intensidade que ele proporciona. Bons treinos!    

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