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Açúcar e emagrecimento, você precisa ler isso!

O açúcar, em suas mais variadas formas, é provavelmente o “nutriente” mais consumido no mundo. Veja neste artigo a relação entre açúcar e emagrecimento!

 

Que o açúcar é um vício, e sendo assim, se torna o grande vilão quando o assunto é emagrecimento, todos nós já sabemos. O que não compreendemos são as formas de agressividade que ele apresenta ao nosso organismo, nos tornando dependentes de seu sabor e dessa maneira, prejudicando e dificultando muito o emagrecimento. Vamos listar aqui, alguns aspectos que devemos levar em conta antes de consumir esse alimento que se tornou o maior inimigo da dieta e por que o açúcar e emagrecimento são combinações que não fecham!

 

Calorias Vazias e sua relação com o açúcar e emagrecimento!

Na produção do açúcar refinado, são introduzidos diversos produtos químicos.  Principalmente para que ele fique branco e com boa aparência. Nesse processo de refinamento, também é onde o açúcar perde suas propriedades boas, que são seus nutrientes, fibras, sais minerais e proteínas. Com isso, ele se transforma em um alimento com “calorias vazias”, ou seja, selas não trazem qualquer benefício nutricional para o corpo (CARVALHO, 2006).

 

O que você consome ao ingerir açúcar são calorias que vieram de um alimento altamente processado, tornando pesado a sua digestão e sobrecarregando a sua absorção no organismo, o que irá deixar seu metabolismo mais lento e muito mais suscetível a algumas doenças e ao ganho de peso.

 

Índice Glicêmico do açúcar

O acréscimo de açúcar em qualquer alimento aumenta o índice glicêmico do mesmo. O índice glicêmico (IG) é relacionado com o nível de açúcar no sangue e com a velocidade em que esse açúcar é liberado na corrente sanguínea após sua ingestão. Esse acréscimo no IG, pode fazer com que ocorra picos muito elevados de insulina logo após a alimentação, sendo que no restante do tempo ocorrerá a redução drástica do nível de açúcar no sangue; isso pode ocasionar, a longo prazo, uma resistência à insulina, ou seja, a diabetes mellitus tipo II.

O elevado índice glicêmico também pode gerar disfunções hormonais e metabólicas, retardando o funcionamento do metabolismo novamente e desregulando a forma com que seu corpo absorve e utiliza os nutrientes dos alimentos em geral, predispondo ao aumento do estoque de gordura no corpo.

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Dependência causada pelo açúcar

De acordo com Carvalho (2006), há diversas pesquisas que afirmam que a ingestão de comida com açúcar provoca reações parecidas às que acontecem com pessoas que são dependentes de drogas. Em uma experiência com ratos, foi observado que, em relação aos ratos que eram alimentados normalmente, os ratos em que o açúcar era fornecido manifestavam sintomas de abstinência como ranger de dentes, ansiedade e choro excessivo.

Além de comer compulsivamente quando o açúcar era novamente disponibilizado, ingerindo mais da metade da ração diária já na primeira hora. Vale salientar que a quantidade de açúcar disponibilizada na ração dos ratos era 25%, e alguns alimentos que nós consumimos são 100% açúcar.

Dessa forma, ao consumirmos o açúcar, mesmo após estarmos satisfeitos, vamos querer comer mais e mais, além de não conseguir passar se quer um só dia sem ingeri-lo – e isso é dependência! Essa dependência acontece porque o açúcar proporciona uma sensação de prazer intenso momentâneo, sendo tão difícil resistir a esse alimento, e às suas altas calorias.

 

Quando o açúcar está mascarado!

Não tem como negar: seu sabor é muito atrativo, e isso sem contar suas diversas utilidades. No entanto, não podemos nos enganar. Na maior parte das vezes, o açúcar se máscara. Muitas bebidas que tomamos, por exemplo, contém muito açúcar, e por não ter sabor muito doce, não nos damos conta disso. A maioria dos alimentos industrializados que contém conservantes, contém açúcar também; muitas vezes nem sabemos o que estamos consumindo.

Nem imaginamos que alguns alimentos que comemos diariamente possuem esse vilão! Por isso, se você quer ter uma alimentação equilibrada, é importante ficar atento também em relação aos rótulos dos alimentos que você consome. Aí vai algumas dicas de nomenclaturas de açúcares existentes nos rótulos: glicose, melado, xarope, mel, dextrose, maltose, açúcar cristal, açúcar mascavo, concentrados de frutas, entre outros.

 

Açúcar e carboidratos

É muito comum ouvirmos: “Não vou comer nada doce, não quero engordar” e então pede ao garçom um sanduíche de pão francês. O açúcar não se encontra somente nos alimentos que possuem sabor doce, ele também se encontra nos dois tipos de carboidratos. Vamos entender melhor do assunto: Os carboidratos são alimentos capazes de fornecer muita energia ao nosso corpo; após ser consumido, ele se converte em glicose e glicogênio e é armazenado no fígado e nas fibras musculares, estando sempre à disposição para uso.

Resumindo: os carboidratos se transformam em açúcar no sangue. No entanto, ele também pode ser armazenado em forma de gordura, se a ingestão for excessiva e se não for utilizado. Os carboidratos podem ser divididos em simples e complexos.

 

Tipos de carboidratos e sua relação com o açúcar

 

Carboidratos simples

 Os carboidratos simples, também conhecidos como brancos ou refinados, possuem apenas uma molécula de açúcar, que é rapidamente absorvida pelo organismo, fornecendo energia instantânea ao corpo. O problema é que, da mesma forma que a sua digestão, uma grande quantidade de açúcar é liberada no sangue de uma só vez, causando picos de insulina após as refeições e isso tem a ver com seu índice glicêmico (IG), como visto anteriormente.

Ocorre que a insulina também é liberada em quantidades elevadas para que consiga carrear todo o açúcar existente no corpo ao seu destino, e dessa maneira, reduz os níveis de açúcar demasiadamente, abaixo do que o corpo considera normal. Quando isso acontece, o corpo diminui o metabolismo para que possa conservar bem todos os órgãos, então ocorre sonolência e baixa disposição, além do corpo implorar para o consumo alimentar novamente (fome), para restabelecer os níveis de açúcar no sangue.

Ou seja, você sentirá fome novamente em pouco tempo e ainda pode desenvolver o diabetes tipo II. Exemplos de carboidratos simples são: Arroz branco, pão francês, pão branco, doces em geral, batatas, massas, etc.

Carboidratos complexos

 

Já os carboidratos complexos, que são os alimentos integrais, menos refinados e menos afetados pelo processo de industrialização, com baixo índice glicêmico (IG), mais fibras e mais nutrientes, contém duas ou mais moléculas de açúcar em sua composição. Agora você deve estar se perguntando: como pode ser um alimento melhor se tem mais moléculas de açúcar?

A questão é que essa propriedade permite que esse carboidrato seja chamado de complexo, pois o açúcar é absorvido em menor quantidade e mais lentamente por ter que “quebrar” várias moléculas, fornecendo, dessa forma, açúcar aos poucos na corrente sanguínea, possibilitando que a insulina também seja liberada regularmente; outro detalhe deve ser enfatizado: este carboidrato impede que a gordura seja armazenada, já que sua energia pode ser utilizada conforme a sua absorção.

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Por isso, este tipo de alimento sacia mais rápido e por mais tempo, além de reduzir a constipação e o risco de diabetes e colesterol. Exemplos desse tipo de carboidrato são: cereais, batata doce, arroz integral, aveia, pães e massas integrais, etc.

Devemos saber que retirar o carboidrato simples totalmente da dieta geralmente não é recomendando. é um tipo alimento que também possui suas propriedades e sua ingestão deve ser balanceada. Essa questão tem a ver com a individualidade de cada um, e cabe ao nutricionista orientar em relação a isso. No entanto, agora sabemos que é possível fazer algumas trocas na alimentação e impedir o seu consumo exagerado.

 

Açúcar e câncer, entendendo sua relação

Sim, existe uma grande relação entre a ingesta de açúcar e o câncer. De acordo com várias pesquisas, é o açúcar quem alimenta as células cancerígenas. O cientista Otto Warburg provou que diferentemente de todas as outras células saudáveis do nosso corpo, que adquirem energia através da respiração aeróbica, ou seja, à base de oxigênio, as células cancerígenas alcançam a energia que precisam via respiração anaeróbica, ou seja com ausência de oxigênio. As células cancerosas, por sua vez, se alimentam por meio da fermentação da glicose, denominada glicólise. E essa glicose é obtida através do açúcar que consumimos. Sem açúcar, essas células não têm por onde se alimentar, então definham e morrem. Mais uma prova de sua toxicidade ao nosso organismo!

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Para finalizar, concluímos: o açúcar nos torna dependentes, nos fornece calorias que deveriam nos proporcionar energia, mas que geralmente se armazenam em forma de gordura no corpo, já que não possui nenhum tipo de valor nutritivo positivo; nos predispõe a uma enorme variedade de doenças, que além de outras coisas afetam a forma com que o organismo absorve e armazena os nutrientes, tornando o metabolismo mais lento, impedindo que os alimentos “bons” que você ingere sejam bem aproveitados, nos deixando com uma sensação de inchaço, no entanto, sem saciedade, o que nos deixa mais propensos a comer por compulsão.

Com isso tudo, podemos constatar: emagrecimento e açúcar não combinam. Açúcar e reeducação alimentar também não! Diminuir o açúcar na alimentação não é só uma questão de emagrecimento, tem a ver com saúde, longevidade e qualidade de vida, o que vai consequentemente, te tornar uma pessoa mais realizada, disposta e mais feliz com seu corpo.

Algumas dicas de como substituir o açúcar por algo mais saudável e menos prejudicial ao organismo

Todos os alimentos que tem uma vida útil maior, ou seja, que tem um prazo mais longo de validade, são mais agressivos ao organismo e contém açúcar para que sejam bem conservados: desconfie! Quanto menor a vida útil de um alimento, mais saudável ele tende a ser.

Açúcar mascavo, demerara, orgânico, cristal: São menos refinados que o açúcar branco e podem ser uma forma mais “leve” de substituição, mais isso não quer dizer que eles sejam saudáveis e podem ser consumidos livremente, cuidado!

Mel e melado podem ser utilizados por possuírem mais nutrientes e serem mais saudáveis que o açúcar refinado, no entanto, também possuem calorias – tudo deve ser dosado com moderação.

Evite sucos artificiais e de “caixinha”, refrigerantes, achocolatados, e outras bebidas encontradas no supermercado. Nada substitui o natural e o “feito na hora”.

Evite massas brancas, enlatados, bebidas alcoólicas, e fique sempre “de olho” no rótulo dos alimentos. Prefira alimentos mais naturais, integrais e com baixo índice glicêmico.

 

Não deixe que o açúcar sabote seu emagrecimento, basta foco onde você quer chegar e algumas modificações e adaptações na alimentação para te deixar mais saudável e mais leve!

 

 

REFERÊNCIAS

CARVALHO, Fernando. O livro negro do açúcar: algumas verdades sobre a indústria da doença. Rio de Janeiro, 2006. Disponível em: <http://www.uefs.br/docentes/jmarcia/2007/O_livro_negro_do_acucar1.pdf>. Acesso em: 06 ago 2015.

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